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23/07/2015

Os números de Grabovoi + Ameaças: Comunicado


Este é um post que não gostaria de fazer, porém, quando as coisas passam do limite, não podemos silenciar. Acho válido deixar o aviso aos meus seguidores, colegas, amigos e amigas da blogosfera (e também para quem simplesmente passa por aqui) a respeito de ameaças recebidas inbox hoje (tenho prints arquivados) por gente seguidora de Grigori Grabovoi.
Desde que postei este que, não sei o porquê até hoje é o post mais visualizado da blogosfera (clique no link) não é segredo que venho sido ofendida no meu perfil do Google Plus e recebido uns comentários ríspidos de fakes aqui no Blogger.
Até aí tudo bem, todos podem se expressar como lhes convém, mas não ameaçar. É preciso tomar medidas legais quando este tipo de coisa acontece, não cometi nenhum crime de intolerância religiosa (Grabovoi não é religião) e liberdade de expressão é lei, portanto, não permito me intimidar como querem que aconteça.
Tudo o que foi publicado aqui foram fatos, não inverdades. Está noticiado, só acessar o Google. Não é difícil. 

O que não entendo é porque um blog que não tem sequer 100 inscritos está sendo considerado como o pioneiro em retratar o acontecido com este senhor e visto como ameaçador.
Convivo com cristãos, espíritas, espiritualistas de matriz africana e direto vemos canais no YouTube com milhares de inscritos sendo contrários (alguns até de modo pejorativo e agressivo) às nossas crenças.
Pessoas em sã consciência sabem que todos têm o direito de se pronunciar sobre o que não acreditam (vide a popular ATEA). E isso não nos afeta, não estamos inseguros porque temos convicção da nossa fé.
Sim, participei de alguns grupos de Grabovoi e li seus trabalhos. Ele realmente promete a imortalidade e ressurreição FÍSICAS. Para mim, é uma teoria absurda. Ponto. É preciso maturidade para encarar que haverá opiniões contrárias ao que acreditamos e bastará às pessoas fazerem suas livres escolhas diante dos fatos. Todos somos livres.
Vocês podem ler inclusive nos comentários do post uma seguidora dele de nome Silvia concordando comigo a respeito dessa coisa robótica de "ativo, recebo, mereço, agradeço", fato mais enfatizado como absurdo da prática no texto. Aliás, foi a única seguidora de Grabovoi que veio até mim e não me ofendeu, o restante infelizmente não tenho bons testemunhos.
Um dos palestrantes a favor do método afirmou coisas que disse no artigo, sobre Grabovoi ter sido preso e se dizer o Segundo Advento de Cristo na Terra, ele apenas pede para que isto seja relevado ou algo semelhante, não lembro as palavras exatas porque assisti há muito tempo. Tempo suficiente para que este post já fosse esquecido.
O que me admira são pessoas que defendem Lei da Atração, positivismo, gratidão, paz, luz e coisas do gênero, possam ser tão agressivas e chegar ao ponto de ameaçar gratuita e covardemente alguém só porque publicou uma crônica que discorda de seus pontos de vista. Isto não tem outro nome senão fanatismo. Não dizem ser uma seita, mas agem como tal.
Eu, continuo acreditando em livre arbítrio e duvidando das teorias que, repito, ao meu ver são absurdas, porém, não tenho necessidade de constranger ou tentar intimidar quem não concorda dizendo estar "mexendo em formigueiro". Temos liberdade de crenças e não crenças, vivemos em um estado laico.
Este post não é uma retratação e sim, um comunicado.
Não existe motivo para retratação e mesmo se houvesse, não o faria para pessoas que se acham no direito de ameaçar e usar da prática de cyberbullying pelo simples fato de eu não pensar como elas.
Só fica aí o alerta: pelos frutos conhecemos a árvore.


Mi F. Colmán



09/06/2015

Jesus Cristo e os LGBT´s



























Consternada.
É, consternada. Foi a palavra que encontrei para descrever um terço do que senti agora ao abrir meu Facebook. O dicionário diz que consternada quer dizer abatida, prostrada, muito triste. Percebi então, que consternada não reflete o mínimo do turbilhão de sentimentos que estão me atingindo no momento que digito este texto.
Para quem ainda não sabe sou cristã e não consigo mensurar como me sinto, não diante da imagem desta mulher transexual sendo crucificada, mas diante de coisas que li vindo da boca de pessoas que, como eu, se dizem cristãs. E o pior, cristãs protestantes.
Como podem ver na minha foto de autora, estou com um crucifixo no pescoço e não o tiro por nada. Certa vez, em visita a uma célula, uma senhora da Assembleia de Deus mandou (grande maioria infelizmente não pede, manda!) que eu tirasse "essa coisa" do meu pescoço porque o Nosso Cristo não era o Cristo morto dos Católicos e sim um Cristo vivo!
E como podem ver, não acatei a "ordem".
Sim, Cristo é um Cristo vivo e tenho absoluta certeza que Ele vive no coração de muitos cristãos católicos como Padre Fabio de Melo e Papa Francisco, os quais tenho profunda admiração. Isto apenas para citar alguns.
Vindo de família católica, eu sei o que a cruz significa e o quanto isso possa ter sido considerado um desrespeito a vocês, católicos, do mesmo modo que sentiram quando evangélicos que se dizem cristãos, quebraram suas imagens de culto em praça pública inúmeras vezes, na desculpa de estarem fazendo a vontade de Deus.
Portanto, este post não é direcionado aos evangélicos e sim, aos irmãos católicos, afinal, por que protestantes estariam interessados na imagem de uma transexual crucificada, se a cruz não significa absolutamente NADA para eles? O Cristo deles não vive na cruz, não é mesmo? Ele ressuscitou e está vivo! Tão vivo para observar tudo o que está sendo feito por aqui.
De boa? Um protestante de verdade, não deveria dar tanta importância e nem sentiria tanto ódio assim por ver o símbolo da cruz sendo "difamado". A não ser que queira se promover, aí é outra história né? Que infelizmente, ao menos no Facebook, é o que está acontecendo de forma horrenda, odiosa, repugnante.
Aos irmãos católicos, eu sei que para vocês Cristo também vive e se quiserem saber, eu tenho o maior orgulho de carregar este crucifixo no meu pescoço, falem o que quiserem, eu não me importo.
O que eu quero com esta postagem é apenas pedir um pouco de empatia e interpretação de texto. 
Para TODOS os cristãos, sem exceção, a cruz foi o maior sinal de dor de Nosso Senhor Jesus. Símbolo da intolerância para com Ele. A ideia que a comunidade LGBT teve foi exatamente esta, expressar o sentimento que sofrem diante de tantas atitudes (a maioria letal) de ódio contra eles, uma metáfora de que estão sendo crucificados a cada dia por aqueles que deviam acolhê-los com amor.
Eu sei, a imagem dói no coração. Mas a imagem de homossexuais, travestis e transexuais que aparecem mortxs, todos os dias, nos jornais e noticiários da tv, deveriam abalar tanto quanto esta imagem está abalando.

Cristãos, nós não queremos destruir a família brasileira. Não queremos diminuir sua fé. Não queremos provocar vocês. Nós só queremos que vocês sigam o que o seu Cristo ensinou. Nós só queremos que vocês olhem pra Viviany e sintam sua dor, sintam a dor de ser vista como errada pela sociedade o tempo inteiro. Viviany, seminua, exposta, sangrando, não é um ataque a vocês, é um pedido de socorro. Camila Ribeiro.

Para quem se interessar em conhecer a história da Viviany, a mulher trans crucificada, basta ler aqui no link.

Elxs pegaram pesado? Absolutamente. Não discordo e creio sim que a reflexão e indignação sejam muito válidas. Porém, devemos também deixar de olhar para nossos umbigos e conseguir enxergar além. Muitas vezes o sofrimento ultrapassa tudo e é preciso compreensão.
Um cantor protestante muito conhecido, abaixo dessa imagem escreveu: QUE CAIA FOGO DO CÉU!
Então que caia meu amigo, porque se cair, vai direto na tua cabeça. Ou tu acha que só LGBT´s que pecam?
Quem vos escreve já fez parte dos dois lados do ódio, tanto como autora como vítima. O ódio é um ato que deve ser totalmente repudiado. Ele é altamente destrutivo.
Não estou me escondendo atrás de um perfil falso, estou aqui, dando a cara a tapa em uma postagem que será publicada na fan page de meu Facebook pessoal e que, tenho certeza, grande parte do povo da igreja Protestante que frequento lê meus posts.
Mas eu não estou com medo.
É polêmico? 
Certamente que sim.
EU NÃO TENHO MEDO DE POLÊMICA!
Quer me insultar, quer invadir meu perfil do Google Plus como já fizeram por causa do simples post do Grabovoi, façam! Parece que alguns só nasceram para isto mesmo, esquecendo todos os ensinamentos que Jesus deixou.
Se em seus pontos de vista eles não têm a Cristo, então perdoe-os e AME-OS! (como a si mesmos, lembram disso?) 
Sirvam de exemplo. Evangelizem com amor! Pratiquem as Escrituras! 
Todo cristão (neste caso o católico) têm todo o direito de ficar horrorizado, indignado, magoado, mas a mágoa e indignação deve ser precedida do perdão.

E... Jesus mitou:


Repito, podem me insultar, apenas não moderarei comentários ofensivos porque faz parte da política do blog. Ou cuidado, talvez eu o faça não te poupando do papelão ridículo.
Fiquem todos com Deus. 
Amém.


Mi F. Colmán

04/06/2015

Vingança


- O monstro do meu tio que me fez muito mal hoje tá na cadeia, mas isso não me faz sentir melhor da depressão. - revelou Dennis a um grupo de ajuda psiquiátrica no Facebook.
- Cara, a melhor vingança é você ficar bem. - aconselhou Diogo.
Lembrei-me imediatamente de uma tensa noite onde dei um mau conselho.
Estávamos em uma reunião no grupo de dependentes químicos da Igreja quando eu, como voluntária, apresentei uma palestra sobre depressão, automutilação e dependência química. 
Ao fim do evento, uma das senhoras que ajudam a manter a clínica de reabilitação me chama a sós com uma expressão desesperada:
- Você tem que me ajudar. Conheço um menino que tem esses problemas. Ele estava aqui internado, mas fugiu. Foi abusado sexualmente e falou para minha sobrinha que esta noite vai para bem longe de casa por querer poupar sua mãe de ver, mas disse estar decidido se matar. Por favor, ajude!
E, intacta, eu me encontrei com um papel na mão escrito Nick e um endereço que pertencia ao país vizinho.
Não me dei conta que havia escurecido, eram quase oito da noite e não tive outra alternativa senão avisar os pastores, afinal, chegara ali de carona com um deles.
Óbvio que ouvi de um, o estúpido clássico: "Quem quer se matar, não fica falando, faz".
Por sorte o que dirigia era mais sensato e resolveu ajudar da maneira dele. Orando, claro.
Chegamos na casa de Nick e lógico, tudo aparentava absolutamente normal. O pai assistindo tv na sala, o chamou para ver-nos. Eu o reconheci. Já o tinha visto anteriormente na clínica. A primeira pergunta que o pastor desconfiado fez foi como ele estava. E, sorridente, Nick respondeu estar ótimo, preparando o jantar para a mãe, informando que logo depois se prepararia para dormir.
Para quem não tem olhos tão atentos como os meus, tudo corria bem e a mulher que solicitou ajuda só poderia estar louca. Porém, enquanto os pastores oravam achando que aquilo ia resolver alguma coisa, minha percepção denunciava um jantar de descargo de consciência, um "dormir" para sempre e alguém que a última coisa com a qual estaria preocupado seria Jesus e Sua salvação. 
Com expressões de "missão cumprida" os dois me chamaram de volta para o carro, mas meu instinto foi mais forte. Puxei o garoto pelo braço, dei um abraço forte e conversei com ele a sós num canto da varanda de sua casa.
- Nick, eu sei o que te aconteceu e só vou te dizer uma coisa, não faça nada contra si mesmo. Acredite, você é muito mais do que te fizeram. Você é jovem, é bonito, tem toda uma vida pela frente. Não deixe quem te fez mal ganhar! A tua vitória será a melhor vingança!
Ele relutava contra as lágrimas e foi quem me deu o segundo abraço, agradecendo. Sua feição parecia melhor e aquela noite dormi aliviada.
Não foi surpresa revê-lo no domingo, em uma confraternização após o culto e muitas outras vezes.
A tática funcionou, é o que importa, não?
Como uma emergência, eu diria que sim.
Acredito que muitos como eu adoram a série Revenge. Quem não torce pelas loucuras que Amanda Clarke, vulgo Emily Thorne faz para vingar-se dos seus opositores? 
Quem nunca sofreu o mal de alguém e não desejou ver diante de seus próprios olhos algo como Justiça Divina ou Lei do Retorno acontecendo? Admito que eu, inúmeras vezes. 
Quem também nunca ouviu conselhos semelhantes ao meu e do Diogo do início do texto, dando a volta por cima?
E me pergunto: será que todo este desgaste vale mesmo a pena? Não deve ser apenas em casos emergenciais e depois, haver maiores esclarecimentos?



Dezembro de 2014, um garoto emo de um outro grupo do Facebook anuncia aos amigos via Skype que irá se matar porque sua namorada o trocou pelo amigo e, pouco levado a sério, se enforca dentro do quarto poucos minutos após o anúncio, vindo ao óbito aos 17 anos de idade.
Até hoje acompanho a trajetória de sua mãe, que além de estar enfrentando um câncer, foi acometida por tamanha tragédia em sua vida.
O perfil da garota? Por volta de 30, 31 do mesmo mês mostra-se felicíssima planejando que cosplay usar na virada do ano e ainda ironiza o apelido de "assassina", afirmando que a inspira.
Evidente que não a julgo, não sei o que houve entre os dois, muito menos posso afirmar que tal felicidade seja real. Mas a verdade é que sua ironia não deixa qualquer vestígio de, no mínimo, respeito pelo ocorrido. Independente da perseguição que deve ter sofrido depois do caso, nada justifica ironizar a situação de uma mãe gravemente doente e enlutada a qual há, mesmo que indiretamente, seu envolvimento.



É aí que aprendo que vingança, suicídio, choros, nada vale a pena por pessoas que um dia nos prejudicaram. Aprendo que ninguém está nem aí com os sentimentos alheios. Aprendo que nem todos pensam com altruísmo como uma parte de nós (graças a Deus, ainda!) pensa. Simplesmente, como num game, dão restart em suas vidas e procuram, pelo menos à sua maneira, ficarem felizes. Se é que pode-se ser realmente feliz e contemplado pela vida após deixar um rastro de tanta dor. Porque a vida real, creio eu, não há recomeços sem circunstâncias. Não deve haver, como nos games, um restart completo.

“Para o inocente, o passado pode guardar uma memória. Mas para os deleais, é só uma questão de tempo antes do passado devolver o que eles realmente merecem.” Revenge

Mas aprendo também que não cabe aos prejudicados se preocuparem mais com isto. Já basta o que lhe fizeram de mal. 
Por essa razão eu chamo de mau conselho. 
Estar bem não é a melhor vingança. Porque não se está buscando ficar bem por si mesmo, mas ainda vive-se em função do outro e do mal que lhe foi feito. É como um suicídio em vida.
Não existe uma melhor vingança.
O que existe é procurar viver bem longe dela. 
O ideal é seguir a vida de forma plena por sua própria causa, mudando completamente o foco. E fim.


Mi F. Colmán





















"Ou você segue a vida. Ou ela segue sem você". Ádila Cabral.

Nota: Os nomes citados são fictícios para proteger a identidade das pessoas mencionadas.




I´m bleeding, quietly living I´m living, quietly bleeding - Dominik
 renata massa