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01/03/2017

Reciprocidade


Reciprocidade... Esta palavra tem rondado muito o meu  dia-a-dia nos últimos meses. Após ter sofrido certas decepções com pessoas que se disseram "amigas para todos os momentos" (sumiram inclusive nos piores e obviamente se ausentaram nos melhores), com as quais poderia contar a qualquer hora da madrugada mesmo que, em plena aflição, eu tenha tomado muitos vácuos e bloqueio na cara. Hoje percebo que reciprocidade, embora não esteja oficialmente no dicionário, é sinônimo de lealdade.
Impossível ser leal sem ser recíproco. Impossível ser leal sem se doar o quanto o outro se doa para ti. E admito que tudo isto me fez repensar muito do quanto faltei com a reciprocidade aqui com todos vocês, pessoas, amigos leais e fiéis, que quantas e quantas vezes em uma simples nova notificação de post novo vieram até aqui, deixaram seu carinho com seus comentários sem ter sequer uma visita retribuída.
Não! Eu não esqueci que mês passado Rivotril com Coca-Cola fez 2 anos! Mas seria o cúmulo... O cúmulo da FALTA DE CARÁTER eu vir até aqui e criar uma BC, fazer uma comemoração...
Comemorar o quê? Minha ausência? Minha aparente indiferença com vocês?
Okay, okay... Eu poderia enumerar motivos pelos quais me afastei da blogosfera: trabalho, estudos, falta de tempo, pc que faleceu, viagens, doenças, internação, whiskas sachê...
NADA! Eu digo NADA PODE JUSTIFICAR A FALTA DE LEALDADE, a falta de reciprocidade!
E quantas e quantas vezes eu quis vir até aqui, publicar um post e hesitei por saber que não seria uma pessoa recíproca? Confesso-lhes que muitas vezes (há textos prontos inclusive salvos em um email específico para isso), mas não o fiz para não agir com desonestidade.
Este post é um pedido sincero de desculpas. Desculpas não, desculpas é algo que parece tão batido. PERDÃO.
Peço perdão por não ter doado a reciprocidade a cada pessoa que veio aqui. Meu mais sincero pedido de PERDÃO é o único que posso deixar agora, por hora, no Rivotril com Coca-Cola.
Apesar de tudo, acreditem, sinto muito a falta de todos e amo cada um de vocês de um jeito muito, muito especial.


Mi F. Colmán

A reciprocidade é um princípio básico em qualquer relacionamento humano.
Marcelo Figueiredo




13/06/2016

Dia dos Namorados: Hey, senta aqui, vamos conversar!














E mais um 12 de junho se foi.
Era assim que eu me referia até um tempinho atrás com um complexo gravíssimo de vira-lata o qual me fazia negar veemente e aceitar que Dia dos Namorados que "valia mesmo" era 14 de fevereiro - Valentine´s Day. E ai do indivíduo que ousasse me contrariar! Hahaha!
Brincadeiras (e passado vergonhoso à parte), como todos os anos, atravessamos novamente esta data comemorativa que alegra a uns e deprime a outros.
Não, eu não vim aqui falar para os solteiros o quanto o amor próprio é importante, quando muitos que querem um relacionamento sério, para valer, estão cansados de estar sozinhos e de ouvir esta teoria óbvia.
Não, não vim problematizar e dizer que esta é uma data capitalista quando só vi gente solteira reclamando disso. E, embora seja sim uma data capitalista, qual não é? O Dia das Mães também é uma data comercial e vejo muito mais naturalidade em comemorá-la sem muita preocupação em se ter empatia com aqueles cujas mães não estão mais entre nós. Ou que nunca tiveram mães.
Não, muito menos vou criticar os românticos (principalmente os que não estão solteiros e a felicidade incomodou muita gente, vão se benzer galera!) pelo fato de eu ser arromântica. Ser arromântica não me torna um ser pedra de gelo que não tem capacidade de ficar feliz com a felicidade dos outros.
Aliás, em dias como este é que percebemos o quanto as pessoas possuem uma dificuldade TERRÍVEL em se sentirem bem com a felicidade alheia. O que se leu de comentários maldosos sobre chifres, não gastar dinheiro (e consequentemente ficar sem presente também né mané?) e comentários de incríveis desconfortos sobre fotos de casais unidos foram incontáveis.
Sei lá, eu não consigo ser assim, ficar tão revoltada e infeliz por alguém ter algo que eu quero muito ter e ainda não posso, como por exemplo, viagens. Sigo gente no Twitter, Instagram, Facebook, Periscope que muito do que fazem da vida é viajar e ao invés de ficar me lamentando por ultimamente não ter tempo e muito menos grana para viver na ponte aérea, adoro ver as fotos e pensar como será legal quando chegar a minha vez.
Se existe falsidade em relacionamentos, principalmente aqueles postados virtualmente? Óbvio que sim. Acredito que há muita coisa linda em fotos que ocultam relacionamentos abusivos, porém não sou vidente para saber qual é. Do mesmo modo que sei muito bem que estes mochileiros que acompanho passam por perrengues tenebrosos que nem puderam curtir um terço da viagem e, é claro, isso eles tampouco irão registrar em fotos.
Estranho que nesta data pouca gente se lembra da dor de quem recebe o título de viúvo (a) e que certamente na maior parte sofre uma dor muito maior do que quem "não tem um mozão para chamar de seu".
























E este foi um Dia dos Namorados marcado também pelo sangue daqueles que, apesar de em seu país não estarem comemorando a data, comoveram nossas almas por serem brutalmente assassinados apenas pelo fato de amarem de forma "diferente". Como se somente o amor "convencional" valesse e houvesse diferença.
mensagem mostrada por uma mãe que conversava com o filho pelo celular, no momento que ele contava estar preso no banheiro da boate LGBT onde o atirador invadiu, avisando que seria uma das estatísticas.

Até quando?

ISTO é o verdadeiro desamor!


Meu desejo sincero mesmo que atrasado de um Feliz Dia dos Namorados para todos os namorados, casados, ficantes da blogosfera.
E aos solteiros revoltados ou tristes, meu desejo sincero de que compreendam que há outras prioridades na vida e do quanto vocês são pessoas completas e boas o suficiente para pararem de ficar se colocando para baixo assim.
Mas me contem... Independente do seu estado civil...


Como foi o dia de ontem para você?























                                              Mi F. Colmán

#FightForOrlando



Nota: Ah! Para quem ficou em dúvida se no último post era meu aniversário. Não, rs. Era o meu primeiro dia na universidade e, por isso, o fim de umas férias intermináveis. Daí a sensação do novo ano ter começado só recentemente para mim. E fiquei MUITO feliz em ler o comentário de cada um e, principalmente, em saber que a Taís Araújo não esqueceu de mim. Obrigada amiga querida por me considerar talentosa e pelas palavras de carinho. Agora meu pc tá okay e vou matar as saudades de cada um. 


02/11/2015

O nascer para o além - Dia de Finados


Há quem morra todos os dias.
Morre no orgulho, na ignorância, na fraqueza.
Morre um dia, mas nasce outro.
Morre a semente, mas nasce a flor.
Morre o homem para o mundo, mas nasce para Deus.


Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida.
Esta é a esperança do ser humano que crê em Deus.
Triste é ver gente morrendo por antecipação...
De desgosto, de tristeza, de solidão.
Pessoas fumando, bebendo, acabando com a vida.
Essa gente empurrando a vida.
Gritando, perdendo-se.
Gente que vai morrendo um pouco, a cada dia que passa.


E a lembrança de nossos mortos, despertando, em nós, o desejo de abraçá-los outra vez.
Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los.
De retroceder no tempo e segurar a vida.
Ausência: - porque não há formas para se tocar.
Presença: - porque se pode sentir.
Essa lágrima cristalizada, distante e intocável.
Essa saudade machucando o coração.
Esse infinito rolando sobre a nossa pequenez.
Esse céu azul e misterioso.


Ah! Aqueles que já partiram!
Aqueles que viveram entre nós.
Que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida.
Foram para o além deixando este vazio inconsolável.
Que a gente, às vezes, disfarça para esquecer.
Deles guardamos até os mais simples gestos.


Sentimos, quando mergulhados em oração, o ruído de seus passos e o som de suas vozes.
A lembrança dos dias alegres.
Daquela mão nos amparando.
Daquela lágrima que vimos correr.
Da vontade de ficar quando era hora de partir.
Essa vontade de rever aquele rosto.
Esse arrependimento de não ter dado maiores alegrias.
Essa prece que diz tudo.
Esse soluço que morre na garganta...


E...
Há tanta gente morrendo a cada dia, sem partir.
Esta saudade do tamanho do infinito caindo sobre nós.
Esta lembrança dos que já foram para a eternidade.
Meu Deus!
Que ausência tão cheia de presença!
Que morte tão cheia de esperança e de vida!

Padre Juca, adaptado por Sandra Zilio


Dia de Finados

A celebração do Dia dos Finados na Igreja Católica Romana iniciou em um mosteiro da França, onde o abade Odilon ordenou aos monges que orassem por todos os falecidos, de todos os lugares e todos os tempos, independente do credo.
A tradição foi oficializada alguns séculos depois em Roma, pelo Papa, determinando a data de 02 de novembro para os católicos intercederem pelos falecidos.
Segundo a doutrina Católica Romana grande parte das almas estão em um lugar chamado Purgatório. Um local onde as pessoas que cometeram pecados permanecem para se purificar. Os fiéis acreditam que orando, mandando rezar missas e acendendo velas podem adiantar a saída delas de lá. Segundo a doutrina, todas as pessoas após o falecimento imediatamente apresentam-se diante do Arcanjo Miguel, que analisa os pecados e virtudes e decide se a pessoa irá imediatamente ao Céu ou deve purificar-se no Purgatório.


E quanto à outras crenças, como encaram a morte ou o Dia de Finados?

No México o Dia dos Mortos (Dia de los Muertos) é comemorado com festa, pois acredita-se que neste dia os parentes falecidos voltam para visitar seus entes queridos. Portanto, são recebidos com muita música, dança e com biscoitos que lhes agradam.
Os protestantes não celebram o dia de hoje apesar de crerem na vida após a morte. Os mesmos encaram esta passagem como a única chance de redenção, o que significa que logo após falecerem já são julgadas e cada qual irá para o lugar de acordo com a vida que tiveram. Aqueles que viveram segundo o propósito de Deus herdarão a vida eterna junto ao Nosso Senhor e os demais, para o tormento consciente de onde nunca conseguirão sair.
Como no Protestantismo há muitas vertentes, existem algumas que creem que os que negam a Cristo e desobedecem seus mandamentos irão direto ao inferno e os seus seguidores entram em um descanso até a 2ª vinda de Jesus Cristo.
As Testemunhas de Jeová são aniquilistas. Para os TJ´s existem 3 tipos de almas: dos ímpios, injustos e justos. Ímpios são os que não terão direito à ressurreição. Injustos são aqueles que faleceram desde a criação do Homem e irão ressuscitar para uma nova chance de salvação durante o milênio. É interessante que há até um número estipulado: 20 bilhões. Destes 20 bilhões, os que passarem à prova, poderão viver eternamente na Terra tornando-se justos. Porém, há 144 mil que serão considerados os ungidos de Deus e estes terão o direito de viver junto a Ele no Paraíso. Todos os demais serão aniquilados. Testemunhas de Jeová não creem no inferno eterno, creem que simplesmente os "maus" deixarão de existir.
Semelhantes às Testemunhas de Jeová, Adventistas do Sétimo Dia também não creem no tormento eterno. Todos os falecidos estão adormecidos e acordarão somente no dia da 2ª Vinda de Jesus, onde serão julgados. Os justos viverão com Deus e os ímpios serão aniquilados.
O Espiritismo segundo Allan Kardec possui a doutrina da reencarnação que é uma espécie de aperfeiçoamento da alma. O ser humano reencarna quantas vezes forem necessárias até que seus espíritos tornem-se espíritos de luz, evoluídos. Os espíritas não acreditam em ressurreição. Jesus Cristo é apenas o maior exemplo de vida a ser seguido.
Hinduístas e Budistas também creem na reencarnação, mas com um pequeno diferencial do Espiritismo, durante o processo as pessoas podem regredir espiritualmente reencarnando como um animal ou até mesmo um inseto.
O Candomblé não existe concepção de Céu e Inferno, muito menos uma punição eterna. Para seus adeptos, morrer é apenas uma transição de uma dimensão à outra, junto com outros espíritos, orixás e guias.
A Umbanda devido ao sincretismo com crenças cristãs, espírita kardecista e afro, possuem vertentes que se diferenciam. No entanto, para eles a morte é uma etapa do ciclo evolutivo, acreditando na reencarnação como base para a evolução do espírito.
No Islamismo, todos os que morrem ficam aguardando o último dia, do Juízo Final, para serem julgados pelo Criador. Assim como no Protestantismo, esta vida é que define sua salvação ou a perda da mesma.
No Judaísmo há a crença da sobrevivência da alma, mas não especifica como será a vida após a morte ou se a mesma existe de fato, dando lugar a diversas interpretações. Diz-se que alguns acreditam na reencarnação e outros na ressurreição dos mortos. Mas é muito importante antes de morrer colocar a casa em ordem e fazer as pazes com Deus.

Independente da crença (ou descrença), acredito que hoje seja um dia de reflexão, de lembrar dos nossos queridos que se foram.
O importante é não deixar que o que existe de mais belo dentro de nós morra ou, se já aconteceu, que nos demos a chance para renascer.




Mi F. Colmán

Notas:

Peço que, se houver algum erro ou algo a acrescentar, os membros das crenças citadas me corrijam e acrescentem. Sei que meu conhecimento a respeito das diversas doutrinas é limitado.

Todos os comentários atrasados estão respondidos (acho), menos aqueles do Grabovoi, que publico só porque são verdadeiras piadas e não vou me dar ao trabalho de respondê-los.

Tenho algumas considerações a fazer devido ao meu tempo ausente e a respeito do ENEM, mas hoje não é dia para isso.


17/10/2015

Sobre legados e ser alguém na vida

























Às portas do ENEM e navegando pelo Facebook vemos diversas coisas, desde a ansiedade exacerbada dos estudantes quanto frases motivacionais contra desistências. E tudo isso me fez pensar a respeito da velha história do antes de morrer ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore, acredito que não necessariamente nesta sequência. E a necessidade do ser humano de "ser alguém na vida" e deixar um legado.
Um colega do cursinho, que está super pressionado e nervoso, estes dias me falou, com ar de crítica, por não parecer tão encanada quanto ele: 

"É Mi, uma prova básica né? Só depende o... teu futuro!" #MusiquinhaDoPsicose

Dei uma risada sem graça ao invés de soltar meu verdadeiro pensamento, no perigo do cara ter uma síncope:

"É sério isso?"





















É sério isso? 


















Sim, é sério. É muuuito sério! As pessoas acreditam e querem nos fazer acreditar que sim. Que nosso futuro se resuma a um exame e como se a próxima chance de fazê-lo será, sei lá, na próxima Superlua com um eclipse.


Como boa aluna que fui nunca perdi o ano, portanto, não sei qual a sensação de reprovar (certamente saberei agora, hahahaha!), no entanto, como ser humano, já tive inúmeras perdas e em nenhuma delas lidei como se tivessem o poder de arruinar a minha vida. 
Acreditar em recomeços, não acreditar que exista tempo perdido porque tudo é válido como aprendizado e seguir adiante não é romantismo, é simplesmente não permitir o rótulo e o sentimento da palavra fracasso.

"Eu não fracassei, apenas encontrei 10.000 soluções que não deram certo". Thomas Edison à respeito do aperfeiçoamento da lâmpada elétrica.


É nessa vibe que tenho procurado viver, em tudo. Não somente em algum exame, mas em todos os desafios que a vida me coloca frente a frente. Eu simplesmente me permito errar, me permito falhar e não encaro estas experiências como fracassos. Jamais o farei. Se não estou seguindo o ritmo da grande maioria, reconheço que não sou a grande maioria e isso, de verdade, não me incomoda. Aceitar que posso ser diferente me dói menos.















A real é que minhas prioridades são e sempre foram outras. Claro que almejo uma vida confortável e um bom cargo, quem nunca? Porém, não será isso que me definirá como "alguém na vida". 
Alguém na vida eu fui, sou e serei.
Sou alguém na vida cada vez que tenho a capacidade de oferecer uma palavra de consolo, um abraço a alguém em um momento de luto, uma atitude nobre em determinada ocasião. 
Sou alguém na vida quando consigo superar ou contornar uma situação difícil, quando ultrapasso o que até então acreditava serem minhas limitações. 
Sou alguém na vida quando dou exemplo de tolerância, respeito ao próximo e não firo meus valores éticos e morais. 
Sou alguém na vida quando mesmo doente ou deprimida, consigo arrancar o sorriso de outra pessoa. E não é pieguice não! É a vida de verdade. Por este motivo, escolherei uma profissão em que possa ser alguém na vida de alguém. Eis a única certeza que trago comigo. 
Legados? Confesso que nunca plantei uma árvore e se acontecer o livro e o filho, estejam certos que farei o possível para que ambos possam levar adiante os princípios que eu acredito. Do contrário, minha existência aqui na Terra terá sido vã.
Certa vez assisti a um desses vídeos de autoajuda que trouxe à tona o questionamento: "Você já parou para pensar como será lembrado?" 
Eu não preciso planejar grandes coisas, fazer grandes feitos para ser lembrada pelo mundo todo. Prefiro ser lembrada e admirada pelas pessoas que realmente me amam e se importam comigo. Portanto, não preciso esperar a morte para que isso aconteça.

Mi F. Colmán

















E você? Traz o legado de alguém da família que  socialmente falando nunca foi "alguém na vida?" Vale aquela receita de bolo da avó.

08/10/2015

Calem a boca, nordestinos!





























Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste! Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao  resto do país? Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à Literatura Brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?
Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!


E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano. Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.


Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura… Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner… E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melodias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…


Ah! Nordestinos…


Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?


Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!


Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.
Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.
Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”


Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos.







E nem deve!

Texto escrito pelo notívago José Barbosa Junior, na madrugada de 03 de novembro de 2010.






















Minhas colocações 

Hoje, no Dia Oficial do Nordestino, não pude deixar de registrar aqui no meu blog minha homenagem a essa gente que desde a infância aprendi a admirar e a amar tanto.
Não postei um texto de minha autoria não por falta de vontade, mas por ter certeza que não conseguiria ser tão brilhante quanto o autor. A primeira vez que o li, em dezembro de 2013, fiquei encantada!
Os que já conhecem o texto, devem ter percebido que faltou alguns parágrafos e confesso que foi de propósito.
Sinto muito por isso, mas achei problemático alguns trechos falando pejorativamente do funk carioca. Não que eu curta, mas não posso fechar os olhos e negar que há pessoas nesse meio que estão empoderando mulheres de relacionamentos abusivos nas classes "menos privilegiadas" usando o... funk!
E muito menos me agradou, como residente de Mato Grosso do Sul, o autor ter reduzido o Estado ao sertanejo universitário reforçando o preconceito que sim, o Sul-Matogrossense (que já é discriminado muitas vezes até pelo nome, como se não existisse e Mato Grosso ainda não tivesse sido dividido) sofre e muito. 
Aqui também há grandes talentos como Almir Sater e o incrível Manoel de Barros, que é o autor que, com sua simplicidade em ver a beleza da vida nas pequenas coisas, foi tão importante em minha infância e formação. Graças a ele adquiri uma visão de mundo diferente de grande parte das pessoas mais "elitistas" e "urbanistas", mesmo sendo criada em Curitiba.
Não quero que encarem a retirada destes trechos como um desrespeito, muito pelo contrário.
O respeito é para todos.
Mas o dia de hoje é exclusivamente para vocês nordestinos!
O dia de hoje é SEU Lilly Silva, Tina Bau Couto, Pandora e outras blogueiras dessa região LINDA, que um dia hei de conhecer, que são minhas colegas, amigas de blog e talvez desconheça sua região de origem.
Meus sinceros parabéns a todos os painhos, mainhas e pessoas do Nordeste em geral!
Sua cultura só tem um intuito: nos enriquecer cada vez mais!
Todo o meu carinho e respeito a este povo criativo, talentoso e acima de tudo, de um coração do tamanho do mundo! Como a minha nova amiga Escura
Maria Clara, a minha querida Escurinha, a qual já tenho enorme apreço.
Finalizando o texto quase sem palavras... Deixo o vídeo da canção que ouvia quando criança, junto aos meus pais, os quais sempre foram grandes admiradores da cultura musical nordestina, me oferecendo um conhecimento ímpar. Emocionada (de verdade, sem demagogia) faço minhas as palavras da canção...

"Minha vida é andar por este país, para ver se um dia descanso feliz..."


Mi F. Colmán


Nota: Galereee... Eu não desisti de vocês não e também não estou procrastinando! Saí de vez dos braços do macaquinho da gratificação da Ana Paula, huahuahauahau! É a correria mesmo na reta final para o Enem. Mas vou dando meu jeito por aqui, como podem ver. Agradeço a compreensão de todos. Vocês são super importantes, SEMPRE. Que isso fique muito claro.

04/08/2015

Franz Kafka, a menina e a boneca



















Um ano antes de sua morte, o autor da famosa obra Metamorfose, Franz Kafka viveu uma experiência única.
Passeando pelo parque de Steglitz, na cidade de Berlim, encontrou uma menina chorando desconsolada por haver perdido sua boneca.
Kafka se ofereceu a ajudá-la a encontrar a boneca e combinou de encontrar-se com a menina no dia seguinte, no mesmo lugar.
Como não conseguiu encontrar a boneca, redigiu uma carta escrita "pela própria boneca" e a leu quando se reencontraram:

"Por favor, não chores. Viajei para conhecer o mundo. Vou te escrever sobre minhas aventuras..."

 
Este foi o início de várias cartas escritas que, segundo relatos, Kafka escrevia com a mesma dedicação com que escreveu suas obras.
Quando ele e a menina se encontravam, ele lia cuidadosamente todas as aventuras imaginárias da querida boneca. A menina se consolava.
Quando os encontros chegaram ao fim, Kafka lhe deu de presente uma boneca. Ela, obviamente, era diferente da boneca original. Uma carta anexo ao presente explicava: "Minhas viagens me transformaram..."
Muitos anos mais tarde, a garota já crescida, encontrou uma carta enfiada em uma abertura despercebida dentro da boneca. Em resumo, dizia:


 "Tudo o que você ama, eventualmente perderá, mas no final, o amor retornará de uma forma diferente".

Vi esta postagem no Facebook de um amigo ontem e resolvi compartilhar aqui no blog com vocês, pois não conhecia esta aventura de um dos meus autores favoritos, que li ainda na infância.
Comenta-se que esta história serviu de inspiração para o incrível filme O fabuloso mundo de Amélie Poulain.

Maiores detalhes e outras informações vocês encontrarão no _Dharmalog


Mi F. Colmán 

 

I´m bleeding, quietly living I´m living, quietly bleeding - Dominik
 renata massa