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03/02/2019

MEMÓRIAS PÓSTUMAS


Ninguém sabe o que é acordar todos os dias se sentindo uma pessoa inútil.
Ninguém sabe o que é acordar todos os dias e mentir pra você mesmo que “está tudo bem”.
Ninguém sabe o que é passar uma noite acordada estudando para uma prova, na qual você sabe que por mais que se esforce, você não conseguirá nem tirar a média.
Ninguém sabe o que é ter que aguentar as cobranças de notas ótimas, currículo impecável, vida social ótima.
Ninguém sabe o que é se esforçar para ser melhor, mas não conseguir.
Ninguém sabe o que é tentar todos os dias.
Eu realmente não aguento mais, não suporto mais, Eu sei que coisas lindas podem acontecer, mas não comigo! As coisas boas estão reservadas às pessoas perfeitas, eu sou cheia de defeitos e deficiências... sou cheia de lutas internas que não consigo ganhar.
A faculdade, a sociedade me levaram a isso. Eu me sinto sufocada no ambiente universitário, me sinto pressionada a todo momento, com medo e assustada. Me sinto incompetente por não conseguir ser melhor, por não conseguir ser boa o suficiente.
Quero pedir desculpas a todos que algum dia eu magoei, a todos que tentaram me ajudar. Não foi em vão.
Me desculpe mãe, por eu ser fraca e não conseguir suportar. Mas você também não se orgulharia da pessoa que eu estava me tornando. Uma pessoa insegura, medrosa, depressiva, frustrada.
Eu finalmente vou descansar.
“E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos” (Caio Fernando Abreu)
Isa

Isa não é um apelido fictício. Isa não é uma pessoa fictícia. Essa carta suicida quem dera fosse ficção. Ela me foi repassada por um de seus amigos há mais de um ano e há mais de um ano essa é a segunda vez que tive forças para ler e li apenas para digitar e publicar, porque ela ainda bate muito forte dentro de mim.
Conheci Isa num grupo de Magia Draconiana, nós duas éramos curiosas acerca dessa vertente. Ela, mais neófita do que eu (visto que não importa o quanto eu estude, sempre me considerarei uma eterna neófita, sempre há algo para aprender), sabia que eu lidava com a Magia do Caos e vinha no meu pv do whats sempre desesperada procurando por ajuda, procurando por um servidor que a pudesse ajudar com as provas da universidade, me pedindo para ajudá-la porque estava sem forças até mesmo para evocá-lo, energizá-lo, enfim... Era evidente que Isa não estava nada bem. Deixei claro que nunca tinha lidado com aquele servidor em especial, mas faria o possível para ajudá-la, ouvi durante madrugadas seguidas seu desespero por medo de “não atingir a média”, pelas exclusões e pressões que estava enfrentando.
Muitas vezes me vi em Isa. Isa não era nenhuma ignorante, era visível seu potencial.
Quem não era visível era ela.
Fizeram com que Isa se sentisse desse jeito, foram minando sua autoestima aos poucos por não possuir um dom muito útil de manipular e inflar egos de certos professores que parecem carecer disso.
Muitas e muitas vezes eu me vi como Isa, mas a magia, os Fraters e as sacerdotisas que conheço sempre me auxiliaram, me fazendo enxergar meu valor, por mais que o mesmo muitas vezes tenha sido arrancado de minhas próprias mãos. Isa poderia ter sido eu. Isa pode ser aquele (a) teu (tua) aluno (a) que nesse momento você ignora, Isa pode ser aquele (a) seu (a) filho (a) que você pressiona para ser o (a) melhor (visto que números não significam bosta nenhuma, muitas vezes “boas” notas não passam de pura memorização e não conhecimento desse sistema falho de avaliação), Isa pode ser o (a) seu (sua) colega que você exclui na hora de fazer trabalhos ou toma para si os méritos de seus trabalhos. Isa poderá ser você que acabou de entrar agora seja pelo SISU, PROUNI ou vestibular.
Isa ouviu muito que a meritocracia não existia, quando na real, foi é alvo dela por não ter as coisas boas reservadas que as “perfeitas” e “boas” têm como diz em sua carta. Isa tinha tudo para ter sim, “os mesmos méritos” de seus colegas, as pessoas “perfeitas” com as “melhores” notas, exceto apoio, proteção, oportunidades e privilégios destinados a poucos.
Isa poderia ter outros problemas? Óbvio que sim! Não seria mais um motivo para que tivesse algum olhar sensível, um único que fosse, para ser auxiliada com todos aqueles que conviviam com ela no seu dia-a-dia? Enfim... peço só que respeitem a memória de Isa, qualquer comentário desrespeitoso será devidamente excluído (minha moderação de comentários desapareceu, se algum (a) blogueiro (a) puder me ajudar com isso, agradeço).
Apenas desenterro essa carta para refletirmos, para lutarmos para não acabarmos como Isa e, acima de tudo, não sermos colaboradores para a existência de outras Isas.
Sermos esses últimos é não fazermos mais do que nossa obrigação. GRATA!

Paz, Luz e acima de tudo Consciência e Empatia, por favor.  

Millie Colmán


13/01/2019

COISAS BOAS DE 2019 PARA LEMBRAR EM 2020



“Conta as bênçãos, conta quantas são...” (lembrei desse hino evangélico agora, BERRO!)


E aí gente? Como foi a passagem de Ano Novo de vocês? A minha foi incrível com dois webamigos que deixaram de ser webamigos e agora são amigos presenciais que são a Samira Rousseng e seu noivo, o Guilherme, denominados por mim como Sami e Gui. 

Selfiezinha básica de quando eles acabaram de chegar após umas 17 horas de viagem porque eu sou a loka das selfies

Eu e Sami rolezando no país vizinho, as rainhas do deboche

Pois é gente, pessoas determinadas tendem a criar planos e executá-los assim que podem. Eu mesma, defini muitas coisas que pretendo fazer (uma delas é conhecer mais webamigos, inclusive o Zaqueu que infelizmente por motivos sérios não pode vir dessa vez), não somente para 2019, mas para a vida no geral. Muitas mudanças ocorreram e tal e muitas ainda ocorrerão.
Mas o que eu vim fazer aqui além de falar de 2019? Bem... falar de 2019! Trouxe um exercício mental interessante para quem desejar fazer (já estou fazendo porque sou dessas) e óbvio, ainda estamos em meados de janeiro, portanto, dá tempo de sobra para fazerem seus registros.
Muita gente conhece essa dinâmica do pote, certo? Acredito ter visto inclusive num blog que sigo (a dinâmica original lembro que mandava anotar uma coisa boa de cada dia) e como tenho ficado tempo demais no Facebook (inclusive, quem quiser me adicionar como webamiga ou apenas me seguir, ele é público, só acompanhar este link)... “Nossa, jura????” Muitos irão dizer visível é minha ausência no whatsapp e aqui na blogosfera hahahaha! É que a plataforma ali é dinâmica e não exige a dedicação de um blog nem o imediatismo do whats, contudo, uma das metas que tenho para 2019 é aparecer mais aqui, até porque, estou com uma motivação incrível, a fanpage Rivotril comCoca-Cola II deu uma guinada desde dezembro de 2018 pra cá que estou sem palavras com o tanto de seguidores para um blog que vamos combinar, andou literalmente parado. E as pessoas não apenas seguem, mas se envolvem, compartilham, é incrível. Estou adorando isso.
Bem... uma das minhas webamigas falou que o problema dessa dinâmica é a preguiça depois de catar e ler todos os papeizinhos... O que eu posso dizer? E tá errada? Como praticidade é meu segundo nome, tive uma ideia melhor, que tal colocar as coisas boas anotadas em um caderno? Tipo, um caderno de gratidão ou boas recordações.


Meu caderninho de gratidão, da Pucca, porque sou dessas capaz de comprar caderno para esse tipo de coisa e nunca pra faculdade, hahaha!

Outras pessoas sugeriram um pote para colocar as merdas que aconteceram, uma delas, um pouco mais revolts (e gente, tem nada de errado em ser ou estar revolts, acho digno inclusive) disse que não agradeceria nada de 2018, que foi um ano muito bosta (de fato). Olha, eu sou uma pessoa que teria acho que todos os motivos para afirmar isso, porque tomei muuuita, mas muuuita porrada em 2018, contudo, aconteceram coisas boas também. Aí vai do que a pessoa pretende focar. É uma decisão que não posso fazer por ninguém.

Uma outra pessoa sugeriu que o “pote de merdas” seria um exercício legal pra ver no que se pode melhorar. Não deixa de ser uma sugestão interessante também, porém, como tenho trabalhado bastante meu padrão vibracional e já tenho a forte tendência de sofrer altos e baixos, prefiro deixar os perrengues de lado. Não que eu queira ignorar os perrengues que acontecem ou não queira resolvê-los, mas existem coisas que não valem a pena nem relembrar! Melhor apagar de vez sabe? Como diria um amigo bruxo: “Tem gente que não vale nem o dinheiro da vela preta gasto na magia negra”, hahahahaha! Eu diria que tem coisas, tem gente, tem situações que não valem nossas energias gastas.
Gente, quem me conhece sabe que não faço nem um pouco o tipo good vibes gratidão, entretanto, sei que a gratidão aumenta o poder vibracional e isso colabora não só em rituais, magias, orações, mas afeta todo o nosso cotidiano que também vamos combinar, não tá nada fácil para o brasileiro. Eu decidi criar esse caderno sem seguir o padrão do exercício sugerido no pote, porque gente, tem dia que não estamos mesmo na vibe de agradecer, mas quando houver algo que considere significativo de recordar, vou pontuando e registrando sim.
Fica a dica, principalmente para quem está trabalhando ou pretende começar esse ano a trabalhar a Lei da Atração para 2019. Espero que todos possamos sobreviver a ele, porque infelizmente já soube de quem não conseguiu...

Muita força, paz e luz para todos os merecedores! Lembrem-se: na vida TUDO é magia! 


MILLIE COLMÁN

In Memorian de Jujuba (Júlia) que decidiu partir esse ano, queria poder ter te carregado no colo minha querida.

02/11/2018

Eu não queria falar sobre o dia de hoje



Olá gente! A pessoa “finada” aqui ressuscitou. Então... Não vai ser tão fácil assim vocês "se livrarem" de mim. Sem trocadilhos de mau gosto, sou um fantasma que vez em quando tem surgido e assombrado a blogosfera.
Na verdade, eu tenho tantas, mas tantas coisas para contar! Tantas realizações, conquistas, revelações, resenhas de séries e livros e também desabafos. É impressionante como aconteceu justamente o contrário do que eu imaginei que aconteceria ao entrar para a universidade. O meu gosto pela leitura e escrita despencaram consideravelmente nesses anos de vida acadêmica. Sabe aquilo que condenamos de tornar a leitura um fardo para as crianças? Bem... a universidade não tem sido diferente. Aliás, nada que é imposto e possui prazos pode ser prazeroso, não é mesmo? No entanto, me desculpem divagar, isso é assunto para outro post.
Vale ressaltar que surgiu em minha vida uma orientadora incrível que me trouxe "de volta à vida" ao mundo literário e até mesmo me incentivou a escrever sobre o assunto em meu TCC que, já estava "decidido" ser sobre Educação Inclusiva e Múltiplas Inteligências. E é graças a motivação que ela me deu que estou aqui, diante da tela, escrevendo novamente para vocês depois de um único post esse ano. Se gostam dos meus escritos, agradeçam à ela.
É... de fato. Estou postergando falar do dia de hoje não?
Hoje, 02 de novembro, aqui no Brasil, é um dia reservado para lembrar daqueles que partiram.
Muitas vezes afirmei que esse dia era como uma "comemoração" do fim da vida, mas na verdade, não há comprovações científicas se é realmente um fim ou um novo ciclo. Como diz o ditado "Ninguém nunca voltou para contar", rs. Eu sei que espiritualistas, como eu, discordam.
E esse pensamento espiritualista, apesar de nos trazer certo acalento, acredito que não amenize a dor de nossos lutos como alguns imaginam, afinal, separações, sejam de que modo for, são sem exceção, extremamente dolorosas.
Hoje é o dia de recordar meu avô que sempre foi a grande inspiração da minha vida, o qual carrego com honra seu sobrenome por opção e que o câncer o levou.
Um amigo que foi levado pelo mesmo motivo.
Três que desistiram da vida aqui na Terra e conseguiram.
Outro cheio de vida que morreu em um trágico acidente de carro...
Por mais que tenhamos consciência que a vida é um emaranhado de chegadas e partidas, nunca estamos preparados para as últimas. Aliás, morte, luto, separação são temas que evitamos abordar no dia a dia;
Evitamos porque tememos. Porque não queremos aceitar a ideia de que essas pessoas que estão agora conosco, abraçando, dançando, cantando, discutindo, brigando, bebendo, comendo, sorrindo podem não estar mais em presença amanhã e delas teremos apenas as lembranças.
É... eu não queria MESMO falar sobre o dia de hoje, talvez muitos de vocês tampouco queiram ler, ouvir, escrever ou pensar sobre isso.
Porém, como disse, é inevitável.
Deixo aqui o trecho da música Dark Paradise de uma de minhas cantoras preferidas e que reflete meu pensamento sobre como me sinto sobre os lutos que enfrento.

"And there's no remedy for memory your face
Is like a melody, it won't leave my head
Your soul is hunting me and telling me
That everything is fine
But I wish I was dead". Lana del Rey

(E não há remédio para memória, seu rosto
É como uma melodia, ele não vai sair da minha mente
Sua alma está me assombrando e me dizendo
Que tudo está bem
Mas eu queria estar morta).


Homenageiem seus mortos, ao seu modo. Mas o mais importante: estejam ao lado dos vivos, em especial daqueles que mais amam e que sintam que precisam de vocês. Esse é o meu pedido de Dia de Finados.

Millie Colmán


27/03/2018

Ingratidão. Como lidar?



Há um tempo que tenho guardado este post e acredito que este talvez, seja o momento mais propício em publicá-lo. É... Semana Santa, aquele momento que muitos cristãos católicos fazem reflexões sobre o perdão, mas a real é que a gente precisa ser honesto consigo mesmo: nem sempre é fácil perdoar. Ou ao menos não sentir mágoas, aquela tristeza por ter feito algo de bom para alguém e receber em troca a indiferença, grosseria ou até mesmo algo mais grave: aquele ser que quando mais precisou de ti e tu ajudou, praticamente ajudou a salvar a sua vida te apunhalar pelas costas, caluniar, tentar puxar teu tapete, te humilhar, enfim, te prejudicar de algum modo.
Eu, particularmente e, ciente de que não sou exclusividade, já tive que lidar bastante com a popular ingratidão. Sabe, você confiar, se doar para uma pessoa e depois ela fazer de tudo para te prejudicar? Admito, senti ódio (sinto de alguns ainda, não sou nada good vibes). Admito, não sou uma pessoa do tipo perdoadora (nem mesmo quando professava a fé cristã) e logo depois da ira, me vem uma tristeza muito grande, uma ferida difícil de cicatrizar.
No entanto, refletindo sobre os fatos e parando para pensar exatamente acerca desse tema me veio a pergunta: “Por que nos importamos tanto com a ingratidão?” Eu mesmo me vi perguntando o porquê eu senti tanto se, naquele momento de desespero que dei o máximo de mim para ajudar aquelas pessoas, não consegui pensar em nada além de... ajudá-las, tentar resgatá-las.
E o fato de terem aceito, talvez já tenha sido um bom ato da parte delas, mesmo que egoísta. Porque meus caros, há gente que pode estar na merda, mas é tão orgulhosa que não aceita ajuda de ninguém. Ou seja, se ela aceitou e retribuiu da pior forma, aí é com ela, para nós se torna, ou pelo menos deve se tornar, irrelevante. Porque na MINHA consciência, o apoio, a ajuda devem ser atos genuínos. Apoiar pessoas que nos eram caras em seus momentos de dor, desespero, não deve ser uma permuta. É claro que não há nada mais confortante do que uma pessoa grata, contudo, não é algo que tenhamos autoridade para impor. Não devemos ajudar as pessoas criando expectativas, pensando em como elas agirão depois quando estiverem bem. Devemos pensar que fizemos aquilo que acreditávamos ser o correto e não há nada mais gratificante do que isso: Sermos nós mesmos, em nossa mais pura essência.
Óbvio que não estou me referindo a qualquer tipo de relação abusiva (sim, há amizades extremamente abusivas), desses seres (nada) humanos devemos nos afastar completamente e, se não der para evitar o convívio, procurar manter o máximo de distância possível.
Não estou aqui pregando para se doarem e se doarem e aceitarem a ingratidão como algo absolutamente normal e se tornarem verdadeiros capachos de manipuladores. Esses daí, devemos colocar em seus devidos lugares que seja bem longe de nossas vidas.
Só estou dizendo que não deem, por favor, o poder a essa gente de matar a empatia que existe em vocês. Sempre haverá alguém que saberá, não retribuir, mas ser luz para ti independente do que tenha feito e com a qual poderá contar, afinal, a vida é uma constante Lei do Retorno e ciclos das voltas que o mundo dá, demorados ou não.
E, meus caros, estejam certos, só pessoas que são luz é que tiveram que provar do gosto amargo da ingratidão em suas vidas. 

Mi F. Colmán


Não posso sair daqui sem antes agradecer o carinho de sempre da linda amiga Chica, a Marina e o Toninho que além de me apoiarem e me desejarem tudo de melhor neste 2018, quero que saibam que os desejos são recíprocos e que pode não parecer, mas lhes tenho eterna gratidão por estarem sempre aqui por mim.




07/11/2017

Nova Era Rivotril com Coca-Cola + Setembro Amarelo + Outubro Bruxo + Meu Retorno - Um olhar sincero sobre mim


Quando eu era do Cristianismo (hoje sou do Paganismo, mas isso é assunto para outro post), líderes espirituais diziam que voltávamos aos seus templos pelo amor ou pela dor. Como este espaço sempre foi meu templo particular desde a época da Coluna da Mi (antigos seguidores lembrarão) digamos que ambos, amor e dor, me trouxeram aqui de volta.
Há muito venho cogitando esse retorno, mas inúmeras forças contrárias têm adiado essa volta. But not today, Satan. Not today... rs.
Eu queria muito ter falado sobre o Setembro Amarelo, no entanto, eu passei todo esse mês me afundando em crises profundas, aliado a traições de confiança, hipocrisia, bullying e outras perversidades. Gostaria de ter dividido meu Outubro Bruxo com vocês, porém, tal como setembro, não foi um dos melhores meses, mas agora estou aqui, nesta madrugada, digitando novamente para vocês e é um deja vú incrível!
O amor... Ah, ele veio de tantas partes do Brasil que sequer pisei, em mensagens no Facebook e curtidas e curtidas seguidas em minha página. A fan page de um blog que já considerava praticamente morto. Veio também através de uma antiga colega de blogosfera, que leu um post que escrevi sobre psicofobia e transtornos psicológicos e / ou psiquiátricos relatados por trás dos portões e portas de universidades. “Você ainda tem blog? Por que não escreve sobre isso?” Sem contar que toda vez que me dirijo a alguma pessoa que pouco converso no Facebook a primeira coisa que dizem é: “Adoro teus posts!” ou “Tenho um crush de amizade desde que vi o teu perfil”. E é uma coisa tão doida para quem escreve, porque o Facebook é tão, mas tão limitado! Nem tudo é dor, há muito humor também e sinto-me muito bem quando vejo que tenho a capacidade de fazer alguém rir ou pelo menos, sorrir.
Mas a dor... Se existe uma pessoa que sempre defecou para a sociedade, essa pessoa fui eu. Quase mataram a minha essência, mas por um fio, não permiti e não permitirei. Palavras, traições, deboches, ofensas... O que é isso diante de tanta coisa? Não é qualquer um que volta de um coma após uma overdose cujos médicos consideraram letal e aos trancos tem seguido a vida. Não é qualquer um que consegue ter coragem de mostrar quem realmente é, com suas lágrimas e cicatrizes, sem se esconder atrás de um ego fake se matando em busca da aprovação dos outros. Chega de silêncio. Há muitos como eu por aí e já ficamos calados tempo demais. 


Exposição? Quem não se expõe atualmente? Isso tudo tá cada dia mais Black Mirror. Foda-se! Antes expor uma realidade do que algo que não se é! Você será criticado de qualquer jeito. Ao menos quem me acompanha sabe que sou um ser autêntico, divido tanto alegrias quanto mazelas, sem hesitar, debaixo de muitos comentários maldosos de “mimimi”, “frescura”, “falta de força de vontade” “chamar atenção”, blábláblá whiskas sachê. E a partir de agora, se conseguir, serei pior! Há muitas revelações a serem feitas. Aqui será mais um canal, um canal muito especial, ao qual bradarei com toda minha voz. Sejam dores, denúncias, alegrias, temores...
Esta é a Nova Era de Rivotril com Coca-Cola. Meu templo é aqui e foi minuciosamente repaginado para receber quem estiver disposto a me ouvir (ler). Está muito mais a minha cara do que o anterior. Um verdadeiro olhar de mim para mim! 


Sobre posts passados, não mexerei em um sequer. Por mais mal escritos ou banais que possam parecer atualmente, são meus. Fizeram parte de momentos que talvez hoje não façam o menor sentido, mas são reais e estão aí. Admito que muita coisa mudou, várias opiniões foram transformadas, mas como escrevi hoje mesmo na minha timeline: “Coerência não é manter somente a mesma opinião, mas sim, ouvir, se disponibilizar a rever outros ângulos, repensar e voltar atrás em uma reflexão que considerava certa, reconhecendo que não, se preciso for. Isso sim é coerência.
Estou escrevendo agora meio dopada e em crise, não, não estou bem e estou cagando por falar abertamente assim, não devo desculpas nem satisfações a ninguém. Posso não estar bem, mas por aqui vou ficar, enquanto eu e a vida nos permitirmos. Eu precisava, precisava muito escrever. 

Mi F. Colmán


PS: Um agradecimento muito especial à Clara Lúcia do blog Simples e Clara, a moça que escreve contos maravilhosos e que foi o Ás do meu retorno. Obrigado de coração, Clara.


12/11/2016

Sobre mim...


Contrariando quase todos não sou o tipo de pessoa que tem a necessidade de ficar simulando fortaleza e irredutibilidade só no intuito de me preocupar com o que poderão pensar. 
Eu realmente desabo quando preciso e não estou nem aí. Podem pensar que é drama, vitimismo, o caralho. Não vejo honra nenhuma na mentira só para provar aos outros estar bem. Danem-se os outros! 
Se precisar gritar, eu grito. Se precisar chorar, eu choro. Nada como a liberdade de não precisar reprimir nada ao invés de viver um triste e paralelo mundo oculto. A autenticidade não tem preço, tem valor. 

Mi F. Colmán

13/06/2016

Dia dos Namorados: Hey, senta aqui, vamos conversar!














E mais um 12 de junho se foi.
Era assim que eu me referia até um tempinho atrás com um complexo gravíssimo de vira-lata o qual me fazia negar veemente e aceitar que Dia dos Namorados que "valia mesmo" era 14 de fevereiro - Valentine´s Day. E ai do indivíduo que ousasse me contrariar! Hahaha!
Brincadeiras (e passado vergonhoso à parte), como todos os anos, atravessamos novamente esta data comemorativa que alegra a uns e deprime a outros.
Não, eu não vim aqui falar para os solteiros o quanto o amor próprio é importante, quando muitos que querem um relacionamento sério, para valer, estão cansados de estar sozinhos e de ouvir esta teoria óbvia.
Não, não vim problematizar e dizer que esta é uma data capitalista quando só vi gente solteira reclamando disso. E, embora seja sim uma data capitalista, qual não é? O Dia das Mães também é uma data comercial e vejo muito mais naturalidade em comemorá-la sem muita preocupação em se ter empatia com aqueles cujas mães não estão mais entre nós. Ou que nunca tiveram mães.
Não, muito menos vou criticar os românticos (principalmente os que não estão solteiros e a felicidade incomodou muita gente, vão se benzer galera!) pelo fato de eu ser arromântica. Ser arromântica não me torna um ser pedra de gelo que não tem capacidade de ficar feliz com a felicidade dos outros.
Aliás, em dias como este é que percebemos o quanto as pessoas possuem uma dificuldade TERRÍVEL em se sentirem bem com a felicidade alheia. O que se leu de comentários maldosos sobre chifres, não gastar dinheiro (e consequentemente ficar sem presente também né mané?) e comentários de incríveis desconfortos sobre fotos de casais unidos foram incontáveis.
Sei lá, eu não consigo ser assim, ficar tão revoltada e infeliz por alguém ter algo que eu quero muito ter e ainda não posso, como por exemplo, viagens. Sigo gente no Twitter, Instagram, Facebook, Periscope que muito do que fazem da vida é viajar e ao invés de ficar me lamentando por ultimamente não ter tempo e muito menos grana para viver na ponte aérea, adoro ver as fotos e pensar como será legal quando chegar a minha vez.
Se existe falsidade em relacionamentos, principalmente aqueles postados virtualmente? Óbvio que sim. Acredito que há muita coisa linda em fotos que ocultam relacionamentos abusivos, porém não sou vidente para saber qual é. Do mesmo modo que sei muito bem que estes mochileiros que acompanho passam por perrengues tenebrosos que nem puderam curtir um terço da viagem e, é claro, isso eles tampouco irão registrar em fotos.
Estranho que nesta data pouca gente se lembra da dor de quem recebe o título de viúvo (a) e que certamente na maior parte sofre uma dor muito maior do que quem "não tem um mozão para chamar de seu".
























E este foi um Dia dos Namorados marcado também pelo sangue daqueles que, apesar de em seu país não estarem comemorando a data, comoveram nossas almas por serem brutalmente assassinados apenas pelo fato de amarem de forma "diferente". Como se somente o amor "convencional" valesse e houvesse diferença.
mensagem mostrada por uma mãe que conversava com o filho pelo celular, no momento que ele contava estar preso no banheiro da boate LGBT onde o atirador invadiu, avisando que seria uma das estatísticas.

Até quando?

ISTO é o verdadeiro desamor!


Meu desejo sincero mesmo que atrasado de um Feliz Dia dos Namorados para todos os namorados, casados, ficantes da blogosfera.
E aos solteiros revoltados ou tristes, meu desejo sincero de que compreendam que há outras prioridades na vida e do quanto vocês são pessoas completas e boas o suficiente para pararem de ficar se colocando para baixo assim.
Mas me contem... Independente do seu estado civil...


Como foi o dia de ontem para você?























                                              Mi F. Colmán

#FightForOrlando



Nota: Ah! Para quem ficou em dúvida se no último post era meu aniversário. Não, rs. Era o meu primeiro dia na universidade e, por isso, o fim de umas férias intermináveis. Daí a sensação do novo ano ter começado só recentemente para mim. E fiquei MUITO feliz em ler o comentário de cada um e, principalmente, em saber que a Taís Araújo não esqueceu de mim. Obrigada amiga querida por me considerar talentosa e pelas palavras de carinho. Agora meu pc tá okay e vou matar as saudades de cada um. 


26/02/2016

O verdadeiro valor de um pedido de desculpas


Dando umas voltas por algumas memórias, me recordei da minha professora do 3º ano do Ensino Fundamental relatando uma reação dos seus dois únicos filhos. Segundo ela, o caçula, aproveitando-se da distração do irmão jogando videogame esparramado no tapete da sala, insistia em passar por cima de suas pernas e dar-lhe um chute. Diante dos protestos do mais velho, a mãe (no caso, ela) exigia imediatamente que ele pedisse desculpas. E, zoando, olhava com cara de sacana para o garoto dizendo: "Desculpinha, desculpinha..."
A moral que ela nos quis passar é: se você não tem a intenção de se redimir, não há razão para pedir desculpas, ou soaria como os "desculpinhas" do seu filho caçula.
Tratavam-se de crianças, porém, quantos adultos não cruzam por nossas vidas com estas mesmas "desculpinhas?" Por quais motivos supostos amigos que saem de nossas vidas e voltam com um pedido de desculpas como este, todo pedante e às vezes, na defensiva, se suas atitudes deixam muito claro que "não sentem muito?" Diante de tais fatos, é justo que questionemos que interesses hajam por trás de uma desculpa que não é real, claramente não é sentida.


Não sei vocês, mas eu reconheço, sou uma pessoa difícil. Para que ganhem minha confiança e lealdade precisa ser para mim muito especial. Ou que eu tenha acreditado que seja. E, sendo assim, amizades para mim são sagradas. Amizade, e não o romance, é a entrega total em minha vida. Pessoas que a conquistam ganham uma companheira, confidente, excelente ouvinte, que compartilha praticamente tudo, mais que uma irmã... uma pessoa por inteiro.


No entanto, ser uma verdadeira amiga, saber perdoar, não guardar rancores, aceitar as pessoas de volta não nos torna gente que se pode fazer de trouxa. Não nos torna pessoas que acham que "precisam de autorização" para dar um direito de resposta que é nosso por natureza! 
Magoar aos outros, todos magoamos. Problemas, todos temos. E nada, absolutamente nada justifica atitudes como o tipo de desculpa enfatizado pela minha saudosa prof. 
Por mais que fiquemos chateados, magoados, o melhor é seguir adiante com a única opção do afastamento. Não guardar mágoas é uma dádiva que precisamos nos dar, mas voltar ao convívio com alguém que não tomou consciência do mal que fez e volta deste jeito não compensa. 
Porque quando alguém toma realmente consciência, até o tão valoroso pedido de desculpas se torna desnecessário.
O que não podemos é nos arrepender do bem que fizemos (ou tentamos fazer), da nossa entrega por completo, mas muito menos nos esquecermos de nosso próprio valor.

Ao contrário de Cazuza, mentiras sinceras nunca, NUNCA deveriam nos interessar.


Mi F. Colmán


18/12/2015

Que morte horrível!


Nota de falecimento do... meu pc! Que morte horrível! Estou tentando me recuperar disso até agora, hehehe.
Mas como dizia mammys "quem não é visto, não é lembrado", que grande mentira isso! O tanto de comentários e carinho que recebi aqui em minha ausência só prova o quanto vocês são umas queridas e uns queridos! Inclusive recebi um comentário solidário de uma pessoa que caiu de paraquedas aqui no controverso post do "homi polêmico" (de boa, eu nem leio mais os comentários, só vou publicando de tanto que "me importo" com a agressão da grande maioria) e diz ter se inspirado no meu blog para criar o seu (se estiver lendo isso aqui, fique tranquilo, aqui não existe concorrentes e sim, companheiros de blogosfera), mas caiu só no meu email. Não sei se a pessoa se arrependeu de ter comentado e deletou ou foi bug, mas enfim... O que importa é deixar bem claro que ela será sempre muito bem-vinda aqui e quando estiver com o blog pronto farei questão de ser uma de suas primeiras e assíduas seguidoras.
Tão bom saber que apesar de tudo, de todos os comentários negativistas em outras redes sociais, a blogosfera continua viva, firme e forte. Saudades de tudo isso aqui!
Mas a real é... estou super chateada porque agora que passou a fase negra do ENEM, concursos e vestibulares e tenho tempo para blogar, acontece isso. E depender de pc alheio é foda. Não rola. Outra coisa que pra mim não rola é blogar pelo smartphone, não tenho paciência.
Farei de tudo para procurar resolver esse problema o mais breve possível, para poder responder a cada comentário que recebi e retribuir todo o carinho que me foi dado. 
Porém, contudo, entretanto... Como não estou imune à crise tanto quanto vocês, talvez só resolva no ano que vem. Até lá...


Se eu sobreviver, eu volto. Sem mais delongas, se eu não voltar antes, deixo aqui meus sinceros desejos de um Feliz Natal, Feliz 2016 e boas festas a todos. Moderarei os comentários pelo celular, mas responder e publicar, não rola.
Até a próxima (que espero que seja o mais próxima possível!)!

Mi F. Colmán

02/11/2015

O nascer para o além - Dia de Finados


Há quem morra todos os dias.
Morre no orgulho, na ignorância, na fraqueza.
Morre um dia, mas nasce outro.
Morre a semente, mas nasce a flor.
Morre o homem para o mundo, mas nasce para Deus.


Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida.
Esta é a esperança do ser humano que crê em Deus.
Triste é ver gente morrendo por antecipação...
De desgosto, de tristeza, de solidão.
Pessoas fumando, bebendo, acabando com a vida.
Essa gente empurrando a vida.
Gritando, perdendo-se.
Gente que vai morrendo um pouco, a cada dia que passa.


E a lembrança de nossos mortos, despertando, em nós, o desejo de abraçá-los outra vez.
Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los.
De retroceder no tempo e segurar a vida.
Ausência: - porque não há formas para se tocar.
Presença: - porque se pode sentir.
Essa lágrima cristalizada, distante e intocável.
Essa saudade machucando o coração.
Esse infinito rolando sobre a nossa pequenez.
Esse céu azul e misterioso.


Ah! Aqueles que já partiram!
Aqueles que viveram entre nós.
Que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida.
Foram para o além deixando este vazio inconsolável.
Que a gente, às vezes, disfarça para esquecer.
Deles guardamos até os mais simples gestos.


Sentimos, quando mergulhados em oração, o ruído de seus passos e o som de suas vozes.
A lembrança dos dias alegres.
Daquela mão nos amparando.
Daquela lágrima que vimos correr.
Da vontade de ficar quando era hora de partir.
Essa vontade de rever aquele rosto.
Esse arrependimento de não ter dado maiores alegrias.
Essa prece que diz tudo.
Esse soluço que morre na garganta...


E...
Há tanta gente morrendo a cada dia, sem partir.
Esta saudade do tamanho do infinito caindo sobre nós.
Esta lembrança dos que já foram para a eternidade.
Meu Deus!
Que ausência tão cheia de presença!
Que morte tão cheia de esperança e de vida!

Padre Juca, adaptado por Sandra Zilio


Dia de Finados

A celebração do Dia dos Finados na Igreja Católica Romana iniciou em um mosteiro da França, onde o abade Odilon ordenou aos monges que orassem por todos os falecidos, de todos os lugares e todos os tempos, independente do credo.
A tradição foi oficializada alguns séculos depois em Roma, pelo Papa, determinando a data de 02 de novembro para os católicos intercederem pelos falecidos.
Segundo a doutrina Católica Romana grande parte das almas estão em um lugar chamado Purgatório. Um local onde as pessoas que cometeram pecados permanecem para se purificar. Os fiéis acreditam que orando, mandando rezar missas e acendendo velas podem adiantar a saída delas de lá. Segundo a doutrina, todas as pessoas após o falecimento imediatamente apresentam-se diante do Arcanjo Miguel, que analisa os pecados e virtudes e decide se a pessoa irá imediatamente ao Céu ou deve purificar-se no Purgatório.


E quanto à outras crenças, como encaram a morte ou o Dia de Finados?

No México o Dia dos Mortos (Dia de los Muertos) é comemorado com festa, pois acredita-se que neste dia os parentes falecidos voltam para visitar seus entes queridos. Portanto, são recebidos com muita música, dança e com biscoitos que lhes agradam.
Os protestantes não celebram o dia de hoje apesar de crerem na vida após a morte. Os mesmos encaram esta passagem como a única chance de redenção, o que significa que logo após falecerem já são julgadas e cada qual irá para o lugar de acordo com a vida que tiveram. Aqueles que viveram segundo o propósito de Deus herdarão a vida eterna junto ao Nosso Senhor e os demais, para o tormento consciente de onde nunca conseguirão sair.
Como no Protestantismo há muitas vertentes, existem algumas que creem que os que negam a Cristo e desobedecem seus mandamentos irão direto ao inferno e os seus seguidores entram em um descanso até a 2ª vinda de Jesus Cristo.
As Testemunhas de Jeová são aniquilistas. Para os TJ´s existem 3 tipos de almas: dos ímpios, injustos e justos. Ímpios são os que não terão direito à ressurreição. Injustos são aqueles que faleceram desde a criação do Homem e irão ressuscitar para uma nova chance de salvação durante o milênio. É interessante que há até um número estipulado: 20 bilhões. Destes 20 bilhões, os que passarem à prova, poderão viver eternamente na Terra tornando-se justos. Porém, há 144 mil que serão considerados os ungidos de Deus e estes terão o direito de viver junto a Ele no Paraíso. Todos os demais serão aniquilados. Testemunhas de Jeová não creem no inferno eterno, creem que simplesmente os "maus" deixarão de existir.
Semelhantes às Testemunhas de Jeová, Adventistas do Sétimo Dia também não creem no tormento eterno. Todos os falecidos estão adormecidos e acordarão somente no dia da 2ª Vinda de Jesus, onde serão julgados. Os justos viverão com Deus e os ímpios serão aniquilados.
O Espiritismo segundo Allan Kardec possui a doutrina da reencarnação que é uma espécie de aperfeiçoamento da alma. O ser humano reencarna quantas vezes forem necessárias até que seus espíritos tornem-se espíritos de luz, evoluídos. Os espíritas não acreditam em ressurreição. Jesus Cristo é apenas o maior exemplo de vida a ser seguido.
Hinduístas e Budistas também creem na reencarnação, mas com um pequeno diferencial do Espiritismo, durante o processo as pessoas podem regredir espiritualmente reencarnando como um animal ou até mesmo um inseto.
O Candomblé não existe concepção de Céu e Inferno, muito menos uma punição eterna. Para seus adeptos, morrer é apenas uma transição de uma dimensão à outra, junto com outros espíritos, orixás e guias.
A Umbanda devido ao sincretismo com crenças cristãs, espírita kardecista e afro, possuem vertentes que se diferenciam. No entanto, para eles a morte é uma etapa do ciclo evolutivo, acreditando na reencarnação como base para a evolução do espírito.
No Islamismo, todos os que morrem ficam aguardando o último dia, do Juízo Final, para serem julgados pelo Criador. Assim como no Protestantismo, esta vida é que define sua salvação ou a perda da mesma.
No Judaísmo há a crença da sobrevivência da alma, mas não especifica como será a vida após a morte ou se a mesma existe de fato, dando lugar a diversas interpretações. Diz-se que alguns acreditam na reencarnação e outros na ressurreição dos mortos. Mas é muito importante antes de morrer colocar a casa em ordem e fazer as pazes com Deus.

Independente da crença (ou descrença), acredito que hoje seja um dia de reflexão, de lembrar dos nossos queridos que se foram.
O importante é não deixar que o que existe de mais belo dentro de nós morra ou, se já aconteceu, que nos demos a chance para renascer.




Mi F. Colmán

Notas:

Peço que, se houver algum erro ou algo a acrescentar, os membros das crenças citadas me corrijam e acrescentem. Sei que meu conhecimento a respeito das diversas doutrinas é limitado.

Todos os comentários atrasados estão respondidos (acho), menos aqueles do Grabovoi, que publico só porque são verdadeiras piadas e não vou me dar ao trabalho de respondê-los.

Tenho algumas considerações a fazer devido ao meu tempo ausente e a respeito do ENEM, mas hoje não é dia para isso.



I´m bleeding, quietly living I´m living, quietly bleeding - Dominik
 renata massa