quinta-feira, 23 de julho de 2015

Sad Satan - Conheça (ou não) o jogo satânico e controverso da web

Não tem no Google, então não existe.
Quantas vezes ouvimos esta afirmativa? Ledo engano, meus caros, ledo engano...
O que conhecemos por mundo virtual é apenas uma página de um grande livro. Vai muito além do Google, blogosfera e nossos perfis pessoais no Facebook ou Instagram. O mundo virtual é muito mais vasto e profundo, literalmente.
Estou me referindo à Deep Web, que você não irá encontrar no Google ou qualquer outro buscador. Conhecida também como o "submundo virtual", onde estão armazenados livros, séries, filmes, games, vendas de drogas, armas e também há das coisas mais bizarras tais como pedofilia e canibalismo.
Mas o que está intrigando os gamers e curiosos é Sad Satan, um jogo misterioso com simbolismos e mensagens subliminares supostamente "satânicas" que só pode ser acessado por lá.


Tudo começou quando Jamie, proprietário do canal Obscure Horror Corner recebeu de um de seus seguidores o link para acessá-lo.

"Encontrar o jogo foi complicado, os arquivos são todos codificados e você não tem certeza se já entrou até ele começar". afirma Jamie.

O assinante, que se identificou apenas com as iniciais ZK, fez uma advertência prévia:

"É algo hipnótico... você se sente estranho jogando esse negócio. O tempo passa e você fica ali olhando e nada acontece... mas você se sente esquisito. Não dá para explicar!"

Instigado, Jamie checou se não havia qualquer tipo de malware e baixou o arquivo que, por incrível que pareça, estava limpo, coisa rara segundo os frequentadores da Deep.
Assim que o jogo começou a rodar, Jamie iniciou uma gravação para postar em seu canal do Youtube.

"É uma sensação estranha jogar essa coisa. Assistir apenas, não é nem metade do que senti jogando. Eu apenas andava de um lado para o outro na tela e o personagem parecia ser teleportado para diferentes lugares. Nada acontecia, mas mesmo assim eu sentia uma sensação estranha e enervante. Eu não acho que o jogo tenha terminado ou que ele tenha simplesmente travado, mesmo assim decidi apagar do meu computador". - escreveu Jamie.

Dois meses tempos, Jamie sentiu-se instigado novamente.

"Eu estava curioso. Não estava particularmente ansioso para voltar a jogar, mas imaginei que a coisa havia ficado pela metade. De certa forma eu queria entender o jogo."
Mas parecia tarde. Toda tentativa de conseguir acessar foi em vão, agora aparecia um malware que o bloqueava de dar continuidade.
E eis que, semanas depois, do nada, um fato interessante aconteceu. Um dos leitores do canal enviou um novo link de acesso com a mensagem: "Boa sorte (vai precisar)"

A terceira parte parece mais assustadora, com discurso de Charles Manson, músicas ao contrário, sons de frequências de rádios, criaturas estranhas semelhantes a crianças surgindo na tela, gritos "de gelar a espinha" e ameaças na fonte wingdings que um usuário do Reddit decifrou e resultou nas seguintes combinações abaixo.




Traduzindo:
"Eu posso te rastrear"
"Boa sorte"
"Você está sozinho"
"Enterrado"
"Mate, mate e mate novamente"
"Você está na minha lista"
"5 vítimas!! :) :)"
"Salve 666 (eu acho?)"
"Pessoas tristes morrem".



Mais uma vez, Jamie encontrou-se em um novo beco sem saída estático como acontecera da vez anterior e finalmente desistiu:

"Não há como passar desse estágio, a imagem simplesmente fica estática e não há o que fazer... eu já tentei de tudo e não há solução. Eu imagino que deve ser um defeito no jogo, mas não sei ao certo".

Jamie acha que haverá outras continuações, no entanto, pareceu decidido a não seguir adiante

"Eu perdi a vontade de jogar essa coisa. Totalmente! É algo desagradável. Quando joguei, queria chegar ao fim e ver o que acontecia, mas o jogo não faz bem... pode parecer bobagem, mas eu me senti incomodado enquanto jogava e não gostei nada da experiência. É algo enervante... Não recomendo a ninguém fazê-lo".

Trechos retirados do blog Mundo Tentacular, quem quiser ler uma matéria mais detalhada, eu super recomendo, clique no link.

Créditos do Scoop para Luiz Felipe Vasques.


Aos curiosos em assistir o jogo com segurança pelo Youtube, eis as partes liberadas no canal de Jamie:

Sad Satan - 1ª Parte




Sad Satan - 2ª Parte





Sad Satan - 3ª Parte 



Sad Satan - 4ª Parte


Sad Satan - 5ª Parte


Como podem perceber, Jamie deu continuidade jogando as partes 4 e 5, rs.

Aos que querem ir mais longe e jogar, aparentemente não há link acessível (Jamie que havia liberado em seu canal parece ter retirado) e quem conseguiu, informou que há apenas apenas fotos de conteúdo adulto ilegal e o executável está cheio de arquivos maliciosos.
                      Minha opinião pessoal sobre Sad Satan:


imagem de uma das crianças que aparecem no jogo, Jamie contou um total de oito destas criaturas, cada uma com suas peculiaridades.
 
Assisti a todos os vídeos. É um jogo em primeira pessoa, como Counter Strike, só que longe de ter toda aquela adrenalina. A adrenalina de Sad Satan foi criada para ser introspectiva. O gamer percorre por corredores escuros, lógico, à espera de qualquer susto ou surpresa e depara-se com um jogo parado e apenas sombrio. EU não fiquei impressionada. Nada que eu já não conheça de ocultismo e satanismo foi novidade ali para mim. Conheço os simbolismos e a atmosfera do game, apesar de sinistra, não conseguiu me assustar. Talvez, na prática, ou seja, jogando, a sensação seja diferente como Jamie relatou.
Nunca me aventurei pela Deep Web por não me sentir segura, nem mesmo com toda proteção e usando Linux. Sou o tipo que segue o conselho dos avós de "seguro morreu de velho" porque não estou disposta a perder arquivos ou até mesmo o pc por mera curiosidade mórbida.
Contudo, porém, entretanto... Como todos temos o livre arbítrio, se você, caro leitor ou cara leitora que me lê. queira se arriscar neste mundo urdergound da virtualidade, por favor seja precavido e acesse a Deep Web apenas com o programa TOR.

Como acessar a Depp Web

Maiores detalhes do game, incluindo até mesmo a lenda do ocultismo envolvendo Led Zeppelin que deu o que falar nos anos 70, está muito bem detalhado no link do Mundo Tentacular que deixei acima.
Só uma coisa eu não faria: Se tivesse a relíquia de um aparelho que toca vinil e o vinil do Led Zeppelin em mãos, JAMAIS me atreveria a riscá-lo forçando seu sentido inverso.
Isso sim seria heresia.
 
 
Mi F. Colmán
 
 

 

Os números de Grabovoi + Ameaças: Comunicado


Este é um post que não gostaria de fazer, porém, quando as coisas passam do limite, não podemos silenciar. Acho válido deixar o aviso aos meus seguidores, colegas, amigos e amigas da blogosfera (e também para quem simplesmente passa por aqui) a respeito de ameaças recebidas inbox hoje (tenho prints arquivados) por gente seguidora de Grigori Grabovoi.
Desde que postei este que, não sei o porquê até hoje é o post mais visualizado da blogosfera (clique no link) não é segredo que venho sido ofendida no meu perfil do Google Plus e recebido uns comentários ríspidos de fakes aqui no Blogger.
Até aí tudo bem, todos podem se expressar como lhes convém, mas não ameaçar. É preciso tomar medidas legais quando este tipo de coisa acontece, não cometi nenhum crime de intolerância religiosa (Grabovoi não é religião) e liberdade de expressão é lei, portanto, não permito me intimidar como querem que aconteça.
Tudo o que foi publicado aqui foram fatos, não inverdades. Está noticiado, só acessar o Google. Não é difícil. 

O que não entendo é porque um blog que não tem sequer 100 inscritos está sendo considerado como o pioneiro em retratar o acontecido com este senhor e visto como ameaçador.
Convivo com cristãos, espíritas, espiritualistas de matriz africana e direto vemos canais no YouTube com milhares de inscritos sendo contrários (alguns até de modo pejorativo e agressivo) às nossas crenças.
Pessoas em sã consciência sabem que todos têm o direito de se pronunciar sobre o que não acreditam (vide a popular ATEA). E isso não nos afeta, não estamos inseguros porque temos convicção da nossa fé.
Sim, participei de alguns grupos de Grabovoi e li seus trabalhos. Ele realmente promete a imortalidade e ressurreição FÍSICAS. Para mim, é uma teoria absurda. Ponto. É preciso maturidade para encarar que haverá opiniões contrárias ao que acreditamos e bastará às pessoas fazerem suas livres escolhas diante dos fatos. Todos somos livres.
Vocês podem ler inclusive nos comentários do post uma seguidora dele de nome Silvia concordando comigo a respeito dessa coisa robótica de "ativo, recebo, mereço, agradeço", fato mais enfatizado como absurdo da prática no texto. Aliás, foi a única seguidora de Grabovoi que veio até mim e não me ofendeu, o restante infelizmente não tenho bons testemunhos.
Um dos palestrantes a favor do método afirmou coisas que disse no artigo, sobre Grabovoi ter sido preso e se dizer o Segundo Advento de Cristo na Terra, ele apenas pede para que isto seja relevado ou algo semelhante, não lembro as palavras exatas porque assisti há muito tempo. Tempo suficiente para que este post já fosse esquecido.
O que me admira são pessoas que defendem Lei da Atração, positivismo, gratidão, paz, luz e coisas do gênero, possam ser tão agressivas e chegar ao ponto de ameaçar gratuita e covardemente alguém só porque publicou uma crônica que discorda de seus pontos de vista. Isto não tem outro nome senão fanatismo. Não dizem ser uma seita, mas agem como tal.
Eu, continuo acreditando em livre arbítrio e duvidando das teorias que, repito, ao meu ver são absurdas, porém, não tenho necessidade de constranger ou tentar intimidar quem não concorda dizendo estar "mexendo em formigueiro". Temos liberdade de crenças e não crenças, vivemos em um estado laico.
Este post não é uma retratação e sim, um comunicado.
Não existe motivo para retratação e mesmo se houvesse, não o faria para pessoas que se acham no direito de ameaçar e usar da prática de cyberbullying pelo simples fato de eu não pensar como elas.
Só fica aí o alerta: pelos frutos conhecemos a árvore.


Mi F. Colmán



segunda-feira, 20 de julho de 2015

Eu assisti: Azul é a cor mais quente


Intacta. Praticamente sem piscar. Foi como fiquei do início ao fim diante da obra francesa La Vie d’Adèle ou Azul é a cor mais quente, em português.
Contrariando todas as expectativas que se possa esperar de um filme sobre relações homoafetivas, La Vie d’Adèle não é um filme militante, aliás, a trama vai surpreendendo e ocorrendo tão espontaneamente que há vezes que o espectador até esquece que se trata de um romance entre iguais e simplesmente mergulha nos conflitos e envolvimento das personagens.
Adèle Exarchopoulos não só levou a sério o seu nome próprio com sua personagem, como a olhos vistos se entregou totalmente às descobertas, confusões e dramas de sua vida. Léa Seydoux, por sua vez, incorpora a Emma mais experiente e um tanto egocêntrica com total naturalidade. A química que ocorre entre as atrizes é fantástica e não estou me referindo apenas na área sexual, a qual achei muito mais fetichista do que dramática (não recomendado para quem se choca com beijinho gay de novelinha global) e tirou um pouco o foco do impacto profundo que traz o roteiro.
A estória nos mostra as contradições que ocorrem em um relacionamento onde alguém claramente ama mais em uma relação e procura lidar com o egoísmo da outra pessoa, como é o caso de Ádele que, por ser de origem social mais baixa, não é valorizada por Emma por ser "apenas uma professora". 

Emma, graduada em Belas Artes e rodeada de amigos do meio intelectual, insiste veemente para que Adéle se torne uma escritora. Em diversos momentos vemos sua indiferença frente às atitudes altruístas de Adéle e até mesmo um desrespeito.


A cor azul está presente nos momentos mais intensos do filme e é interessante como ela vai perdendo a intensidade de acordo com que a alma de Adéle vai se perdendo dentro de si.
O filme tem uma produção impecável e super natural, onde você não se vê diante de celebridades esticadas de botox nem super produzidas. Vemos gente como a gente, sem maquiagem (foi uma das ordens do diretor, as atrizes aparecem totalmente naturais), de cabelo bagunçado e comendo sem cerimônias. 


Mas com certeza, Azul é a cor mais quente foi feito para um público diferenciado e não pode ser recomendado livremente. É uma estória para pessoas de mente aberta e preparada e com sensibilidade acima da média para reconhecer o que vai muito além do preconceito ou fetichismo.
Sem liberar spoilers, o desfecho é super interessante e quase imprevisível, deixando no espectador um desejo de querer mais. No final, indica que é a parte 1 da vida de Adéle, o que pode ser o presságio de que virá uma parte 2.
E eu espero ansiosamente que sim.


Mi F. Colmán

 

terça-feira, 14 de julho de 2015

Uma palavra: NÃO



Quem tem medo de dizer não?

A gente vive aprendendo
A ser bonzinho, legal,
A dizer que sim pra tudo,
A ser sempre cordial...

A concordar, a ceder,
A não causar confusão,
A ser vaca-de-presépio
Que não sabe dizer não!

Acontece todo dia,
Pois eu mesma não escapo.
De tanto ser boazinha,
Tô sempre engolindo sapo...

Como coisas que não gosto,
Faço coisas que não quero...
Deste jeito, minha gente,
Qualquer dia eu desespero...

Já comi pamonha e angu,
Comi até dobradinha...
Comi mingau de sagu
Na casa de uma vizinha...

Comi fígado e espinafre,
De medo de dizer não.
Qualquer dia, sem querer,
Vou ter de comer sabão!

Eu não sei me recusar,
Quando me pedem um favor.
Eu sei que não vou dar conta,
Mas dizer não é um horror!

E no fim não faço nada
E perco toda razão.
Fico mal com todo mundo,
Só consigo amolação.

Quando eu estudo a lição
E o companheiro não estuda,
Na hora da prova pede
Que eu dê a ele uma ajuda

Embora ache desaforo,
Eu não consigo negar...
Meu Deus, como sou boazinha...
Vivo só para ajudar...

Se alguém me pede que empreste
O disco do meu agrado,
Sabendo que não devolvem
Ou que devolvem riscado...

Sou incapaz de negar,
Mas fico muito infeliz...
Qualquer um, se tiver jeito,
Me leva pelo nariz...

Depois que eu estou na fila
Pra pagar o supermercado,
Já estou lá há muito tempo...
Aparece um engraçado...

Seja jovem, seja velho,
Se mete na minha frente,
Mas eu nunca digo nada...
Embora eu fique doente!

A gente sempre demora
A entender esta questão.
Às vezes custa um bocado
Dizer simplesmente não!

Mas depois que você disse
Você fica aliviada
E o outro que lhe pediu
É que fica atrapalhado...

Mas não vamos esquecer
Que existe o "por outro lado"...
Tudo tem direito e avesso,
Que é meio desencontrado...

Quero saber dizer NÃO.
Acho que é bom para mim.
Mas não quero ser do contra...
Também quero dizer SIM!

Ruth Rocha 

Escolhi a palavra NÃO por considerá-la a mais poderosa, acredito que de todas as palavras que conheço.
Cremos ser completamente livres para fazer o que quisermos quando crianças até começarmos a ouvir os "nãos", alguns necessários (como não colocar a mão no fogo ou tomada) e outros que, com continuidade, podem afetar a vida de alguém para o resto da vida.
Eu penso que as pessoas que tiveram uma educação muito rígida e foram educadas ouvindo constantemente a palavra NÃO atualmente são as mais problemáticas.
Elas tem problemas tanto para dizer, quanto para ouvir. Mas principalmente para dizer.
É o temor de não ser "bem comportado" da criança interior. O medo de não agradar aos outros. A autoestima talvez até inexistente.
Conheço pessoas que não sabem dizer não a vendedores, não sabem devolver uma mercadoria com defeito, permitem que passem à sua frente numa fila enorme, não sabem recusar ajuda...
Acabam acreditando assim, que nunca serão criticadas ou serão amadas e admiradas por tanta prestatividade. Ledo engano...
Vejam bem, não sou nada contra pessoas prestativas. Se não fosse uma, nunca teria dispensado meu tempo em trabalhos voluntários, porém, nunca fui mais prestativa com os outros do que comigo mesma.
Não estou dizendo que sempre digo esta palavrinha mágica com total facilidade. Nem sempre é fácil negar ajuda a um amigo que faz um pedido quando não se tem tempo para ajudá-lo, nem sempre é fácil evitar o conflito de pessoas que não admitem receber um NÃO e podem até se tornar vingativas, nem sempre é fácil lidar com pessoas que se sentem rejeitadas com o seu "não" (sim, isto existe), ou reclinar aquele convite chato de ir à uma "célula" na casa de uma amiga, se livrar de um vendedor ou religioso insuportável ao interfone... Enfim, são inúmeras situações.
O curso de Assistente Administrativo que fiz só fez confirmar a minha tese. Os chefes e colegas nunca veem com bons olhos funcionários que não sabem se posicionar. São encarados como puxa-sacos, alvos fáceis de exploração e profissionais pouco determinados.
Nos relacionamentos, seja amorosos, de amizade ou de família, não é diferente. Pessoas que temem falar um sonoro "não" são imã de gente oportunista. Algumas sofrem até prejuízos financeiros por conta disso.
E para ser sonoro, não precisa ser deselegante, apenas firme e assertivo. Claro que para os que não estão acostumados, certamente no início será bem difícil, mas recomendo a prática. Com a prática tudo vai se tornando natural em nossas mentes.
Meu único problema com o "não", confesso, é quando preciso dizê-lo a mim mesma. Este é um dos maiores desafios que enfrento no meu dia-a-dia, rs.
Mas com os demais...

 Mi F. Colmán

 Minha participação na BC Uma Palavra da Emily do blog Fatos de uma garota e da Tina Bau Couto do Meu Blog e Eu.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Dia Mundial do Rock - Roqueiros são mais inteligentes. Será?


Roqueiros são mais inteligentes, "apontam estudos" da Universidade de Warwick na Inglaterra.

"Os pesquisadores descobriram que, longe de ser um sinal de delinquência e pouca habilidade acadêmica, muitos adolescentes que gostam de rock são por vezes brilhantes e às vezes utilizando a música para lidar com o estresse e a pressão e liberar a critividade por serem considerados diferentes."

Admito que tentei encontrar esta matéria que dizem ser do site G1, mas não encontrei. Notícias fakes ou reais à parte, achei coerente colocarem "por vezes" e "às vezes" no enunciado. Afinal, conheço pessoas brilhantes que não curtem rock e pessoas, cof cof... nada brilhantes que são roqueiras.
O grande problema que antes me passava despercebido e só passei a notar depois que aderi ao estilo gótico e, principalmente screamo, é a intolerância desnecessária dos roqueiros estereotipados.
Sim, apesar de se dizerem com inteligência superior aos demais e livres para fazerem o que quiser, na prática, não é bem assim que funciona e muitos que se assumem roqueiros são pessoas totalmente fechadas para o mundo e escravizadas por um estereótipo.
Conheço uma garota geek que curte folk e até black metal. Quando ela declarou isto em público, muitos roqueiros que só andam com camisetas de bandas pareciam ter recebido a informação mais absurda do mundo. O que é uma grande idiotice.



É certo que o jeito de se vestir diz muito sobre quem você é, mas não é o único referencial. E há de se entender que há diversas vertentes no rock, o pessoal que curte alternativo possui um visual totalmente diferente de quem curte um metal mais pesado. Outro detalhe também é que nem todo mundo que gosta de ouvir determinado tipo de música abraça a filosofia de uma subcultura. Conheço diversas pessoas ditas "comuns" que curtem The Cure sem ter absolutamente nenhum contato com góticos.
Outra intolerância é a disputa que existe dentro do próprio meio. Conheci um cara que curtia Led Zeppelin e começou a andar com uma turma de black metal, antes dos amigos chegarem em sua casa, ele escondia absolutamente TUDO que tinha do Led para não ser criticado. Isto é um ato inteligente e livre?
Aliás, eu estou completamente out deste tipo de imposições. Assumo publicamente que não sou fã de Black Sabbath, prefiro mil vezes a carreira solo de Ozzy Osbourne. Curto baladas de bandas toscas estilo glam rocker como Def Leppard, Whitesnake e Poison para o horror dos fãs do Metallica (banda que também sou fã, mesmo em sua fase mais "comercial"). Curto grunge desde Nirvana a Pearl Jam, adoro um rock britânico que é quase pop como Oasis e The Verve e bandas que sequer são consideradas rock pelos mais radicais como Silverchair e Linkin Park.
Ah sim, adoro um black, doom e trash metal também. Junto com minhas músicas clássicas, new age, darkwave, screamo, hardcore, hip hop e até uns sons mais pops.
Não sou adepta ao sertanejo universitário, pagode, axé, funk e afins, porém, se algum dia chegar a curtir algum som vindo destes estilos, não hesitarei em declarar. Assim como não evito o contato com pessoas que curtem como se tivessem alguma doença contagiosa. O gosto musical não define por completo um ser humano.
A primeira pergunta que recebi quando cheguei toda de preto no cursinho foi: "Você é roqueira?" Minha resposta foi: "Sou gótica e screamo". Isso abriu um espaço para conhecer um cara super legal e interessado por conhecimentos musicais. Ele é músico, porém, fechou-se no clássico por não andar com companhias diferentes.
Hoje é Dia Mundial do Rock e ao invés de fazer somente uma postagem previsível como uma homenagem, preferi dividir um pouco de minhas experiências com esse estilo tão amado e odiado.
I Wanna Rock!
Sim! Eu quero e amo rock!


Mas eu quero e amo muito mais ser livre para ouvir tudo o que eu quiser.

Mi F. Colmán 

Deixo com vocês, não um rock pesado, mas uma balada.
O hino que me embalou a minha vida toda, do presbiteriano mais subversivo do planeta Terra, meu ídolo que amo de paixão e para mim, representa toda a essência do verdadeiro rock:







Se tem uma lágrima no meu rosto
Isso me arrepia até os ossos
Isso me faz tremer, querida
É apenas um cisco que caiu no meu olho
E você sabe!
Eu nunca choro
Eu nunca choro...

Algumas vezes eu bebo mais do que preciso
Até a TV sair do ar
Eu posso ser solitário
Mas eu nunca estou sozinho
E a noite pode passar por mim
Mas eu nunca choro

Arranque fora, arranque os meus olhos
Às vezes eu gostaria de ser cego...
Quebre um coração, quebre um coração de pedra
Abra-o, mas não o deixe
Não o deixe solitário

Porque ele é a única coisa que tenho pra te dar
Acredite em mim, querida, ele nunca foi usado
Meu coração é virgem, e nunca foi tentado
E você sabe!
Eu nunca choro...
E você sabe!
Eu nunca choro...
E você sabe, e você sabe, e você sabe...
Eu nunca choro...
Eu nunca choro!

Quebre um coração, quebre um coração de pedra
Abra-o, mas não o deixe solitário
Porque ele é a única coisa que tenho pra te dar
Acredite em mim, querida, ele nunca foi usado
Meu coração é virgem, e nunca foi tentado
E você sabe!
Eu nunca choro!
Eu nunca choro!

sábado, 4 de julho de 2015

Sem despedidas - O último pedido
















Com as mãos trêmulas, Cristina percebia que chegava ao fim seu último cigarro. Sentada no chão do quarto, o longo cabelo desalinhado que não via um chuveiro havia dias, procurava uma posição confortável recostada na madeira da lateral da cama. Os pés descalços estavam anestesiados e não sentiam o frio do piso gelado. No corpo, além das roupas curtas de cores escuras, as marcas das lâminas sangrando e que ficariam marcadas na pele para sempre. Como tantas outras marcas de acontecimentos trágicos e cruéis de sua vida.
Ao redor, o caos de um quarto desarrumado, que não era limpo há semanas as quais perdera a conta, a cama desarrumada... Já nada importava. Uma taça, garrafas de vodka sabor framboesa e diversas cartelas de remédios de tarja preta e vermelha.
Havia também uma taça de vinho, fechada. Não parecia interessante. Bebia a vodka no gargalo, a taça e a garrafa de vinho serviam apenas como distração, a qual ela brincava girando com um dos pés, com uma vontade imensa de afundar a pele e estilhaçá-la junto ao objeto cortante.



"Eu gostaria de escrever tão bem (ou tão pessimamente mal) quanto os autores de livros de autoajuda como O Segredo conseguem escrever e vender milhares de exemplares. Só para dizer às pessoas que os problemas não existem.
Mas eles existem, lamento informar.
Lamento informar a mim mesma". - digitou um pouco antes estas palavras em seu computador.



Os fogos do lado de fora iluminavam a sua janela com seu brilho colorido anunciando o aniversário fake de Jesus. Aquele ano não teve festa, só uma reunião entre familiares (o qual não comparecera, sempre odiara fazer aniversário na véspera de Natal), não teve árvore de Natal e nem apreciou as luzes das casas como gostava de fazer. Que sentido teria fazer isso agora?

"Toda minha família está afoita com meu aniversário e o Natal, enquanto me remoo em solidão. O que é solidão, afinal? Solidão é estar rodeada de pessoas queridas e ainda assim, sentir-se só. Solidão é este estado de espírito clichê, um algoz".

Lembrou-se novamente dos livros de autoajuda e concluiu que só havia um jeito dos problemas deixarem de existir.
Não queria suspense, não queria drama. Queria tudo muito rápido, embora soubesse que não seria tão rápido assim como se tivesse uma arma. As lágrimas silenciosas rolavam enquanto esmigalhava uma parte do coquetel de uma letal combinação de comprimidos dentro de uma das garrafas de vodka.
Morbidez sabor framboesa...



"Se pudesse deixar uma mensagem a todos seria: não tenham medo de ser vocês mesmos, mas agora tudo o que eu disser soará hipócrita".

Limpou as lágrimas que insistiam em rolar copiosamente com as costas das mãos, levando a garrafa aos lábios carnudos.

"Nunca fui normal. Nunca me adaptei aos padrões do mundo. Eu tentei. Deus sabe o quanto eu tentei até a última gota. Mas sempre chega a gota d'água e ela se chama Hoje".

As lágrimas persistiam...

"Como dói meu coração, como dói tudo o que perdi de viver, do que ficou para ser vivido. Como dói ter sido omissa e como dói ter sido sincera.
Já falei mentiras e me arrependi profundamente.
Mas também me arrependi das verdades que ousei proferir.
Em ambas situações há punição. As pessoas simplesmente não querem saber e não importa o que você faça, elas nunca irão se importar. Porque cada um só se preocupa com sua própria vida, seu próprio umbigo, seu centro do mundo".



Sentindo a vertigem, mordeu os lábios e prosseguiu, agora esforçando-se para engolir alguns dos comprimidos soltos.

"Eu me perdi de todos, mas cometi o pior pecado, que foi o de perder-me de mim.
Sou apenas uma tempestade. 

Acho que sempre fui e agora, esta tempestade precisa desaguar".

Suas forças já se esvaíam, mas precisava terminar o que começou. Basta de deixar coisas inacabadas.

"Nada como a noite de Natal, que sempre me trouxe as melhores lembranças, para ir ao lugar onde preciso estar. E quanto ao meu aniversário, ninguém saberá qual foi o último pedido que fiz mesmo sem soprar as velas.
Boa noite.
Feliz Natal!
E parabéns para mim".




Não foram as garrafas de vodka, nem mesmo os comprimidos de tarja preta e vermelha que mataram Cristina.
O que matou Cristina foram as boas lembranças que não mais voltariam. O que matou Cristina foi a insensibilidade e crueldade do abandono por falta de compreensão. O que matou Cristina foi a saudade.


Mi F. Colmán



Está clareando lá fora
Ela ainda está ali, mas ninguém se importa
Eles cantaram Feliz Aniversário ontem
Sem ela

Você quer ver a si mesmo voando através da noite?

Este é o presente que você precisa
Você vai ficar bem
Feche os olhos e caia

A primeira vez dela no limite
As cicatrizes ficarão para sempre
Lado a lado com a morte
Um momento que se sente melhor

Escuridão e luz, estão cegando sua visão
Ela não voltará...

Está clareando lá fora
Ela não consegue dormir
Porque o tempo continua
As mãos de alguém a tocam
Ela não sente desejo algum
Cada vez que isso a machuca
Ela só se sente tão só
Para ela nada importa
Suas memórias se foram
Feche os olhos e cai

E chegando perto do limite
As cicatrizes permanecerão para sempre
Lado a lado com a morte
Esse momento parece até melhor que qualquer outro

Escuridão e luz, estão cegando sua visão
Ela não está voltando...

Ela fecha a porta, quer mais e mais... e mais
Ela fecha a porta
Ela quer mais e mais... e mais.
Só uma vez mais...
Um pouco mais...

Todos estão olhando seus braços
Estão tão doloridos
Mas para ela nada mais importa

E caindo do topo
As cicatrizes estarão ali para sempre
Lado a lado com a morte
Esse momento parece melhor que qualquer outro

Escuridão e luz, estão cegando sua visão
Ela não está voltando...
Não vai voltar

O céu está caindo
O seu último pedido
Continua sem ser dito...

Minha participação na BC com o tema Saudade organizada pela Ana Paula do blog Lado de Fora do Coração em parceira com a Tina Bau Couto do Meu Blog e Eu.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Neil Gaiman - Tag


Esta tag foi roubada de uma assumida ladra oficial de  tags, a Lu Tazinazzo do Aceita um leite?
E como ladrão que rouba ladrão... rs
Na real, eu a descobri no blog da Pandora do Uma Pandora e Sua Caixa e está sendo legal encontrar na blogosfera fãs de Neil Gaiman como eu.
Esta tag me chamou a atenção não somente pela criatividade da criadora, mas completando quase um ano de blogosfera, nunca tinha me deparado com uma tag com questionamentos tão introspectivos e profundos. Respondê-la foi desafiante.

1 - Coraline - Coraline: Aquela vez que você precisou tomar cuidado com o que desejava.

A vida é feita de escolhas (no meu caso, geralmente as erradas, rs) e, portanto, acredito que todo o tempo é preciso cautela com o que desejamos.

2 - Richard Mayhew - Lugar Nenhum: Aquela vez que você se sentiu em casa longe de casa.

Nunca. Sério. Concordo com a música do Minor Threat, uma banda do movimento Straigh Edge que diz "There´s no place like home". E é isso aí. Não existe lugar como a nossa casa.

3 - Shadow - Deuses Americanos: Aquela vez que você se viu rodeado de pessoas incríveis.

Todas as pessoas são incríveis ao seu modo. Costumo vislumbrar todo mundo muito mais do que aparentam ser e descubro que todos, sem exceção, possuem um lado incrível para algo. Portanto, enquanto estou com gente, estou sempre rodeada de pessoas incríveis.

4 - Wednesday - Deuses Americanos: Aquela vez que você precisou batalhar por si mesmo.

Minha vida sempre foi um campo de batalha por mim mesma, começando por quem eu sou, pela minha auto-aceitação e a não aceitação de muitas pessoas que acreditei que estariam lá por mim no matter what. De vez em quando ainda tento me iludir que não estou só, mas sim, estou. Todos estamos e esta é a realidade.

5 - Anansi - Os Filhos de Anansi: Aquela vez que o mundo foi seu parque de diversões.

O mundo É meu parque de diversões a cada estória que escrevo.

6 - Timothy Hunter - Os Livros da Magia: Aquela vez que você descobriu os próprios poderes.

Tenho descoberto poderes que não imaginava ter a cada dia.

7 - Orquídea Negra - Orquídea Negra: Aquela vez que você precisou mostrar os seus poderes.

Alguns deles, né? Porque tenho muitos. O que ficou épico na minha memória foi quando tive que socorrer um dependente químico que estava a ponto do suicídio, após uma palestra que dei em uma clínica de reabilitação. Você pode conhecer parte da história seguindo este link.


8 - Destiny - Sandman: Aquela vez que você percebeu que não dava para lutar contra a corrente.

Quando tive que aprender a renunciar a muitas coisas e pessoas para revelar a mim mesma. Quando descobri que não adiantava lutar contra a minha própria natureza, que isso estava me custando muito e se continuasse, me custaria ainda mais caro.

9 - Death - Sandman: Aquela vez que você precisou dar uma lição em alguém.

Eu tive a chance de dar, ganhar até uma grana com isto e não dei. Não dei porque creio que minha parte é prosseguir na prática do bem e confio que a vida se encarrega do resto.

10 - Dream - Sandman: Aquela vez que você aprendeu uma grande lição.

Conversando com um padre daqui que é uma pessoa muito sábia. Como sempre prezei pela franqueza, sentia-me culpada por não falar tudo sobre mim para todas as pessoas. Lembro claramente de ele me dizendo: "Você precisa saber quanto eu tenho na minha conta bancária? Não. Não é da sua conta. Assim como muitas coisas na sua vida não são da conta de ninguém". Eu me arrependo de muitas vezes não ter seguido esta lição, pois nem todas as pessoas estão preparadas ou merecem a minha verdade.


Mi F. Colmán


quarta-feira, 1 de julho de 2015

01 de Julho - Como vão as suas metas e expectativas?


Estou certa de que hoje, o primeiro dia do resto deste ano, seja o momento apropriado para fazer esta pergunta. Seja pelo fato de (talvez) ainda dar tempo de correr atrás do prejuízo ou para aprender a não criar metas praticamente impossíveis de se concretizar.
Hoje é um dia de reflexão para quem traçou metas no início de 2015.
Uma de tantas das psicólogas que tentaram praticar psicoterapia comigo (e se lascaram, hehehe) me ensinou a criar metas, com prazos estipulados e tudo. E por um bom tempo fui uma pessoa de metas. 
O resultado: deu em merda.
Aliás, percebo que sempre que se criam muitas metas, são criadas também enormes expectativas e frustrações.

"Estabeleço metas realistas e mantenho o foco nelas. Um passo de cada vez. Não consigo imaginar nenhuma outra maneira de realizar algo.” Michael Jordan.

Eu nunca entendi direito metas realistas e percebo que somente agora estou aprendendo a lidar com elas.
Este ano em especial, criei um cronograma de estudos perfeito: 8 horas por dia + as 4 horas de cursinho noturno + 1 hora após o cursinho para fazer a revisão das matérias. Blogs e Literatura somente aos domingos ou feriados e... 
Claro, deu em merda.
Funcionou nas primeiras semanas. Até perceber que estava exausta, irritada, sem me alimentar direito, sem tempo para as pessoas que amo, com concentração baixa e assimilando bem pouco do conteúdo estudado. 
Óbvio, não é o meu ritmo. 
Não estou estudando para uma vaga em Medicina na Federal para ter um cronograma pesado como este. Aliás, não estou sequer criando expectativas com relação a entrar em uma faculdade ano que vem com o ENEM e vestibulares que pretendo prestar, então... pra que tanto?

















Não posso e não quero viver com esta carga toda. Deixei minha família e meus amigos a par da situação. Estou dando o melhor de mim, embora pudesse dar mais ainda. Porém, como procrastinei janeiro e fevereiro todos e a "Tia Dilma" não está dando moleza para a Educação (vide a situação FIES), encararei os vestibulares e particularmente o ENEM (que até onde sei sempre foi em novembro, nos "comeram" um mês marcando as provas para outubro este ano) com uma meta realista: como uma treineira. 
Se der certo, ótimo, ficarei muito feliz. Se não der certo, o mundo não vai acabar e será das outras vezes. 
Sim, vezes. Não penso que em minha vida as coisas boas possam ter apenas uma chance de acontecer, ciente de que poderei tentar várias. Com isso, ganha-se experiência.
Não traço mais planos, seja de estudos, de viagem e jogo fora a ideia autocrítica de que tudo depende de mim. Pessoal, nem tudo que acontece em nossas vidas depende da gente! Muitas vezes precisamos do aval de um outro alguém, precisamos uns dos outros ou de algumas circunstâncias. Vamos viver o momento presente e deixar o fardo mais leve.
Parando para refletir, este ano foi o ano que proferi com veemência e ira a frase: "Nunca mais planejo nada!" devido a uma viagem de férias de julho que planejei desde o início do ano e não deu certo por conta de uma séria infecção no ouvido que me fez adiá-la. Não dá para viajar de avião nestas condições. 
Viram que a viagem não dependia só de mim? Minha (falta de) saúde repentina está aqui para confirmar isto.
Mas quer saber? Não é este infortúnio que irá destruir minhas férias. Vou viajar para cidades próximas onde aguento poucas horas de ônibus com Dramin, ir ao cinema, estamos combinando algumas coisas entre amigos do cursinho que também não poderão viajar, vamos comer muitas roasted potatoes picantes, tomar chopp, dar risadas, ter as férias que merecemos ter, dentro de nossas possibilidades. Enxergar as possibilidades, ver as coisas sobre outro prisma é que faz toda a diferença em nossas vidas.
Se paro para refletir nas coisas incríveis que aconteceram comigo até agora em 2015, percebo que nenhuma delas foi planejada. 
Passei com 90% de aproveitamento em um curso de Assistente Administrativo que me inscrevi por impulso e mal estudei. Tive uma noite show e inusitada na quarta-feira santa (vejam, quarta-feira santa! Se fossem metas traçadas com certeza a Páscoa seria a data escolhida), comecei "do nada" a escrever uma nova obra gótica há umas madrugadas atrás e que tenho certeza que agradará a muitos que curtem o gênero. Ontem mesmo recebi um convite que me deixou lisonjeada de uma blogueira veterana que reconheceu meu trabalho e nada como ter o trabalho reconhecido. Comprei coisas que não planejava comprar e estou muito satisfeita com todas elas, ganhei um sorteio (milagreeeeeeeeeeeeee!!!), fui impactada com a revelação de uma colega (colega, não amiga!) que se sentiu à vontade para desabafar um segredo inconfessável, demonstrando que passo às pessoas a pessoa de confiança que sou, enfim... Estas são só algumas das tantas outras coisas boas que me aconteceram nestes poucos seis meses e que tenho profunda gratidão.
Tudo, tudo sem planejamentos ou expectativas.

Trace suas metas se desejar, tenho certeza que muitos já o fizeram, mas analise-as se não são exageradas como o meu cronograma estudantil. Não tenha medo de voltar atrás. Não tenha medo de mudar de ideia ou do que for preciso mudar.




















"A vida é fácil, difícil são as expectativas que você cria para ela". Willian Brito 

Não estou aconselhando que se viva a esmo, mas com a mente mais desfocada do passado e do futuro e mais focada no presente que, se não fosse especial, não levaria este nome. Frazesinha clichê da porra mas que faz sentido.

Meteu o pé na jaca na dieta estipulada? Uma pessoa que você jamais imaginava te decepcionou? Algo que planejou simplesmente não tem como ser feito agora? Alguma coisa está te desanimando? Simplesmente...
















Não tenha medo de viver. Simplesmente viva. É no instante do "de repente", ou seja, quando menos se espera, que as coisas na vida dão muito certo. E não na ponta do lápis.


Mi F. Colmán
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"Enquanto eu estiver por aqui e me for possível, escrever continuará sendo a medicação mais forte e a terapia mais eficaz para a minha sobrevivência". Mi F. Colmán

Quem ri por último, Rivotril

Quem ri por último, Rivotril
Mais um Rivotril. O restinho dos ratos gritando somem. O restinho das pombas macabras somem. O restinho dos corvos somem. Todos para longe. Lá vai a mulher que assusta. Tati Bernardi.