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31/05/2015

O filme que me marcou - BC Maratona de Maio

Acredito que todos nós tenhamos uma lista básica de filmes que nos marcaram e, portanto, não nos parece fácil escolher apenas um deles.
Porém, acredito que quem curte a subcultura gótica, O Corvo seja um ícone eterno em nossas vidas.


"Se as pessoas que amamos são tiradas de nós... O jeito de mantê-las vivas é continuar amando-as. Prédios queimam, pessoas morrem... Mas o amor verdadeiro, é para sempre."
















A grande maioria possui um preconceito ou uma visão muito deturpada da subcultura gótica. Imaginam que são apenas pessoas sombrias que se limitam a vagar pelos cemitérios. Desconhecem a vasta cultura literária e musical que nós possuímos. E também, o lado da sensibilidade que é pouco divulgado.
Este filme quebrou bastante este estigma de que gótico é ser trevoso. Góticos possuem imensa admiração pela poesia maldita, mas também, inclusive aqui no Brasil, cultuam como ídolos os poetas da Segunda Fase do Romantismo, em especial, Álvares de Azevedo.
E para demonstrar que gótico não é sinônimo de baixo-astral ilimitado, há frases motivadoras como a do personagem Eric Draven interpretado pelo saudoso Brandon Lee.

"Não pode chover o tempo todo..."

Para este filme que tem o dom de me marcar até hoje, deixo para vocês dois vídeos. O primeiro é o tema principal da trilha sonora (que inclusive tem como título a frase de Eric Draven) da cantora Jane Siberry. Prestem atenção à letra (é linda!), o vídeo está legendado em espanhol e por isto repasso a tradução logo abaixo.


"Nós andamos por um caminho estreito, abaixo das fumaças dos céus.
Às vezes você mal pode dizer a diferença entre a escuridão e a luz! 
Você tem fé no que você acredita?
O teste verdadeiro vêm quando nós não podemos,
Não podemos ver!"

Eu escuto os pés esmagadores nas,
Nas ruas abaixo, e a,
E a mulher chorando e as,
E as crianças sabem que há,
Que há algo errado,
E é difícil de acreditar que
O amor irá prevalecer!

Oh, Não pode chover o tempo todo,
Os céus não cairão para sempre!
E mesmo que a noite pareça longa,
Suas lágrimas não cairão para sempre!

Oh, quando eu estou sozinha, deito acordada à noite 
E desejando que você estivesse aqui! 
Sinto sua falta.
Você pode me dizer se há algo a mais para eu acreditar?
Ou isso é tudo o que há?

Sobre os pés esmagadores, nas,
Nas ruas abaixo, e a,
E a janela se quebra e,
E uma mulher cai, há...
Há algo errado, é...
É tão difícil de acreditar que o amor prevalecerá!

Oh, Não pode chover o tempo todo,
Os céus não cairão para sempre!
E mesmo que a noite pareça longa,
Suas lágrimas não cairão, suas lágrimas não cairão, suas lágrimas não cairão...
Para sempre!

"Na última noite eu tive um sonho.
Você veio em meu quarto, me pegou em seus braços.
Sussurrando e me beijando, e me falando para ainda acreditar.
Dentro do vazio da cidade em chamas,
De que nos defendemos do mais obscuro do que nós mesmos.

Até que eu me senti segura e aquecida,
Eu sinto como se dormisse em seus braços!
Quando eu acordo, eu choro novamente por você ter partido!
Oh, você pode me escutar?"

Oh, Não pode chover o tempo todo,
Os céus não cairão para sempre!
E mesmo que a noite pareça longa,
Suas lágrimas não cairão para sempre!
Oh, Não pode chover o tempo todo,
Os céus não cairão para sempre!
E mesmo que a noite pareça longa,
Suas lágrimas não cairão, suas lágrimas não cairão, suas lágrimas não cairão...
Para sempre! 


O próximo vídeo é um Tributo a Brandon Lee que faleceu em circunstâncias misteriosas durante a filmagem aos 28 anos de idade. O vídeo reúne as melhores cenas do filme e tem como fundo musical a canção Close to the flame, da minha banda finlandesa do coração HIM.


"No passado, as pessoas acreditavam que, quando alguém morria, um corvo carregava sua alma para a terra dos mortos. Mas às vezes, acontece algo tão ruim que uma tristeza terrível é levada junto com a alma, e a alma não consegue descansar. Então, às vezes, somente à vezes, o corvo consegue trazer a alma de volta para resolver o que está errado... 
Se duas pessoas realmente se amam, nada pode mantê-las separadas. Nada."















Mi F. Colmán

Encerro com um pouco de atraso, (mas a tempo!) a BC Maratona de Maio de Alê - Bordados e Crochê e Meus Devaneios Escritos.

19/05/2015

Paisagem que me inspira
























Se eu disser a vocês que não sou uma pessoa muito chegada a paisagens, pensarão que sou um ET?
Pois bem, não sou o tipo que se concentra em paisagens. Claro que gosto de estar em lugares bonitos, porém, não é isso que afetará meu humor. Ele depende muito mais de dentro para fora do que o oposto. Posso estar em um lugar onde todos considerem péssimo e estar bem comigo mesma.
Não tenho a urgência de ir ao campo ou à uma praia deserta quando preciso relaxar. Assim como posso me divertir tanto em uma balada cheia quanto em uma mesa de pizzaria com poucos amigos.
O que curto contemplar são cemitérios. Cemitérios são inspiradores, na verdade, as maiores inspirações que tive das minhas estórias já escritas foram inspiradas em visitas a eles. Ou simplesmente visitando-os em minha imaginação. Esta última sim, me leva longe.
Caminhar pelo cemitério pode ser uma excelente terapia. Embora seja um local de tristeza, é de reflexão, onde o orgulho, a vaidade e todos os sentimentos mesquinhos se resumem ali. Todos vamos, inevitavelmente, dar de cara com a morte um dia.
Fico também fascinada com a arte dos cemitérios. Um dos meus sonhos turísticos é conhecer o Père Lachaise em Paris, onde Jim Morrison e outros nomes conhecidos foram sepultados.
Mega atrasada na BC Maratona de Maio da Alê e da Silvana, declaro que a paisagem que me inspira é a que fica entre as lápides e túmulos. Entre a vida e a morte. 
Ou a outra vida, ainda desconhecida.


Mi F. Colmán




I´m bleeding, quietly living I´m living, quietly bleeding - Dominik
 renata massa