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19/01/2016

Coerência pra quê?


















Coerência pra quê? 
Esta tem sido a frase que mais ouço / leio por aí, basta alguém demonstrar qualquer mudança de atitude ou opinião. A "coerência" para mim parece muito mais uma prisão ou desculpa para se alienar e não evoluir.

"Nossa, mas fulana era tãããão católica, como pode de repente 'ter virado' pagã?"; "Hum... Fulana 'se dizia' tãããão evangélica e agora está 'bancando' a ateia", "Você vai deixar a bruxaria para 'virar' crente, como pode isso?" (acabei de ver isso em um grupo de bruxaria), "Ué... Fulano não gostava tanto daquele curso, resolveu mudar por quê?" "Eles se separaram? Não acredito! Parecia um casal tão feliz..."; "Como? Fulano agora é de esquerda ou 'virou' coxinha?" Estes são só alguns exemplos das frases com que me deparo e muitas acompanhadas de um sarcástico "Quem diria..."



O mais estranho da cobrança da coerência é perceber que as pessoas que a exigem são as primeiras a apontarem o dedo impetuosamente, cobrando que as demais reconheçam seus erros. Ué... Se alguém errou, se arrependeu e resolve mudar, torna-se, nesta lógica, uma pessoa totalmente incoerente! Afinal, "coerência é tudo" e ser coerente é significado de ser irredutível.
Quem defende a teoria da coerência automaticamente não admite que pessoas e situações possam mudar. E automaticamente, não pode crer no perdão e no progresso. Muito menos cobrar que lhe perdoe ou o que quer que seja de alguém.
Aliviada e com orgulho, afirmo: Não tenho o menor compromisso com essa tal coerência aí. Nunca fomos íntimas. Sou tão descompromissada com a mesma que já cheguei a detestar legumes e verduras e hoje não vivo sem brócolis. Só para vocês terem ridiculamente uma vaga ideia, porque claro, quem me conhece sabe que vou muito mais além do além que alguém possa imaginar.
Nada que eu decido mudar, me arrependo. Quando surgem as experiências, sejam elas boas ou ruins, cotidianas ou marcantes, sem exceção me trazem sabedoria. Aprendo com tudo e todos a cada dia que acordo neste planeta. Não me envergonho nem um pouco de mudar de estilo, de crença, de ideia, ideais... 
Mudo muito, mudo tudo. Mudo muito e tudo mesmo! 
Não existe nada mais fantástico do que viver cada dia de uma vez e não saber o que esperar por ele! 
Nada como viver eternamente no imprevisível.




E diante dos fatos, deixo o questionamento para a vida: 

Coerência pra quê?



Mi F. Colmán


Algumas notas


- Sou e continuarei por tempo indeterminado sendo a blogueira que responde a cada comentário. Mas... no atual momento, alguns comentários já ficaram obsoletos e certamente seria uma grande perda de tempo respondê-los. Sem contar que isso atrasaria (ainda mais!) minha presença aos vossos espaços. Por este motivo, resolvi dar prosseguimento ao hábito a partir do post anterior.

- Tenho recebido sugestões inbox para as mudanças que pretendo fazer em relação ao conteúdo do Rivotril com Coca-Cola. Todas as sugestões estão sendo lidas com muito carinho e, se acatadas, podem resultar em um segundo blog. Não que o Rivotril tenha compromisso com a coerência, mas mudaria totalmente sua proposta com o que algumas meninas tem me pedido.

- Muito obrigada de coração a todos vocês que acompanharam minha trajetória estudantil de 2015 e me apoiaram! É com muita alegria e orgulho que anuncio minha 3º posição no curso de Pedagogia pela Federal! Uhuuuul! \0/ 

- Finalizando as notas, fica registrado meu agradecimento especial à querida colega e amiga Roselia Bezerra, que me presenteou com um belíssimo cartão de Natal, o qual só pude agradecer agora por motivos de... Sou uma preguiçosa para abrir caixa postal. Valeu Roselia! Te adoro muitão!

E vamo que vamo! A gente se vê! ;) 



02/11/2015

O nascer para o além - Dia de Finados


Há quem morra todos os dias.
Morre no orgulho, na ignorância, na fraqueza.
Morre um dia, mas nasce outro.
Morre a semente, mas nasce a flor.
Morre o homem para o mundo, mas nasce para Deus.


Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida.
Esta é a esperança do ser humano que crê em Deus.
Triste é ver gente morrendo por antecipação...
De desgosto, de tristeza, de solidão.
Pessoas fumando, bebendo, acabando com a vida.
Essa gente empurrando a vida.
Gritando, perdendo-se.
Gente que vai morrendo um pouco, a cada dia que passa.


E a lembrança de nossos mortos, despertando, em nós, o desejo de abraçá-los outra vez.
Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los.
De retroceder no tempo e segurar a vida.
Ausência: - porque não há formas para se tocar.
Presença: - porque se pode sentir.
Essa lágrima cristalizada, distante e intocável.
Essa saudade machucando o coração.
Esse infinito rolando sobre a nossa pequenez.
Esse céu azul e misterioso.


Ah! Aqueles que já partiram!
Aqueles que viveram entre nós.
Que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida.
Foram para o além deixando este vazio inconsolável.
Que a gente, às vezes, disfarça para esquecer.
Deles guardamos até os mais simples gestos.


Sentimos, quando mergulhados em oração, o ruído de seus passos e o som de suas vozes.
A lembrança dos dias alegres.
Daquela mão nos amparando.
Daquela lágrima que vimos correr.
Da vontade de ficar quando era hora de partir.
Essa vontade de rever aquele rosto.
Esse arrependimento de não ter dado maiores alegrias.
Essa prece que diz tudo.
Esse soluço que morre na garganta...


E...
Há tanta gente morrendo a cada dia, sem partir.
Esta saudade do tamanho do infinito caindo sobre nós.
Esta lembrança dos que já foram para a eternidade.
Meu Deus!
Que ausência tão cheia de presença!
Que morte tão cheia de esperança e de vida!

Padre Juca, adaptado por Sandra Zilio


Dia de Finados

A celebração do Dia dos Finados na Igreja Católica Romana iniciou em um mosteiro da França, onde o abade Odilon ordenou aos monges que orassem por todos os falecidos, de todos os lugares e todos os tempos, independente do credo.
A tradição foi oficializada alguns séculos depois em Roma, pelo Papa, determinando a data de 02 de novembro para os católicos intercederem pelos falecidos.
Segundo a doutrina Católica Romana grande parte das almas estão em um lugar chamado Purgatório. Um local onde as pessoas que cometeram pecados permanecem para se purificar. Os fiéis acreditam que orando, mandando rezar missas e acendendo velas podem adiantar a saída delas de lá. Segundo a doutrina, todas as pessoas após o falecimento imediatamente apresentam-se diante do Arcanjo Miguel, que analisa os pecados e virtudes e decide se a pessoa irá imediatamente ao Céu ou deve purificar-se no Purgatório.


E quanto à outras crenças, como encaram a morte ou o Dia de Finados?

No México o Dia dos Mortos (Dia de los Muertos) é comemorado com festa, pois acredita-se que neste dia os parentes falecidos voltam para visitar seus entes queridos. Portanto, são recebidos com muita música, dança e com biscoitos que lhes agradam.
Os protestantes não celebram o dia de hoje apesar de crerem na vida após a morte. Os mesmos encaram esta passagem como a única chance de redenção, o que significa que logo após falecerem já são julgadas e cada qual irá para o lugar de acordo com a vida que tiveram. Aqueles que viveram segundo o propósito de Deus herdarão a vida eterna junto ao Nosso Senhor e os demais, para o tormento consciente de onde nunca conseguirão sair.
Como no Protestantismo há muitas vertentes, existem algumas que creem que os que negam a Cristo e desobedecem seus mandamentos irão direto ao inferno e os seus seguidores entram em um descanso até a 2ª vinda de Jesus Cristo.
As Testemunhas de Jeová são aniquilistas. Para os TJ´s existem 3 tipos de almas: dos ímpios, injustos e justos. Ímpios são os que não terão direito à ressurreição. Injustos são aqueles que faleceram desde a criação do Homem e irão ressuscitar para uma nova chance de salvação durante o milênio. É interessante que há até um número estipulado: 20 bilhões. Destes 20 bilhões, os que passarem à prova, poderão viver eternamente na Terra tornando-se justos. Porém, há 144 mil que serão considerados os ungidos de Deus e estes terão o direito de viver junto a Ele no Paraíso. Todos os demais serão aniquilados. Testemunhas de Jeová não creem no inferno eterno, creem que simplesmente os "maus" deixarão de existir.
Semelhantes às Testemunhas de Jeová, Adventistas do Sétimo Dia também não creem no tormento eterno. Todos os falecidos estão adormecidos e acordarão somente no dia da 2ª Vinda de Jesus, onde serão julgados. Os justos viverão com Deus e os ímpios serão aniquilados.
O Espiritismo segundo Allan Kardec possui a doutrina da reencarnação que é uma espécie de aperfeiçoamento da alma. O ser humano reencarna quantas vezes forem necessárias até que seus espíritos tornem-se espíritos de luz, evoluídos. Os espíritas não acreditam em ressurreição. Jesus Cristo é apenas o maior exemplo de vida a ser seguido.
Hinduístas e Budistas também creem na reencarnação, mas com um pequeno diferencial do Espiritismo, durante o processo as pessoas podem regredir espiritualmente reencarnando como um animal ou até mesmo um inseto.
O Candomblé não existe concepção de Céu e Inferno, muito menos uma punição eterna. Para seus adeptos, morrer é apenas uma transição de uma dimensão à outra, junto com outros espíritos, orixás e guias.
A Umbanda devido ao sincretismo com crenças cristãs, espírita kardecista e afro, possuem vertentes que se diferenciam. No entanto, para eles a morte é uma etapa do ciclo evolutivo, acreditando na reencarnação como base para a evolução do espírito.
No Islamismo, todos os que morrem ficam aguardando o último dia, do Juízo Final, para serem julgados pelo Criador. Assim como no Protestantismo, esta vida é que define sua salvação ou a perda da mesma.
No Judaísmo há a crença da sobrevivência da alma, mas não especifica como será a vida após a morte ou se a mesma existe de fato, dando lugar a diversas interpretações. Diz-se que alguns acreditam na reencarnação e outros na ressurreição dos mortos. Mas é muito importante antes de morrer colocar a casa em ordem e fazer as pazes com Deus.

Independente da crença (ou descrença), acredito que hoje seja um dia de reflexão, de lembrar dos nossos queridos que se foram.
O importante é não deixar que o que existe de mais belo dentro de nós morra ou, se já aconteceu, que nos demos a chance para renascer.




Mi F. Colmán

Notas:

Peço que, se houver algum erro ou algo a acrescentar, os membros das crenças citadas me corrijam e acrescentem. Sei que meu conhecimento a respeito das diversas doutrinas é limitado.

Todos os comentários atrasados estão respondidos (acho), menos aqueles do Grabovoi, que publico só porque são verdadeiras piadas e não vou me dar ao trabalho de respondê-los.

Tenho algumas considerações a fazer devido ao meu tempo ausente e a respeito do ENEM, mas hoje não é dia para isso.


17/10/2015

Sobre legados e ser alguém na vida

























Às portas do ENEM e navegando pelo Facebook vemos diversas coisas, desde a ansiedade exacerbada dos estudantes quanto frases motivacionais contra desistências. E tudo isso me fez pensar a respeito da velha história do antes de morrer ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore, acredito que não necessariamente nesta sequência. E a necessidade do ser humano de "ser alguém na vida" e deixar um legado.
Um colega do cursinho, que está super pressionado e nervoso, estes dias me falou, com ar de crítica, por não parecer tão encanada quanto ele: 

"É Mi, uma prova básica né? Só depende o... teu futuro!" #MusiquinhaDoPsicose

Dei uma risada sem graça ao invés de soltar meu verdadeiro pensamento, no perigo do cara ter uma síncope:

"É sério isso?"





















É sério isso? 


















Sim, é sério. É muuuito sério! As pessoas acreditam e querem nos fazer acreditar que sim. Que nosso futuro se resuma a um exame e como se a próxima chance de fazê-lo será, sei lá, na próxima Superlua com um eclipse.


Como boa aluna que fui nunca perdi o ano, portanto, não sei qual a sensação de reprovar (certamente saberei agora, hahahaha!), no entanto, como ser humano, já tive inúmeras perdas e em nenhuma delas lidei como se tivessem o poder de arruinar a minha vida. 
Acreditar em recomeços, não acreditar que exista tempo perdido porque tudo é válido como aprendizado e seguir adiante não é romantismo, é simplesmente não permitir o rótulo e o sentimento da palavra fracasso.

"Eu não fracassei, apenas encontrei 10.000 soluções que não deram certo". Thomas Edison à respeito do aperfeiçoamento da lâmpada elétrica.


É nessa vibe que tenho procurado viver, em tudo. Não somente em algum exame, mas em todos os desafios que a vida me coloca frente a frente. Eu simplesmente me permito errar, me permito falhar e não encaro estas experiências como fracassos. Jamais o farei. Se não estou seguindo o ritmo da grande maioria, reconheço que não sou a grande maioria e isso, de verdade, não me incomoda. Aceitar que posso ser diferente me dói menos.















A real é que minhas prioridades são e sempre foram outras. Claro que almejo uma vida confortável e um bom cargo, quem nunca? Porém, não será isso que me definirá como "alguém na vida". 
Alguém na vida eu fui, sou e serei.
Sou alguém na vida cada vez que tenho a capacidade de oferecer uma palavra de consolo, um abraço a alguém em um momento de luto, uma atitude nobre em determinada ocasião. 
Sou alguém na vida quando consigo superar ou contornar uma situação difícil, quando ultrapasso o que até então acreditava serem minhas limitações. 
Sou alguém na vida quando dou exemplo de tolerância, respeito ao próximo e não firo meus valores éticos e morais. 
Sou alguém na vida quando mesmo doente ou deprimida, consigo arrancar o sorriso de outra pessoa. E não é pieguice não! É a vida de verdade. Por este motivo, escolherei uma profissão em que possa ser alguém na vida de alguém. Eis a única certeza que trago comigo. 
Legados? Confesso que nunca plantei uma árvore e se acontecer o livro e o filho, estejam certos que farei o possível para que ambos possam levar adiante os princípios que eu acredito. Do contrário, minha existência aqui na Terra terá sido vã.
Certa vez assisti a um desses vídeos de autoajuda que trouxe à tona o questionamento: "Você já parou para pensar como será lembrado?" 
Eu não preciso planejar grandes coisas, fazer grandes feitos para ser lembrada pelo mundo todo. Prefiro ser lembrada e admirada pelas pessoas que realmente me amam e se importam comigo. Portanto, não preciso esperar a morte para que isso aconteça.

Mi F. Colmán

















E você? Traz o legado de alguém da família que  socialmente falando nunca foi "alguém na vida?" Vale aquela receita de bolo da avó.

23/07/2015

Os números de Grabovoi + Ameaças: Comunicado


Este é um post que não gostaria de fazer, porém, quando as coisas passam do limite, não podemos silenciar. Acho válido deixar o aviso aos meus seguidores, colegas, amigos e amigas da blogosfera (e também para quem simplesmente passa por aqui) a respeito de ameaças recebidas inbox hoje (tenho prints arquivados) por gente seguidora de Grigori Grabovoi.
Desde que postei este que, não sei o porquê até hoje é o post mais visualizado da blogosfera (clique no link) não é segredo que venho sido ofendida no meu perfil do Google Plus e recebido uns comentários ríspidos de fakes aqui no Blogger.
Até aí tudo bem, todos podem se expressar como lhes convém, mas não ameaçar. É preciso tomar medidas legais quando este tipo de coisa acontece, não cometi nenhum crime de intolerância religiosa (Grabovoi não é religião) e liberdade de expressão é lei, portanto, não permito me intimidar como querem que aconteça.
Tudo o que foi publicado aqui foram fatos, não inverdades. Está noticiado, só acessar o Google. Não é difícil. 

O que não entendo é porque um blog que não tem sequer 100 inscritos está sendo considerado como o pioneiro em retratar o acontecido com este senhor e visto como ameaçador.
Convivo com cristãos, espíritas, espiritualistas de matriz africana e direto vemos canais no YouTube com milhares de inscritos sendo contrários (alguns até de modo pejorativo e agressivo) às nossas crenças.
Pessoas em sã consciência sabem que todos têm o direito de se pronunciar sobre o que não acreditam (vide a popular ATEA). E isso não nos afeta, não estamos inseguros porque temos convicção da nossa fé.
Sim, participei de alguns grupos de Grabovoi e li seus trabalhos. Ele realmente promete a imortalidade e ressurreição FÍSICAS. Para mim, é uma teoria absurda. Ponto. É preciso maturidade para encarar que haverá opiniões contrárias ao que acreditamos e bastará às pessoas fazerem suas livres escolhas diante dos fatos. Todos somos livres.
Vocês podem ler inclusive nos comentários do post uma seguidora dele de nome Silvia concordando comigo a respeito dessa coisa robótica de "ativo, recebo, mereço, agradeço", fato mais enfatizado como absurdo da prática no texto. Aliás, foi a única seguidora de Grabovoi que veio até mim e não me ofendeu, o restante infelizmente não tenho bons testemunhos.
Um dos palestrantes a favor do método afirmou coisas que disse no artigo, sobre Grabovoi ter sido preso e se dizer o Segundo Advento de Cristo na Terra, ele apenas pede para que isto seja relevado ou algo semelhante, não lembro as palavras exatas porque assisti há muito tempo. Tempo suficiente para que este post já fosse esquecido.
O que me admira são pessoas que defendem Lei da Atração, positivismo, gratidão, paz, luz e coisas do gênero, possam ser tão agressivas e chegar ao ponto de ameaçar gratuita e covardemente alguém só porque publicou uma crônica que discorda de seus pontos de vista. Isto não tem outro nome senão fanatismo. Não dizem ser uma seita, mas agem como tal.
Eu, continuo acreditando em livre arbítrio e duvidando das teorias que, repito, ao meu ver são absurdas, porém, não tenho necessidade de constranger ou tentar intimidar quem não concorda dizendo estar "mexendo em formigueiro". Temos liberdade de crenças e não crenças, vivemos em um estado laico.
Este post não é uma retratação e sim, um comunicado.
Não existe motivo para retratação e mesmo se houvesse, não o faria para pessoas que se acham no direito de ameaçar e usar da prática de cyberbullying pelo simples fato de eu não pensar como elas.
Só fica aí o alerta: pelos frutos conhecemos a árvore.


Mi F. Colmán



09/06/2015

Jesus Cristo e os LGBT´s



























Consternada.
É, consternada. Foi a palavra que encontrei para descrever um terço do que senti agora ao abrir meu Facebook. O dicionário diz que consternada quer dizer abatida, prostrada, muito triste. Percebi então, que consternada não reflete o mínimo do turbilhão de sentimentos que estão me atingindo no momento que digito este texto.
Para quem ainda não sabe sou cristã e não consigo mensurar como me sinto, não diante da imagem desta mulher transexual sendo crucificada, mas diante de coisas que li vindo da boca de pessoas que, como eu, se dizem cristãs. E o pior, cristãs protestantes.
Como podem ver na minha foto de autora, estou com um crucifixo no pescoço e não o tiro por nada. Certa vez, em visita a uma célula, uma senhora da Assembleia de Deus mandou (grande maioria infelizmente não pede, manda!) que eu tirasse "essa coisa" do meu pescoço porque o Nosso Cristo não era o Cristo morto dos Católicos e sim um Cristo vivo!
E como podem ver, não acatei a "ordem".
Sim, Cristo é um Cristo vivo e tenho absoluta certeza que Ele vive no coração de muitos cristãos católicos como Padre Fabio de Melo e Papa Francisco, os quais tenho profunda admiração. Isto apenas para citar alguns.
Vindo de família católica, eu sei o que a cruz significa e o quanto isso possa ter sido considerado um desrespeito a vocês, católicos, do mesmo modo que sentiram quando evangélicos que se dizem cristãos, quebraram suas imagens de culto em praça pública inúmeras vezes, na desculpa de estarem fazendo a vontade de Deus.
Portanto, este post não é direcionado aos evangélicos e sim, aos irmãos católicos, afinal, por que protestantes estariam interessados na imagem de uma transexual crucificada, se a cruz não significa absolutamente NADA para eles? O Cristo deles não vive na cruz, não é mesmo? Ele ressuscitou e está vivo! Tão vivo para observar tudo o que está sendo feito por aqui.
De boa? Um protestante de verdade, não deveria dar tanta importância e nem sentiria tanto ódio assim por ver o símbolo da cruz sendo "difamado". A não ser que queira se promover, aí é outra história né? Que infelizmente, ao menos no Facebook, é o que está acontecendo de forma horrenda, odiosa, repugnante.
Aos irmãos católicos, eu sei que para vocês Cristo também vive e se quiserem saber, eu tenho o maior orgulho de carregar este crucifixo no meu pescoço, falem o que quiserem, eu não me importo.
O que eu quero com esta postagem é apenas pedir um pouco de empatia e interpretação de texto. 
Para TODOS os cristãos, sem exceção, a cruz foi o maior sinal de dor de Nosso Senhor Jesus. Símbolo da intolerância para com Ele. A ideia que a comunidade LGBT teve foi exatamente esta, expressar o sentimento que sofrem diante de tantas atitudes (a maioria letal) de ódio contra eles, uma metáfora de que estão sendo crucificados a cada dia por aqueles que deviam acolhê-los com amor.
Eu sei, a imagem dói no coração. Mas a imagem de homossexuais, travestis e transexuais que aparecem mortxs, todos os dias, nos jornais e noticiários da tv, deveriam abalar tanto quanto esta imagem está abalando.

Cristãos, nós não queremos destruir a família brasileira. Não queremos diminuir sua fé. Não queremos provocar vocês. Nós só queremos que vocês sigam o que o seu Cristo ensinou. Nós só queremos que vocês olhem pra Viviany e sintam sua dor, sintam a dor de ser vista como errada pela sociedade o tempo inteiro. Viviany, seminua, exposta, sangrando, não é um ataque a vocês, é um pedido de socorro. Camila Ribeiro.

Para quem se interessar em conhecer a história da Viviany, a mulher trans crucificada, basta ler aqui no link.

Elxs pegaram pesado? Absolutamente. Não discordo e creio sim que a reflexão e indignação sejam muito válidas. Porém, devemos também deixar de olhar para nossos umbigos e conseguir enxergar além. Muitas vezes o sofrimento ultrapassa tudo e é preciso compreensão.
Um cantor protestante muito conhecido, abaixo dessa imagem escreveu: QUE CAIA FOGO DO CÉU!
Então que caia meu amigo, porque se cair, vai direto na tua cabeça. Ou tu acha que só LGBT´s que pecam?
Quem vos escreve já fez parte dos dois lados do ódio, tanto como autora como vítima. O ódio é um ato que deve ser totalmente repudiado. Ele é altamente destrutivo.
Não estou me escondendo atrás de um perfil falso, estou aqui, dando a cara a tapa em uma postagem que será publicada na fan page de meu Facebook pessoal e que, tenho certeza, grande parte do povo da igreja Protestante que frequento lê meus posts.
Mas eu não estou com medo.
É polêmico? 
Certamente que sim.
EU NÃO TENHO MEDO DE POLÊMICA!
Quer me insultar, quer invadir meu perfil do Google Plus como já fizeram por causa do simples post do Grabovoi, façam! Parece que alguns só nasceram para isto mesmo, esquecendo todos os ensinamentos que Jesus deixou.
Se em seus pontos de vista eles não têm a Cristo, então perdoe-os e AME-OS! (como a si mesmos, lembram disso?) 
Sirvam de exemplo. Evangelizem com amor! Pratiquem as Escrituras! 
Todo cristão (neste caso o católico) têm todo o direito de ficar horrorizado, indignado, magoado, mas a mágoa e indignação deve ser precedida do perdão.

E... Jesus mitou:


Repito, podem me insultar, apenas não moderarei comentários ofensivos porque faz parte da política do blog. Ou cuidado, talvez eu o faça não te poupando do papelão ridículo.
Fiquem todos com Deus. 
Amém.


Mi F. Colmán

12/05/2015

Os números de Grabovoi































Quase todos os dias sou "apresentada" a um novo grupo no Facebook. Acredito que isso seja normal aos que têm mais de 500 contatos na lista. Os amigos não precisam de autorização para te incluírem neles, algo que acho muito chato e devia ser corrigido, pois direto tenho que sair de algum. Grupos que geralmente me passam despercebidos: Literatura, culinária, artesanato, OVNIs...
Mas semana passada, me deparei com algo que considerei, no mínimo, curioso. Pessoas postavam fotos de dinheiro com umas sequências de números e comentavam algo como: ativo, recebo, mereço, agradeço...
Teria passado batido se não tivesse o maior flood na minha timeline. Eram posts e posts com praticamente o mesmo conteúdo e aquelas sequências numéricas que me aguçaram a curiosidade.



Já tinha conhecimento da "famosa" Lei da Atração antes de "O Segredo", quando tive acesso, ainda na infância, ao livro O Poder do Subconsciente de Joseph Murphy. Na época achei o máximo, porém, o assunto foi enterrado quando um professor, mestre em Física (e por incrível que pareça, não cético) afirmou que não havia nenhuma ligação cientificamente comprovada com a Física Quântica como os autores insistiam em dizer.
Voltando ao que me chamou a atenção e percebi ser algo semelhante ao "Segredo", entrei em grupos fechados para saber mais sobre essa "novidade".
Descobri que era uma teoria onde sequências numéricas das mais variadas, prometiam coisas perigosas como a cura da AIDS, do câncer, regeneração de órgãos e DNA. Esses códigos são usados como um mantra ou de outras formas estranhas como escritos à caneta em qualquer parte dolorida do corpo, ou até mesmo colada num pedaço de papel em uma garrafa d´água para o doente beber.
Investigadora nata que sou, baixei os livros e comecei a ler a respeito. Nada convincente. Muito mais esotérico do que científico. Piorou quando busquei o autor da façanha cujo nome é Grigory Grabovoy(ou Grabovoi).
Grigori Petrovisch Grabovoy é um cientista (!) que nasceu no Cazaquistão, mas foi criado na Rússia, país em que foi condenado na década passada há 11 anos de prisão por estelionato. Grabovoy prometeu às mães das crianças falecidas no massacre de Beslan, a ressurreição das mesmas através do seu método numérico, em troca, óbvio, de dinheiro. Cobrou 1.300 euros pelas reuniões. 
Apresentando-se como o 2º Advento de Cristo na Terra (oh, really???) realizava concentrações massivas de até 500 pessoas, se transformando no líder de uma grande seita com ideias neo-pagãs.
Apesar do veredito e de todas as evidências, seus seguidores, principalmente pessoas de mais idade, continuaram acreditando na teoria de Grabovoy e considerando sua condenação injusta.



Ultimamente pouca coisa tem conseguido me surpreender, no entanto, o que considerei meio assustador foi ver que aqui no Brasil há muitos seguidores desse cara. Pessoas que, em troca de um pouco de alívio aos seus desesperos, atropelam a criticidade e ficam "ativando" códigos, confiando cegamente na teoria de um cara que não a toa ficou 11 anos preso.
Onde foi parar o senso crítico das pessoas? Por que vemos inúmeros sites nacionais divulgando esses "números de Grabovoi" como Ciência (!!!) e pouquíssimos divulgando a real? 
Fico pasma com essas coisas, só de ficar lendo sequências de números e pessoas "ativando, recebendo, agradecendo" já me senti uma completa retardada, quanto mais seguir tais preceitos!
Acredito (na verdade, tento acreditar) que exista a tal da Lei do Retorno, que pensamentos positivos podem nos auxiliar produzindo endorfina em nossos cérebros e, consequentemente, tornando-nos mais produtivos e firmes em nossos objetivos.
O que eu me pergunto (ainda não pesquisei) se na Europa este cara possui toda essa popularidade que vi no Facebook, onde pessoas entregam seu tempo precioso (e suas vidas) repetindo feito robôs as ideias estapafúrdias deste elemento. E por quanto tempo as pessoas continuarão com vendas nos olhos deturpando a reputação da verdadeira Ciência...


Mi F. Colmán


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I´m bleeding, quietly living I´m living, quietly bleeding - Dominik
 renata massa