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13/06/2016

Dia dos Namorados: Hey, senta aqui, vamos conversar!














E mais um 12 de junho se foi.
Era assim que eu me referia até um tempinho atrás com um complexo gravíssimo de vira-lata o qual me fazia negar veemente e aceitar que Dia dos Namorados que "valia mesmo" era 14 de fevereiro - Valentine´s Day. E ai do indivíduo que ousasse me contrariar! Hahaha!
Brincadeiras (e passado vergonhoso à parte), como todos os anos, atravessamos novamente esta data comemorativa que alegra a uns e deprime a outros.
Não, eu não vim aqui falar para os solteiros o quanto o amor próprio é importante, quando muitos que querem um relacionamento sério, para valer, estão cansados de estar sozinhos e de ouvir esta teoria óbvia.
Não, não vim problematizar e dizer que esta é uma data capitalista quando só vi gente solteira reclamando disso. E, embora seja sim uma data capitalista, qual não é? O Dia das Mães também é uma data comercial e vejo muito mais naturalidade em comemorá-la sem muita preocupação em se ter empatia com aqueles cujas mães não estão mais entre nós. Ou que nunca tiveram mães.
Não, muito menos vou criticar os românticos (principalmente os que não estão solteiros e a felicidade incomodou muita gente, vão se benzer galera!) pelo fato de eu ser arromântica. Ser arromântica não me torna um ser pedra de gelo que não tem capacidade de ficar feliz com a felicidade dos outros.
Aliás, em dias como este é que percebemos o quanto as pessoas possuem uma dificuldade TERRÍVEL em se sentirem bem com a felicidade alheia. O que se leu de comentários maldosos sobre chifres, não gastar dinheiro (e consequentemente ficar sem presente também né mané?) e comentários de incríveis desconfortos sobre fotos de casais unidos foram incontáveis.
Sei lá, eu não consigo ser assim, ficar tão revoltada e infeliz por alguém ter algo que eu quero muito ter e ainda não posso, como por exemplo, viagens. Sigo gente no Twitter, Instagram, Facebook, Periscope que muito do que fazem da vida é viajar e ao invés de ficar me lamentando por ultimamente não ter tempo e muito menos grana para viver na ponte aérea, adoro ver as fotos e pensar como será legal quando chegar a minha vez.
Se existe falsidade em relacionamentos, principalmente aqueles postados virtualmente? Óbvio que sim. Acredito que há muita coisa linda em fotos que ocultam relacionamentos abusivos, porém não sou vidente para saber qual é. Do mesmo modo que sei muito bem que estes mochileiros que acompanho passam por perrengues tenebrosos que nem puderam curtir um terço da viagem e, é claro, isso eles tampouco irão registrar em fotos.
Estranho que nesta data pouca gente se lembra da dor de quem recebe o título de viúvo (a) e que certamente na maior parte sofre uma dor muito maior do que quem "não tem um mozão para chamar de seu".
























E este foi um Dia dos Namorados marcado também pelo sangue daqueles que, apesar de em seu país não estarem comemorando a data, comoveram nossas almas por serem brutalmente assassinados apenas pelo fato de amarem de forma "diferente". Como se somente o amor "convencional" valesse e houvesse diferença.
mensagem mostrada por uma mãe que conversava com o filho pelo celular, no momento que ele contava estar preso no banheiro da boate LGBT onde o atirador invadiu, avisando que seria uma das estatísticas.

Até quando?

ISTO é o verdadeiro desamor!


Meu desejo sincero mesmo que atrasado de um Feliz Dia dos Namorados para todos os namorados, casados, ficantes da blogosfera.
E aos solteiros revoltados ou tristes, meu desejo sincero de que compreendam que há outras prioridades na vida e do quanto vocês são pessoas completas e boas o suficiente para pararem de ficar se colocando para baixo assim.
Mas me contem... Independente do seu estado civil...


Como foi o dia de ontem para você?























                                              Mi F. Colmán

#FightForOrlando



Nota: Ah! Para quem ficou em dúvida se no último post era meu aniversário. Não, rs. Era o meu primeiro dia na universidade e, por isso, o fim de umas férias intermináveis. Daí a sensação do novo ano ter começado só recentemente para mim. E fiquei MUITO feliz em ler o comentário de cada um e, principalmente, em saber que a Taís Araújo não esqueceu de mim. Obrigada amiga querida por me considerar talentosa e pelas palavras de carinho. Agora meu pc tá okay e vou matar as saudades de cada um. 


13/07/2015

Dia Mundial do Rock - Roqueiros são mais inteligentes. Será?


Roqueiros são mais inteligentes, "apontam estudos" da Universidade de Warwick na Inglaterra.

"Os pesquisadores descobriram que, longe de ser um sinal de delinquência e pouca habilidade acadêmica, muitos adolescentes que gostam de rock são por vezes brilhantes e às vezes utilizando a música para lidar com o estresse e a pressão e liberar a critividade por serem considerados diferentes."

Admito que tentei encontrar esta matéria que dizem ser do site G1, mas não encontrei. Notícias fakes ou reais à parte, achei coerente colocarem "por vezes" e "às vezes" no enunciado. Afinal, conheço pessoas brilhantes que não curtem rock e pessoas, cof cof... nada brilhantes que são roqueiras.
O grande problema que antes me passava despercebido e só passei a notar depois que aderi ao estilo gótico e, principalmente screamo, é a intolerância desnecessária dos roqueiros estereotipados.
Sim, apesar de se dizerem com inteligência superior aos demais e livres para fazerem o que quiser, na prática, não é bem assim que funciona e muitos que se assumem roqueiros são pessoas totalmente fechadas para o mundo e escravizadas por um estereótipo.
Conheço uma garota geek que curte folk e até black metal. Quando ela declarou isto em público, muitos roqueiros que só andam com camisetas de bandas pareciam ter recebido a informação mais absurda do mundo. O que é uma grande idiotice.



É certo que o jeito de se vestir diz muito sobre quem você é, mas não é o único referencial. E há de se entender que há diversas vertentes no rock, o pessoal que curte alternativo possui um visual totalmente diferente de quem curte um metal mais pesado. Outro detalhe também é que nem todo mundo que gosta de ouvir determinado tipo de música abraça a filosofia de uma subcultura. Conheço diversas pessoas ditas "comuns" que curtem The Cure sem ter absolutamente nenhum contato com góticos.
Outra intolerância é a disputa que existe dentro do próprio meio. Conheci um cara que curtia Led Zeppelin e começou a andar com uma turma de black metal, antes dos amigos chegarem em sua casa, ele escondia absolutamente TUDO que tinha do Led para não ser criticado. Isto é um ato inteligente e livre?
Aliás, eu estou completamente out deste tipo de imposições. Assumo publicamente que não sou fã de Black Sabbath, prefiro mil vezes a carreira solo de Ozzy Osbourne. Curto baladas de bandas toscas estilo glam rocker como Def Leppard, Whitesnake e Poison para o horror dos fãs do Metallica (banda que também sou fã, mesmo em sua fase mais "comercial"). Curto grunge desde Nirvana a Pearl Jam, adoro um rock britânico que é quase pop como Oasis e The Verve e bandas que sequer são consideradas rock pelos mais radicais como Silverchair e Linkin Park.
Ah sim, adoro um black, doom e trash metal também. Junto com minhas músicas clássicas, new age, darkwave, screamo, hardcore, hip hop e até uns sons mais pops.
Não sou adepta ao sertanejo universitário, pagode, axé, funk e afins, porém, se algum dia chegar a curtir algum som vindo destes estilos, não hesitarei em declarar. Assim como não evito o contato com pessoas que curtem como se tivessem alguma doença contagiosa. O gosto musical não define por completo um ser humano.
A primeira pergunta que recebi quando cheguei toda de preto no cursinho foi: "Você é roqueira?" Minha resposta foi: "Sou gótica e screamo". Isso abriu um espaço para conhecer um cara super legal e interessado por conhecimentos musicais. Ele é músico, porém, fechou-se no clássico por não andar com companhias diferentes.
Hoje é Dia Mundial do Rock e ao invés de fazer somente uma postagem previsível como uma homenagem, preferi dividir um pouco de minhas experiências com esse estilo tão amado e odiado.
I Wanna Rock!
Sim! Eu quero e amo rock!


Mas eu quero e amo muito mais ser livre para ouvir tudo o que eu quiser.

Mi F. Colmán 

Deixo com vocês, não um rock pesado, mas uma balada.
O hino que me embalou a minha vida toda, do presbiteriano mais subversivo do planeta Terra, meu ídolo que amo de paixão e para mim, representa toda a essência do verdadeiro rock:







Se tem uma lágrima no meu rosto
Isso me arrepia até os ossos
Isso me faz tremer, querida
É apenas um cisco que caiu no meu olho
E você sabe!
Eu nunca choro
Eu nunca choro...

Algumas vezes eu bebo mais do que preciso
Até a TV sair do ar
Eu posso ser solitário
Mas eu nunca estou sozinho
E a noite pode passar por mim
Mas eu nunca choro

Arranque fora, arranque os meus olhos
Às vezes eu gostaria de ser cego...
Quebre um coração, quebre um coração de pedra
Abra-o, mas não o deixe
Não o deixe solitário

Porque ele é a única coisa que tenho pra te dar
Acredite em mim, querida, ele nunca foi usado
Meu coração é virgem, e nunca foi tentado
E você sabe!
Eu nunca choro...
E você sabe!
Eu nunca choro...
E você sabe, e você sabe, e você sabe...
Eu nunca choro...
Eu nunca choro!

Quebre um coração, quebre um coração de pedra
Abra-o, mas não o deixe solitário
Porque ele é a única coisa que tenho pra te dar
Acredite em mim, querida, ele nunca foi usado
Meu coração é virgem, e nunca foi tentado
E você sabe!
Eu nunca choro!
Eu nunca choro!

09/06/2015

Jesus Cristo e os LGBT´s



























Consternada.
É, consternada. Foi a palavra que encontrei para descrever um terço do que senti agora ao abrir meu Facebook. O dicionário diz que consternada quer dizer abatida, prostrada, muito triste. Percebi então, que consternada não reflete o mínimo do turbilhão de sentimentos que estão me atingindo no momento que digito este texto.
Para quem ainda não sabe sou cristã e não consigo mensurar como me sinto, não diante da imagem desta mulher transexual sendo crucificada, mas diante de coisas que li vindo da boca de pessoas que, como eu, se dizem cristãs. E o pior, cristãs protestantes.
Como podem ver na minha foto de autora, estou com um crucifixo no pescoço e não o tiro por nada. Certa vez, em visita a uma célula, uma senhora da Assembleia de Deus mandou (grande maioria infelizmente não pede, manda!) que eu tirasse "essa coisa" do meu pescoço porque o Nosso Cristo não era o Cristo morto dos Católicos e sim um Cristo vivo!
E como podem ver, não acatei a "ordem".
Sim, Cristo é um Cristo vivo e tenho absoluta certeza que Ele vive no coração de muitos cristãos católicos como Padre Fabio de Melo e Papa Francisco, os quais tenho profunda admiração. Isto apenas para citar alguns.
Vindo de família católica, eu sei o que a cruz significa e o quanto isso possa ter sido considerado um desrespeito a vocês, católicos, do mesmo modo que sentiram quando evangélicos que se dizem cristãos, quebraram suas imagens de culto em praça pública inúmeras vezes, na desculpa de estarem fazendo a vontade de Deus.
Portanto, este post não é direcionado aos evangélicos e sim, aos irmãos católicos, afinal, por que protestantes estariam interessados na imagem de uma transexual crucificada, se a cruz não significa absolutamente NADA para eles? O Cristo deles não vive na cruz, não é mesmo? Ele ressuscitou e está vivo! Tão vivo para observar tudo o que está sendo feito por aqui.
De boa? Um protestante de verdade, não deveria dar tanta importância e nem sentiria tanto ódio assim por ver o símbolo da cruz sendo "difamado". A não ser que queira se promover, aí é outra história né? Que infelizmente, ao menos no Facebook, é o que está acontecendo de forma horrenda, odiosa, repugnante.
Aos irmãos católicos, eu sei que para vocês Cristo também vive e se quiserem saber, eu tenho o maior orgulho de carregar este crucifixo no meu pescoço, falem o que quiserem, eu não me importo.
O que eu quero com esta postagem é apenas pedir um pouco de empatia e interpretação de texto. 
Para TODOS os cristãos, sem exceção, a cruz foi o maior sinal de dor de Nosso Senhor Jesus. Símbolo da intolerância para com Ele. A ideia que a comunidade LGBT teve foi exatamente esta, expressar o sentimento que sofrem diante de tantas atitudes (a maioria letal) de ódio contra eles, uma metáfora de que estão sendo crucificados a cada dia por aqueles que deviam acolhê-los com amor.
Eu sei, a imagem dói no coração. Mas a imagem de homossexuais, travestis e transexuais que aparecem mortxs, todos os dias, nos jornais e noticiários da tv, deveriam abalar tanto quanto esta imagem está abalando.

Cristãos, nós não queremos destruir a família brasileira. Não queremos diminuir sua fé. Não queremos provocar vocês. Nós só queremos que vocês sigam o que o seu Cristo ensinou. Nós só queremos que vocês olhem pra Viviany e sintam sua dor, sintam a dor de ser vista como errada pela sociedade o tempo inteiro. Viviany, seminua, exposta, sangrando, não é um ataque a vocês, é um pedido de socorro. Camila Ribeiro.

Para quem se interessar em conhecer a história da Viviany, a mulher trans crucificada, basta ler aqui no link.

Elxs pegaram pesado? Absolutamente. Não discordo e creio sim que a reflexão e indignação sejam muito válidas. Porém, devemos também deixar de olhar para nossos umbigos e conseguir enxergar além. Muitas vezes o sofrimento ultrapassa tudo e é preciso compreensão.
Um cantor protestante muito conhecido, abaixo dessa imagem escreveu: QUE CAIA FOGO DO CÉU!
Então que caia meu amigo, porque se cair, vai direto na tua cabeça. Ou tu acha que só LGBT´s que pecam?
Quem vos escreve já fez parte dos dois lados do ódio, tanto como autora como vítima. O ódio é um ato que deve ser totalmente repudiado. Ele é altamente destrutivo.
Não estou me escondendo atrás de um perfil falso, estou aqui, dando a cara a tapa em uma postagem que será publicada na fan page de meu Facebook pessoal e que, tenho certeza, grande parte do povo da igreja Protestante que frequento lê meus posts.
Mas eu não estou com medo.
É polêmico? 
Certamente que sim.
EU NÃO TENHO MEDO DE POLÊMICA!
Quer me insultar, quer invadir meu perfil do Google Plus como já fizeram por causa do simples post do Grabovoi, façam! Parece que alguns só nasceram para isto mesmo, esquecendo todos os ensinamentos que Jesus deixou.
Se em seus pontos de vista eles não têm a Cristo, então perdoe-os e AME-OS! (como a si mesmos, lembram disso?) 
Sirvam de exemplo. Evangelizem com amor! Pratiquem as Escrituras! 
Todo cristão (neste caso o católico) têm todo o direito de ficar horrorizado, indignado, magoado, mas a mágoa e indignação deve ser precedida do perdão.

E... Jesus mitou:


Repito, podem me insultar, apenas não moderarei comentários ofensivos porque faz parte da política do blog. Ou cuidado, talvez eu o faça não te poupando do papelão ridículo.
Fiquem todos com Deus. 
Amém.


Mi F. Colmán

14/03/2015

Ser diferente é (deveria ser) normal


Inúmeras vezes escutamos e repetimos a típica frase: "Ser diferente é normal". Porém, quantas vezes em nossas vidas, a colocamos sinceramente em prática?
Uma ONG francesa teve a iniciativa de desafiar as pessoas e o limite de seus preconceitos. A atividade consistia em pais, juntamente com seus filhos, assistirem a um vídeo com diversas pessoas fazendo caretas e imitá-las.
Até aí tudo bem.
Ou até aparecer uma criança com deficiência múltipla.
O nome do vídeo é The Eyes of a Child, ou seja, Os olhos de uma criança, que nos incentiva a enxergar o mundo com a naturalidade de uma criança.
E evidencia, através do vídeo a seguir, que preconceito não é natural, realmente se adquire.


Mi F. Colmán

I´m bleeding, quietly living I´m living, quietly bleeding - Dominik
 renata massa