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03/02/2019

MEMÓRIAS PÓSTUMAS


Ninguém sabe o que é acordar todos os dias se sentindo uma pessoa inútil.
Ninguém sabe o que é acordar todos os dias e mentir pra você mesmo que “está tudo bem”.
Ninguém sabe o que é passar uma noite acordada estudando para uma prova, na qual você sabe que por mais que se esforce, você não conseguirá nem tirar a média.
Ninguém sabe o que é ter que aguentar as cobranças de notas ótimas, currículo impecável, vida social ótima.
Ninguém sabe o que é se esforçar para ser melhor, mas não conseguir.
Ninguém sabe o que é tentar todos os dias.
Eu realmente não aguento mais, não suporto mais, Eu sei que coisas lindas podem acontecer, mas não comigo! As coisas boas estão reservadas às pessoas perfeitas, eu sou cheia de defeitos e deficiências... sou cheia de lutas internas que não consigo ganhar.
A faculdade, a sociedade me levaram a isso. Eu me sinto sufocada no ambiente universitário, me sinto pressionada a todo momento, com medo e assustada. Me sinto incompetente por não conseguir ser melhor, por não conseguir ser boa o suficiente.
Quero pedir desculpas a todos que algum dia eu magoei, a todos que tentaram me ajudar. Não foi em vão.
Me desculpe mãe, por eu ser fraca e não conseguir suportar. Mas você também não se orgulharia da pessoa que eu estava me tornando. Uma pessoa insegura, medrosa, depressiva, frustrada.
Eu finalmente vou descansar.
“E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos” (Caio Fernando Abreu)
Isa

Isa não é um apelido fictício. Isa não é uma pessoa fictícia. Essa carta suicida quem dera fosse ficção. Ela me foi repassada por um de seus amigos há mais de um ano e há mais de um ano essa é a segunda vez que tive forças para ler e li apenas para digitar e publicar, porque ela ainda bate muito forte dentro de mim.
Conheci Isa num grupo de Magia Draconiana, nós duas éramos curiosas acerca dessa vertente. Ela, mais neófita do que eu (visto que não importa o quanto eu estude, sempre me considerarei uma eterna neófita, sempre há algo para aprender), sabia que eu lidava com a Magia do Caos e vinha no meu pv do whats sempre desesperada procurando por ajuda, procurando por um servidor que a pudesse ajudar com as provas da universidade, me pedindo para ajudá-la porque estava sem forças até mesmo para evocá-lo, energizá-lo, enfim... Era evidente que Isa não estava nada bem. Deixei claro que nunca tinha lidado com aquele servidor em especial, mas faria o possível para ajudá-la, ouvi durante madrugadas seguidas seu desespero por medo de “não atingir a média”, pelas exclusões e pressões que estava enfrentando.
Muitas vezes me vi em Isa. Isa não era nenhuma ignorante, era visível seu potencial.
Quem não era visível era ela.
Fizeram com que Isa se sentisse desse jeito, foram minando sua autoestima aos poucos por não possuir um dom muito útil de manipular e inflar egos de certos professores que parecem carecer disso.
Muitas e muitas vezes eu me vi como Isa, mas a magia, os Fraters e as sacerdotisas que conheço sempre me auxiliaram, me fazendo enxergar meu valor, por mais que o mesmo muitas vezes tenha sido arrancado de minhas próprias mãos. Isa poderia ter sido eu. Isa pode ser aquele (a) teu (tua) aluno (a) que nesse momento você ignora, Isa pode ser aquele (a) seu (a) filho (a) que você pressiona para ser o (a) melhor (visto que números não significam bosta nenhuma, muitas vezes “boas” notas não passam de pura memorização e não conhecimento desse sistema falho de avaliação), Isa pode ser o (a) seu (sua) colega que você exclui na hora de fazer trabalhos ou toma para si os méritos de seus trabalhos. Isa poderá ser você que acabou de entrar agora seja pelo SISU, PROUNI ou vestibular.
Isa ouviu muito que a meritocracia não existia, quando na real, foi é alvo dela por não ter as coisas boas reservadas que as “perfeitas” e “boas” têm como diz em sua carta. Isa tinha tudo para ter sim, “os mesmos méritos” de seus colegas, as pessoas “perfeitas” com as “melhores” notas, exceto apoio, proteção, oportunidades e privilégios destinados a poucos.
Isa poderia ter outros problemas? Óbvio que sim! Não seria mais um motivo para que tivesse algum olhar sensível, um único que fosse, para ser auxiliada com todos aqueles que conviviam com ela no seu dia-a-dia? Enfim... peço só que respeitem a memória de Isa, qualquer comentário desrespeitoso será devidamente excluído (minha moderação de comentários desapareceu, se algum (a) blogueiro (a) puder me ajudar com isso, agradeço).
Apenas desenterro essa carta para refletirmos, para lutarmos para não acabarmos como Isa e, acima de tudo, não sermos colaboradores para a existência de outras Isas.
Sermos esses últimos é não fazermos mais do que nossa obrigação. GRATA!

Paz, Luz e acima de tudo Consciência e Empatia, por favor.  

Millie Colmán


19/01/2016

Coerência pra quê?


















Coerência pra quê? 
Esta tem sido a frase que mais ouço / leio por aí, basta alguém demonstrar qualquer mudança de atitude ou opinião. A "coerência" para mim parece muito mais uma prisão ou desculpa para se alienar e não evoluir.

"Nossa, mas fulana era tãããão católica, como pode de repente 'ter virado' pagã?"; "Hum... Fulana 'se dizia' tãããão evangélica e agora está 'bancando' a ateia", "Você vai deixar a bruxaria para 'virar' crente, como pode isso?" (acabei de ver isso em um grupo de bruxaria), "Ué... Fulano não gostava tanto daquele curso, resolveu mudar por quê?" "Eles se separaram? Não acredito! Parecia um casal tão feliz..."; "Como? Fulano agora é de esquerda ou 'virou' coxinha?" Estes são só alguns exemplos das frases com que me deparo e muitas acompanhadas de um sarcástico "Quem diria..."



O mais estranho da cobrança da coerência é perceber que as pessoas que a exigem são as primeiras a apontarem o dedo impetuosamente, cobrando que as demais reconheçam seus erros. Ué... Se alguém errou, se arrependeu e resolve mudar, torna-se, nesta lógica, uma pessoa totalmente incoerente! Afinal, "coerência é tudo" e ser coerente é significado de ser irredutível.
Quem defende a teoria da coerência automaticamente não admite que pessoas e situações possam mudar. E automaticamente, não pode crer no perdão e no progresso. Muito menos cobrar que lhe perdoe ou o que quer que seja de alguém.
Aliviada e com orgulho, afirmo: Não tenho o menor compromisso com essa tal coerência aí. Nunca fomos íntimas. Sou tão descompromissada com a mesma que já cheguei a detestar legumes e verduras e hoje não vivo sem brócolis. Só para vocês terem ridiculamente uma vaga ideia, porque claro, quem me conhece sabe que vou muito mais além do além que alguém possa imaginar.
Nada que eu decido mudar, me arrependo. Quando surgem as experiências, sejam elas boas ou ruins, cotidianas ou marcantes, sem exceção me trazem sabedoria. Aprendo com tudo e todos a cada dia que acordo neste planeta. Não me envergonho nem um pouco de mudar de estilo, de crença, de ideia, ideais... 
Mudo muito, mudo tudo. Mudo muito e tudo mesmo! 
Não existe nada mais fantástico do que viver cada dia de uma vez e não saber o que esperar por ele! 
Nada como viver eternamente no imprevisível.




E diante dos fatos, deixo o questionamento para a vida: 

Coerência pra quê?



Mi F. Colmán


Algumas notas


- Sou e continuarei por tempo indeterminado sendo a blogueira que responde a cada comentário. Mas... no atual momento, alguns comentários já ficaram obsoletos e certamente seria uma grande perda de tempo respondê-los. Sem contar que isso atrasaria (ainda mais!) minha presença aos vossos espaços. Por este motivo, resolvi dar prosseguimento ao hábito a partir do post anterior.

- Tenho recebido sugestões inbox para as mudanças que pretendo fazer em relação ao conteúdo do Rivotril com Coca-Cola. Todas as sugestões estão sendo lidas com muito carinho e, se acatadas, podem resultar em um segundo blog. Não que o Rivotril tenha compromisso com a coerência, mas mudaria totalmente sua proposta com o que algumas meninas tem me pedido.

- Muito obrigada de coração a todos vocês que acompanharam minha trajetória estudantil de 2015 e me apoiaram! É com muita alegria e orgulho que anuncio minha 3º posição no curso de Pedagogia pela Federal! Uhuuuul! \0/ 

- Finalizando as notas, fica registrado meu agradecimento especial à querida colega e amiga Roselia Bezerra, que me presenteou com um belíssimo cartão de Natal, o qual só pude agradecer agora por motivos de... Sou uma preguiçosa para abrir caixa postal. Valeu Roselia! Te adoro muitão!

E vamo que vamo! A gente se vê! ;) 



17/11/2015

Vestibular ou ENEM?





















Respondo sem hesitar: Vestibular.
E antes que me perguntem: Não, eu não fui mal no ENEM. Muito pelo contrário, gabaritei até Física na prova de Ciências da Natureza, algo que parecia inatingível à uma pessoa de Humanas.
Entretanto, se tiver que avaliar friamente as duas opções, fico totalmente com a primeira e explico qual é minha "bronca" com o ENEM.
Não percebi na maratona de dois dias, onde tivemos um total de 11 horas para dar conta de 180 questões, mais uma redação (cujo mistério do tema fez com que a maioria atingisse picos de ansiedade), um exame que testasse nossa capacidade sobre o conteúdo adquirido no Ensino Médio. Foi praticamente inevitável não comparar as tardes daquele final de semana com as provas de resistência do BBB.
Sim, o "Exame Nacional do Ensino Médio" é muito mais uma prova de resistência do que de inteligência. Vence o aluno que tem mais agilidade, frieza e conhecimento de assuntos de cunho social. O que a princípio não parece ruim. Mas na prática "não é bem isso". 
Fiz curso preparatório o ano todo e, francamente, pouco (ou quase nada) pude aproveitar de tudo o que estudei neste período. Não tem nada a ver por ter sido um curso do Estado, alunos que fizeram Anglo e outros cursinhos renomados dividiram comigo a mesma impressão. 
O ENEM apresenta questões longas e cansativas (já mencionei que o intuito é a resistência) abordando os conteúdos superficialmente. Fatos muito mais do cotidiano do que do Ensino Médio em si. Ao contrário do vestibular tradicional, o ENEM não exige que se domine completamente as disciplinas. É muito mais domínio próprio e "macetes". Diante daquelas provas, senti que uma grande porcentagem dos meus estudos eram "inúteis" e "obsoletos". A minha "sorte", digamos assim, é que sempre fui uma pessoa muito atualizada e interessada em temas sociais, porém, mesmo prestando com tranquilidade (fazendo a diferença de acho que quase todos ali), não me saí melhor por falta de "forças" no último dia.
O tema da Redação considerei facílimo e tenho absoluta certeza que fui excelente, mas, ao final de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias, apesar de achar assuntos bem interessantes, minha visão já escurecia, literalmente. Foi quando caí em mim que o exame era acima de tudo, para quem tem uma excelente saúde. Cansaço mental da prova, tanto a que estava em mãos quanto a do dia anterior e pressão baixa tomaram conta de mim.

















Isso porque não me descuidei, procurei dormir e me alimentar super bem. Quando cheguei em Matemática e Suas Tecnologias, disciplina que tenho consciência não ser o meu forte, já estava só o pó. Porém, percebi que insisti bem mais do que muitos, fui uma das últimas a sair da sala. Exausta e só querendo meu chuveiro e minha cama.
Revendo tudo isso, acho o vestibular muito mais justo, onde quem adquire boa nota é quem assimilou o conteúdo REALMENTE ESTUDADO durante o Ensino Médio e cursinho. Além de que o foco é bem mais centrado no que o aluno decidiu cursar.
O que aprendi em geral com estas experiências é que a sociedade tem a intenção de formar pessoas razoáveis.
Exato. Razoáveis.
Durante este ano que passou, eu me dediquei feito uma insana em disciplinas que não domino, não me atraem, nada têm a ver comigo e que jamais poderei ser um gênio por mais que me esforce. E as que domino, que tenho muito potencial para poder sim, sem modéstia, atingir a genialidade, acabei enfraquecendo e ficando "na média". Ainda bem que não permito me resumir como pessoa e futura profissional me baseando nesse tipo de processo seletivo.
E eis aqui registrado meu (inútil) protesto por um ensino que incentive menos mentes medianas e mais mentes geniais.

Mi F. Colmán



09/11/2015

A culpa é das estrelas?


Semana passada surgiu uma "polêmica" nos bastidores da escola de uma educadora que conheço. Uma crítica de uma professora de Literatura a outra professora de Literatura. O motivo: a indicação de leitura de A Culpa é das Estrelas de John Green.
Eu não sou, particularmente, fã de John Green. Na real, não curto mesmo o trabalho do citado autor, mas conheço diversas pessoas que amam. Entendo que alguns professores ainda são muito tradicionais e compreendo também que o desejo que eles possuem é o de preparar alunos do Ensino Médio para vestibulares que exigem a leitura dos clássicos.
Esta última já torna a situação um pouco problemática. Penso que educadores em geral não deveriam ter como prioridade apenas formar "acadêmicos em potencial". Em um país onde a leitura ainda é pouco valorizada, a prioridade deveria ser o de formar leitores.
Esta situação me fez lembrar de um texto escrito pela blogueira Lorena Vieira em um grupo do Facebook ano passado:

"Gente, eu sei que isso não tem muito a ver com o grupo, mas vim aqui para ver se algumas pessoas que trabalhem em escolas, leiam este meu post.
Bom, todo mundo sabe que o povo brasileiro não costuma ler muito, muito menos aqueles livros que as professoras passam em sala de aula. Eu não gosto, mas leio para não tirar nota baixa. 
Mas eu gostei muito da iniciativa que uma bibliotecária minha teve na minha escola, coisa que eu não vi em nenhuma outra na minha cidade (ser humano, se isso acontece na sua escola, bom pra você).
Para incentivar a leitura, a bibliotecária decidiu, ao invés de ficar comprando esses livros que ninguém lê, comprar os mais populares que está todo mundo lendo e querendo. 
Ela começou a anotar em uma listinha os livros que a gente queria ler. E sempre que a verba chegava e ela terminava de comprar os livros que a escola pedia para comprar, com o restante do dinheiro ela comprava os livros da lista.
Só para vocês verem, quando essa bibliotecária começou a fazer isso, a biblioteca ficava cheia de gente querendo ler! 
Pois lá tinha Percy Jackson, Jogos Vorazes, Os imortais, A Mediadora, Harry Potter, Maze Runner e muitos outros. 
Os livros nem paravam na biblioteca, você tinha que reservar o livro e geralmente sempre tinha uma pessoa que havia reservado antes!
Bom, quando essa bibliotecária saiu, isso parou de acontecer (triste), porém, seria muito bom se alguns educadores que estivessem aqui, pudessem indicar essa ideia em suas escolas. Com toda certeza incentivaria a leitura!
Eu fiz este post só para dar a dica mesmo, porque na escola aonde eu faço curso, a biblioteca é igual ao que era a da minha escola antes da nossa bibliotecária predileta inventar de fazer isso". Lorena Vieira


O que ela fez foi um verdadeiro apelo ao pessoal da Educação e acredito que tal apelo deveria ser atendido.
É óbvio que os clássicos não podem ficar de fora, porém, creio ser desnecessário afirmar que a leitura dos mesmos é um pouco difícil para quem está começando, principalmente aqueles que não tiveram incentivo à leitura em casa.
Eu tive muito incentivo na infância e de cara curti os clássicos, principalmente do Realismo como Memórias Póstumas de Brás Cubas e O Ateneu, entretanto, tenho plena consciência que faço parte de uma minoria.
Muitas pessoas que conheço relatam o mesmo drama que Lorena, de terem lido os clássicos por obrigação e, infelizmente, uma boa parte destas pessoas sentiram-se totalmente desestimuladas e hoje afirmam ter aversão à leitura.
Por outro lado, conheço pessoas que começaram com HQ´s, mangás e hoje leem de boa um Os Lusíadas, por exemplo.
E também me pergunto o porquê de tamanho preconceito com autores contemporâneos. Teriam eles menor valor por terem um vocabulário mais moderno? 
Isso é algo que deveria ser revisto. Pelos futuros leitores e também, autores.


Mi F. Colmán


Sugestão de leitura: O hábito de ler por Taís Luso de Carvalho.

17/10/2015

Sobre legados e ser alguém na vida

























Às portas do ENEM e navegando pelo Facebook vemos diversas coisas, desde a ansiedade exacerbada dos estudantes quanto frases motivacionais contra desistências. E tudo isso me fez pensar a respeito da velha história do antes de morrer ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore, acredito que não necessariamente nesta sequência. E a necessidade do ser humano de "ser alguém na vida" e deixar um legado.
Um colega do cursinho, que está super pressionado e nervoso, estes dias me falou, com ar de crítica, por não parecer tão encanada quanto ele: 

"É Mi, uma prova básica né? Só depende o... teu futuro!" #MusiquinhaDoPsicose

Dei uma risada sem graça ao invés de soltar meu verdadeiro pensamento, no perigo do cara ter uma síncope:

"É sério isso?"





















É sério isso? 


















Sim, é sério. É muuuito sério! As pessoas acreditam e querem nos fazer acreditar que sim. Que nosso futuro se resuma a um exame e como se a próxima chance de fazê-lo será, sei lá, na próxima Superlua com um eclipse.


Como boa aluna que fui nunca perdi o ano, portanto, não sei qual a sensação de reprovar (certamente saberei agora, hahahaha!), no entanto, como ser humano, já tive inúmeras perdas e em nenhuma delas lidei como se tivessem o poder de arruinar a minha vida. 
Acreditar em recomeços, não acreditar que exista tempo perdido porque tudo é válido como aprendizado e seguir adiante não é romantismo, é simplesmente não permitir o rótulo e o sentimento da palavra fracasso.

"Eu não fracassei, apenas encontrei 10.000 soluções que não deram certo". Thomas Edison à respeito do aperfeiçoamento da lâmpada elétrica.


É nessa vibe que tenho procurado viver, em tudo. Não somente em algum exame, mas em todos os desafios que a vida me coloca frente a frente. Eu simplesmente me permito errar, me permito falhar e não encaro estas experiências como fracassos. Jamais o farei. Se não estou seguindo o ritmo da grande maioria, reconheço que não sou a grande maioria e isso, de verdade, não me incomoda. Aceitar que posso ser diferente me dói menos.















A real é que minhas prioridades são e sempre foram outras. Claro que almejo uma vida confortável e um bom cargo, quem nunca? Porém, não será isso que me definirá como "alguém na vida". 
Alguém na vida eu fui, sou e serei.
Sou alguém na vida cada vez que tenho a capacidade de oferecer uma palavra de consolo, um abraço a alguém em um momento de luto, uma atitude nobre em determinada ocasião. 
Sou alguém na vida quando consigo superar ou contornar uma situação difícil, quando ultrapasso o que até então acreditava serem minhas limitações. 
Sou alguém na vida quando dou exemplo de tolerância, respeito ao próximo e não firo meus valores éticos e morais. 
Sou alguém na vida quando mesmo doente ou deprimida, consigo arrancar o sorriso de outra pessoa. E não é pieguice não! É a vida de verdade. Por este motivo, escolherei uma profissão em que possa ser alguém na vida de alguém. Eis a única certeza que trago comigo. 
Legados? Confesso que nunca plantei uma árvore e se acontecer o livro e o filho, estejam certos que farei o possível para que ambos possam levar adiante os princípios que eu acredito. Do contrário, minha existência aqui na Terra terá sido vã.
Certa vez assisti a um desses vídeos de autoajuda que trouxe à tona o questionamento: "Você já parou para pensar como será lembrado?" 
Eu não preciso planejar grandes coisas, fazer grandes feitos para ser lembrada pelo mundo todo. Prefiro ser lembrada e admirada pelas pessoas que realmente me amam e se importam comigo. Portanto, não preciso esperar a morte para que isso aconteça.

Mi F. Colmán

















E você? Traz o legado de alguém da família que  socialmente falando nunca foi "alguém na vida?" Vale aquela receita de bolo da avó.

22/09/2015

Verbo da vez: Pro-cras-ti-nar!





























Esta semana que passou dei por falta de dois colegas que estavam sempre presentes nas aulas do cursinho. Na real, estou dando por falta de vários que agora, na reta final, estão desistindo. Mas cito os dois por terem se tornado grandes companheiros.
Na tarde de quinta-feira, recebi uma mensagem pelo Whatsapp da garota: "Mi, você ainda está indo ao cursinho? Eu não consigo mais, o problema que também não estou conseguindo estudar em casa!"
Minha resposta foi que sim, continuo indo (embora, cá entre nós, eu muitas vezes "nem esteja lá") e aconselhei que tentasse vídeo aulas.
"Ah, mas nas vídeo aulas sempre acabo me distraindo e abrindo outras abas".
Sábado, encontrei o outro colega no supermercado que me fez a mesma pergunta, se ainda estava frequentando o curso. Respondi que sim.
- Pois é... - falou coçando a cabeça. - Falta tão pouco para o ENEM e eu não consigo estudar em casa. Tento estudar pelas vídeo aulas do Youtube e quando vou ver, já estou lá no Whatsapp.

O que posso dizer? É vero!


Muitas vezes, mesmo com o professor me mandando abraços no meio do aulão virtual de Física, lá estava eu com a aba do Facebook aberta me distraindo com mediocridades. Ou repassando imagens engraçadas pelo Whatsapp. Sim, o Facebook e o Whatsapp em seus 98% de coisas é super medíocre e não dá para entender como nosso cérebro pode ser um imã para tanta besteira.




Esta imagem me define

Descobri que isto se chama procrastinação.
No ato de procrastinar, procuramos por uma falsa zona de conforto para deixarmos para depois o que é de mais importante em nossas vidas. E estas redes sociais são ferramentas excelentes para fortalecer isto.
Estou frequentando assiduamente o cursinho, mas não significa que não esteja procrastinando.
Detesto colocar a culpa em alguém e não o farei de forma alguma, afinal, somos todos já adultos a caminho da universidade. Porém, faz falta uma pressão de um professor que dá prazos e você sabe que levará esporro se não entregar os trabalhos nos devidos prazos. Como aprendi e me aprimorei em Matemática e outras matérias que tinha certa dificuldade durante o Ensino Médio exatamente por causa disso!
O curioso que sempre fui autodidata em Disciplinas que amo como Filosofia, Literatura, Biologia... E ultimamente, vejo-me procrastinar inclusive nas coisas que amo.
 
 Não consigo me concentrar para ler um bom livro, para revisar e dar continuidade aos meus escritos e acreditem, foi uma luta muito grande desafiar uma tela em branco para estar aqui, agora, escrevendo justamente sobre a procrastinação.
Normalmente estou no Whatsapp, Facebook ou jogada na cama assistindo maratonas de séries.
Vejam bem, eu não sou nada contra a pessoa relaxar, adiar algumas coisas, dar uma enrolada mesmo, porque todos precisam de uma tecla "pause" na vida de vez em quando para evitar o estresse. O problema é quando isso se torna uma constante.
 
 
Resolvi HOJE sair da procrastinação. Exatamente, SAIR e não LUTAR CONTRA. Sou radical, precisa ser 8 ou 80. Esse negócio de ir largando as coisas aos poucos não funciona comigo.
Não vou desligar o pc e nem o celular. Não são eles que precisam de controle.
 
Mi F. Colmán 

Nota: Aos que seguiam o Rivotril com Coca-Cola pelo Facebook devem ter percebido que a fan page sumiu. Meu perfil foi denunciado como FALSO (isso mesmo, FALSO!) e infelizmente, a equipe do Facebook está acatando a denúncia como tal. Mas já estou tomando providências para recuperá-lo. Sinto pelo transtorno e agradeço a compreensão. Quem quiser algum contato pelo Face estou com um perfil temporário com o nick Millie Colmán.


21/03/2015

Vida real x Vida virtual


O trocadilho com o nome do blog na imagem foi só para descontrair. Mas na verdade, acaba sendo assim mesmo.
Temos nossas prioridades e opções, porém, é preciso ter em mente que não podemos, de modo algum, tratar como opção o que é prioridade.
Curioso que ao acessar o Facebook hoje li um experimento que foi (ou está sendo, não li a matéria, apenas o título) feito na Austrália, onde pessoas são desconectadas e "obrigadas" a viver a vida real.
É curioso como há essa separação ainda. 
Eu estou aqui, atrás do pc, escrevendo para muitas pessoas às quais não tenho ideia que irão acessar. 
Mas também estou escrevendo conscientemente para pessoas as quais já tenho um convívio e afinidade que sei que lerão e comentarão este texto. Seja pessoas que conheci através da blogosfera, o falecido Orkut que em paz descanse ou em algum grupo que eventualmente eu tenha conhecido do Facebook e ganharam minha confiança ao ponto de eu mostrar a elas o meu blog. 
Estou escrevendo agora exatamente para estas pessoas e não me restam dúvidas que são reais. 
Tudo isso é real! 
É tão real que, ao contrário do que chamam de "vida real" que quando eu "desapareço" ninguém está nem aí comigo, aparece alguém se mostrando preocupada com minha ausência. Como isso não pode ser honesto e realista?
Lógico que é.
O motivo de minha ausência, para alguns que ainda não sabem, se deve aos estudos para prestar ENEM e vestibulares federais. 
Para as pessoas que não participam da minha "vida virtual" esta é a prioridade agora. 
Mas eu afirmo que não. 
Minha mãe sabe que não, inclusive, ela mesma me incentiva a não abandonar minhas revisões e minhas criações ainda não finalizadas. E me dá a maior força com o blog, desde o anterior.
Meus blogs foram criados com o intuito de divulgar minha carreira literária que, para muitos pode ser utopia, não para mim.



Eu tenho como objetivo publicar um livro e não como um "delírio" ou algo que "eventualmente" possa acontecer. 
Meu objetivo de publicar um livro é tão importante quanto ao de ingressar em uma universidade. As duas coisas são prioridades na minha vida e isso fica evidente até nos contatos ricos que estão se fazendo presentes, já que a blogosfera deixou há tempos de ser tão somente um veículo de divulgação artística.
No meu cronograma de estudos estão incluídos os horários que devo me dedicar à vida literária também, afinal, não deixa de ser um treino prazeroso da Língua Portuguesa. 
Minhas expectativas quanto à minha carreira literária é igualmente à universitária: não sei se ocorrerá este ano, só sei que não vou desistir.
Acredito que chegará um dia que as pessoas não farão mais esse separatismo e terão consideração tanto pelos que estão ao seu redor fisicamente quanto aos que estão do outro lado da tela, em algum lugar deste ou de outros países, com os pensamentos conectados entre si.

Mi F. Colmán



Nota: Algumas pessoas que me tem como contato no Facebook talvez perceberam que possuo dois perfis. 
Bem, eu quis separar um perfil "virtual" com um "pessoal". 
Hoje acho pura idiotice e só não deleto o "pessoal" (que é o mais impessoal) porque estou em um nível bem alto no Trivia Crack (aplicativo o qual vale um post adiante) e não quero perdê-lo.

I´m bleeding, quietly living I´m living, quietly bleeding - Dominik
 renata massa