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05/01/2016

Feliz Ano Velho

Começando o ano com a primeira atitude de passar vergonha com estes rabiscos coragem e desejar um Feliz 2016 mostrando a minha própria letra.

Oi genteeeee!!! 
Depois de um tempão com a placa mãe dentro de uma estufa, eis que meu laptop ressuscitou ao 4º dia e me trouxe de volta à blogosfera, junto de vocês. Uhuuuuullll!!! \0/


Respirando fundo... Contendo a empolgação.



Como perceberam pela primeira imagem (espero que não tenha chocado muito), resolvi entrar 2016 sem medo de pagar micão ser feliz! hahahaha!

Bom... Eu prometi a mim mesma e decidi que não ia fazer textão (sei que maioria da galera da internet DETESTA textão), mas como eu sou eu e quem conhece a Mi sabe como isso é dificílimo de acontecer, portanto esta decisão foi...



Sem enrolação e tentando sinceramente fazer com que este post não se torne imenso, usei o título do livro do Marcelo Rubens Paiva (super recomendo para quem ainda não leu) para lacrar o ano de 2015 e inicar o de 2016.
Felizmente, é impossível entrar em 2016 sem relembrar tudo o que aconteceu em 2015. O ano que passou foi para mim de tantas mudanças, superações e transformações que posso dizer com total propriedade que foi o ano mais dureza, mas também o mais gratificante e agitado que já tive em minha vida.
Em 2015 EU NÃO CONSEGUI SENTIR TÉDIO! (a cor atual do meu cabelo reflete isso, eu tinha que colocá-la aqui, rs). E para quem me conhece, sabe o quão difícil é esta proeza!
Ultrapassei obstáculos que em 2014 nem sonharia ultrapassar, venci barreiras em meu cotidano que considerava antes impossíveis e sei que ao contrário de muita gente que prefere ouvir falar do capeta do que de 2015, seria injusto dizer que tenho sérias reclamações dele e que não ficará marcado para o resto de minha vida.
Conheci tantas pessoas interessantes no ano que passou, tanto real quanto virtualmente (não posso deixar de lembrar que 2015 foi o ano do Rivotril com Coca-Cola!!! Aeeeeeee!) e que já se tornaram parte bem importante da minha vida. Tenho certeza que uma boa parte dessas pessoas estão lendo esse texto agora (que sei, já virou textão! Fail!). E tive tantas experiências, algumas extremamente malucas e corajosas, que fecho 2015 com um enoooorme orgulho de mim mesma. Claro que como todos tive meus problemas (alguns bem sérios) e continuo tendo, porém, sem querer bancar a good vibes, não vejo muito sentido em contabilizar só coisas difíceis e ruins, até porque comparado a tudo de bom e transformador que me aconteceu, saem perdendo e perdendo feio!

O que será de 2016? 



Não sou uma pessoa de traçar metas de virada de ano e nem estou agoniada em querer apressá-lo. Vou deixar acontecer. Tenho, por hora, apenas refletido sobre algumas mudanças no meu blog. 
Não, ainda não será o ano que pagarei por domínio ou layout (francamente acho que isso nunca vai acontecer), até porque, geral está me incentivando a um canal no Youtube do que continuar investindo aqui, que "já era". A questão é... geral não tem noção do quanto ainda, por enquanto, me é desconfortável gravar vídeos. Nem Snapchat eu tenho! E do quanto de $$$ precisaria investir em um bom equipamento para oferecer a vocês bons vídeos. Na boa gente, cês num tem noção das câmeras podres que possuo, aliás, acho que dá para ter uma certa noção pelas imagens de arquivo pessoal. :P 
Sem pretensão de me alongar (mais), espero que 2015 tenha sido um ano tão proveitoso para todos quanto foi para mim e se a recíproca não for verdadeira, tem 2016 aí adiante. Afinal, mudanças ocorrem em nossas vidas quando a gente menos espera e principalmente, quando batalhamos hard por elas.
Meus mais sinceros votos personalizados de 2016, sabendo que corro o risco de ser zuada por essa letra horrível, a qual tenho absoluta certeza que pode ferrar comigo nas notas de redação por aí afora. rs.
Falando sério, de coração, eu pensei em como iniciar 2016 de um jeito diferente e honesto e lembrei da hashtag #ALetraDasPessoas. Portanto, meus votos a que tenham um ano incrível são tão verdadeiros quanto estas letras são minhas. E elas vieram de uma tarde TODA de trabalho árduo para ficarem "apresentáveis" (detalhe para a folha amassada de tanto treino).
Apesar de geral falando contra, não via a hora de retornar.
E retornei no segundo dia útil do ano, em plenas férias e em tempo para colocar tudo em dia e atualizar aqui, mesmo com muitos mais contras do que prós da geral. Mas geral não viu que já atingi 100 pessoas! E isso me deixa muuuito feliz! Vejo que estamos indo muito bem, obrigada. :)))))
Grata pela consideração das pessoas que me leem e me seguem, pretendo a partir de agora ser mais presente e ativa na blogosfera. Um de meus planos (que nem faço, mas não quer dizer que não me vem alguns na cabeça) para 2016 é investir pesado na Literatura e o blog não pode ficar de fora.

Tudo de bom para vocês. Saudades infinitas. Fiquem bem!




Mi F. Colmán

Para finalizar, na verdade começar, com chave de ouro, deixo uma das músicas que não saem dos meus fones.

"Eu vou viver como se não houvesse amanhã, como se não houvesse amanhã..." ♫♫♫

27/09/2015

Este é um mundo selvagem (laços que se afrouxam)
















E de repente a noite invade o dia
E já é madrugada.
O silêncio é rompido pela música que já não faz mais tanto sentido como fazia antes.
E de repente a melhor amiga que passava as madrugadas conversando no Twitter, hoje não passa de apenas mais um avatar entre seus contatos.
O garoto que era inteligente e tinha tudo para ser um sucesso, o qual te incentivou a estar aqui hoje, desistiu de si próprio, evidenciando a inexistência do livre arbítrio que os calvinistas há séculos desmistificaram.
A melhor amiga que vivia ao seu lado agora parece uma estranha. E só restou um misto de inimizade e indiferença.
E não há como falar a respeito porque hoje já não há mais aquela pessoa distante com a qual você possa desabafar tudo. Sua família cresceu, ela tem outros interesses e as coisas entre vocês parecem muito distantes. Talvez ela deixou de te considerar especial
porque você deixou de ser aquilo que costumava parecer ser e isso a decepcionou, por mais que negue incontáveis vezes.
E assim segue a vida.
Os laços se afrouxam.
Os sentimentos vão enfraquecendo até esmorecerem.
E o assustador que isso não parece ser ruim.
Parece ser o normal.
Como dizia o poeta Renato Russo
"E o tempo vai levanto tudo embora..."
Porque oh baby, baby, este é um mundo selvagem...


Mi F. Colmán



Agora que perdi tudo para você.
Você diz querer começar algo novo.
E isso está partindo meu coração,
Você está indo embora.
Amor, estou lamentando
Mas se você quer partir, tome cuidado.
Espero que tenha muitas coisas bonitas para vestir.
Mas muitas coisas boas se tornam ruins lá fora.
Oh amor, amor
É um mundo selvagem.
É difícil sobreviver apenas com um sorriso.
Oh amor, amor
É um mundo selvagem.
Sempre lembrarei de você,
Como uma criança, garota.
Já vi muito do que o mundo pode fazer.
E está partindo meu coração em dois.
Pois nunca quero te ver triste, garota.
Não seja uma garota má
Mas se você quiser partir, tome cuidado
Espero que faça muitos bons amigos lá fora.
Mas apenas lembre-se que existe muita maldade
E tenha cuidado.
Oh amor, amor
É um mundo selvagem.
É difícil sobreviver apenas com um sorriso.
Oh amor, amor
É um mundo selvagem.
Sempre lembrarei de você,
Como uma criança, garota.
Amor, eu te amo.
Mas se você quiser partir, tome cuidado
Espero que faça muitos bons amigos lá fora.
Mas apenas lembre-se que existe muita maldade
E tenha cuidado.
Oh amor, amor
É um mundo selvagem.
É difícil sobreviver apenas com um sorriso.
Oh amor, amor
É um mundo selvagem.
Sempre lembrarei de você,
Como uma criança, garota.

09/08/2015

O pai que nunca existiu


Acomodado desajeitadamente no braço do sofá e ignorando tudo ao seu redor, cabisbaixo, quase "enterrava" o rosto no smartphone enquanto digitava. A franja caindo no olho não podia ocultar o rosto inexpressivo.
- Parece muito ocupado. - observou Cláudio sentando-se no sofá ao lado, procurando, mesmo que achando em vão, uma proximidade.
A resposta que obteve foi uma leve e ligeira erguida de sobrancelhas.
O conflito de gerações era inegável e mesmo respeitando e sentindo que pudesse estar sendo inconveniente, não queria se dar por vencido.
- Achei que fosse almoçar na casa de seus pais hoje.
- Por quê? - foi a pergunta lacônica.
Encorajado a emendar a conversa, afinal, não era sempre que tinha essa abertura contra seu pior rival, o aparelho, ajeitou o corpo para a frente, para ficar ainda mais próximo e afirmou:
- Hoje é Dia dos Pais.
- E? - indagou com indiferença sem mover um músculo além dos dedos inquietos.
Claudio respirou fundo antes de prosseguir naquilo que considerava quase uma missão.
- E... - disse meio desconcertado. - E achei que fosse almoçar com seu pai hoje.
- Achou errado.
O silêncio de indiferença, agora tenso, tomara conta da sala.
- Vini...
Foi interrompido por um "shhh".
Percebendo que sua presença e principalmente sua conversa eram dispensáveis, Claudio levantou suspirando de cansaço e deu as costas, afastando-se e desistindo de tentar um diálogo. Foi quando teve os passos interrompidos pela voz atrás de si:
- Ele me ligou, me enviou mensagens pelo whats. Mas... Você sabe, aquele pai nunca existiu.
Comovido, virou-se e se deparou com a pessoa com a mesma atitude, sem ter mudado sequer o mínimo de sua posição no sofá. Os olhos vidrados na tela, a voz tão desprovida de expressão quanto o rosto.
- Um pai que não existiu, um filho que nunca existiu, um amor que nunca existiu. Tudo inexistente.
Pausa.
- Não há razões para dar razões à inexistência.
Com o semblante entristecido, Claudio avançou uns passos adiante e parou em frente ao garoto, pouco se importando se a atenção exclusiva não estivesse direcionada a ele.
- Eu só quero que saiba que... - dizia com a voz embargada de pesar. - Eu só quero que saiba que de forma alguma acho justo tudo o que fizeram com você, Vini.
O rapaz parou de digitar por um momento, mas não o encarou. Os olhos baixos caminhavam pelo chão, pelo carpete verde, parte dos móveis e tudo à sua volta que estivesse em um alcance máximo para que não precisasse erguê-los.
- Eu sei.
Poucos segundos, retornou à sua frenética digitação.
- Que bom que sabe. Só achei que pudesse passar um domingo do Dia dos Pais com seu pai, mas... Como bem falou, achei errado, para você ele não existe.
- Também não existo para ele. Nunca existi. Quem não aceita o verdadeiro de mim ou o ignora, presenteia com sua inexistência.
Claudio passou a mão no rosto, tenso. Nem sabia o que dizer.
Após um silêncio, desta vez um pouco mais sutil, enquanto digitava, ele comentou quase ensaiando um sorriso:
- Lembra quando eu acreditei que aquela dose de Rivotril me mataria?
- Por favor, nem me lembre disso! - foi mais uma súplica de pânico do que uma repreensão.
O sorriso quase ensaiado emergiu pela metade e ele continuou:
- Fui um idiota. - liberou um riso nervoso. - Idiota por ter acreditado tanto naquela dose quanto nas pessoas que acreditei que me amassem de verdade.
- Não foi idiota. Apenas uma pessoa sensível e incompreendida, que confiou cegamente na aceitação de pessoas que diziam e deveriam amá-lo exatamente como é. Você é especial Vini e merecia passar um Dia dos Pais digno, conversando com seu pai.
Liberando outro riso nervoso, ele jogou a franja para cima que quase no mesmo instante cobriu novamente seus olhos.
- Mas estou fazendo isso.
- Sério? - indagou surpreso. - É com ele que conversa tanto aí? - apontou o smartphone num movimento de cabeça. - Não sei o que dizer, se fico feliz por estar conseguindo
- Não consigo. Aí é que está! - levantou e encarou-o de frente. - Mas estou conversando com meu pai. Como diria minha querida amiga Larissa, ele só "encarnou" um pouco adiantado de mim. Feliz Dia dos Pais!
E com um beijo na testa, Vinícius surpreendeu o avô.


Trecho do livro Rivotril com Coca-Cola, autoria de Mi F. Colmán.


Você me telefonou hoje.
Lutando para achar as palavras certas.
O tempo pode mudar uma coisa ou outra.
O tempo mudou nossas vidas.
Mas sabe...poderia ter sido diferente, pai.

As palavras trazem uma doce memória.
Sentado numa árvore caída num barranco.
Ao meu lado, um homem distinto me encorajando
Dizendo que sou capaz.
Mas você sabe... Você não estava lá.

Você diz "Filho, vamos esquecer o passado.
Eu quero outra chance. Farei tudo certo"
Você implora por um recomeço.
Tentando construir uma ponte destruída.
Mas você sabe...
Você nunca a construi, pai.

Então eu me sento aqui à noite.
E escrevo até dormir.
E o tempo continua passando...

O tempo fez com que você finalmente percebesse,
Sua solidão e a sua culpa interior.
Você está buscando por algo que nunca teve.
Voltando agora e olhando para trás
E você sabe...
Eu não estou lá.

Você diz "Filho, vamos esquecer o passado.
Eu quero outra chance. Farei tudo certo"
Você implora por um recomeço.
Tentando construir uma ponte destruída.
Mas você sabe...
Você nunca a construiu, pai.

Você nunca a construiu, pai.
Você nunca a construiu, pai.
Você nunca a construiu, pai.
Você nunca a construiu, pai.



13/07/2015

Dia Mundial do Rock - Roqueiros são mais inteligentes. Será?


Roqueiros são mais inteligentes, "apontam estudos" da Universidade de Warwick na Inglaterra.

"Os pesquisadores descobriram que, longe de ser um sinal de delinquência e pouca habilidade acadêmica, muitos adolescentes que gostam de rock são por vezes brilhantes e às vezes utilizando a música para lidar com o estresse e a pressão e liberar a critividade por serem considerados diferentes."

Admito que tentei encontrar esta matéria que dizem ser do site G1, mas não encontrei. Notícias fakes ou reais à parte, achei coerente colocarem "por vezes" e "às vezes" no enunciado. Afinal, conheço pessoas brilhantes que não curtem rock e pessoas, cof cof... nada brilhantes que são roqueiras.
O grande problema que antes me passava despercebido e só passei a notar depois que aderi ao estilo gótico e, principalmente screamo, é a intolerância desnecessária dos roqueiros estereotipados.
Sim, apesar de se dizerem com inteligência superior aos demais e livres para fazerem o que quiser, na prática, não é bem assim que funciona e muitos que se assumem roqueiros são pessoas totalmente fechadas para o mundo e escravizadas por um estereótipo.
Conheço uma garota geek que curte folk e até black metal. Quando ela declarou isto em público, muitos roqueiros que só andam com camisetas de bandas pareciam ter recebido a informação mais absurda do mundo. O que é uma grande idiotice.



É certo que o jeito de se vestir diz muito sobre quem você é, mas não é o único referencial. E há de se entender que há diversas vertentes no rock, o pessoal que curte alternativo possui um visual totalmente diferente de quem curte um metal mais pesado. Outro detalhe também é que nem todo mundo que gosta de ouvir determinado tipo de música abraça a filosofia de uma subcultura. Conheço diversas pessoas ditas "comuns" que curtem The Cure sem ter absolutamente nenhum contato com góticos.
Outra intolerância é a disputa que existe dentro do próprio meio. Conheci um cara que curtia Led Zeppelin e começou a andar com uma turma de black metal, antes dos amigos chegarem em sua casa, ele escondia absolutamente TUDO que tinha do Led para não ser criticado. Isto é um ato inteligente e livre?
Aliás, eu estou completamente out deste tipo de imposições. Assumo publicamente que não sou fã de Black Sabbath, prefiro mil vezes a carreira solo de Ozzy Osbourne. Curto baladas de bandas toscas estilo glam rocker como Def Leppard, Whitesnake e Poison para o horror dos fãs do Metallica (banda que também sou fã, mesmo em sua fase mais "comercial"). Curto grunge desde Nirvana a Pearl Jam, adoro um rock britânico que é quase pop como Oasis e The Verve e bandas que sequer são consideradas rock pelos mais radicais como Silverchair e Linkin Park.
Ah sim, adoro um black, doom e trash metal também. Junto com minhas músicas clássicas, new age, darkwave, screamo, hardcore, hip hop e até uns sons mais pops.
Não sou adepta ao sertanejo universitário, pagode, axé, funk e afins, porém, se algum dia chegar a curtir algum som vindo destes estilos, não hesitarei em declarar. Assim como não evito o contato com pessoas que curtem como se tivessem alguma doença contagiosa. O gosto musical não define por completo um ser humano.
A primeira pergunta que recebi quando cheguei toda de preto no cursinho foi: "Você é roqueira?" Minha resposta foi: "Sou gótica e screamo". Isso abriu um espaço para conhecer um cara super legal e interessado por conhecimentos musicais. Ele é músico, porém, fechou-se no clássico por não andar com companhias diferentes.
Hoje é Dia Mundial do Rock e ao invés de fazer somente uma postagem previsível como uma homenagem, preferi dividir um pouco de minhas experiências com esse estilo tão amado e odiado.
I Wanna Rock!
Sim! Eu quero e amo rock!


Mas eu quero e amo muito mais ser livre para ouvir tudo o que eu quiser.

Mi F. Colmán 

Deixo com vocês, não um rock pesado, mas uma balada.
O hino que me embalou a minha vida toda, do presbiteriano mais subversivo do planeta Terra, meu ídolo que amo de paixão e para mim, representa toda a essência do verdadeiro rock:







Se tem uma lágrima no meu rosto
Isso me arrepia até os ossos
Isso me faz tremer, querida
É apenas um cisco que caiu no meu olho
E você sabe!
Eu nunca choro
Eu nunca choro...

Algumas vezes eu bebo mais do que preciso
Até a TV sair do ar
Eu posso ser solitário
Mas eu nunca estou sozinho
E a noite pode passar por mim
Mas eu nunca choro

Arranque fora, arranque os meus olhos
Às vezes eu gostaria de ser cego...
Quebre um coração, quebre um coração de pedra
Abra-o, mas não o deixe
Não o deixe solitário

Porque ele é a única coisa que tenho pra te dar
Acredite em mim, querida, ele nunca foi usado
Meu coração é virgem, e nunca foi tentado
E você sabe!
Eu nunca choro...
E você sabe!
Eu nunca choro...
E você sabe, e você sabe, e você sabe...
Eu nunca choro...
Eu nunca choro!

Quebre um coração, quebre um coração de pedra
Abra-o, mas não o deixe solitário
Porque ele é a única coisa que tenho pra te dar
Acredite em mim, querida, ele nunca foi usado
Meu coração é virgem, e nunca foi tentado
E você sabe!
Eu nunca choro!
Eu nunca choro!

04/07/2015

Sem despedidas - O último pedido
















Com as mãos trêmulas, Cristina percebia que chegava ao fim seu último cigarro. Sentada no chão do quarto, o longo cabelo desalinhado que não via um chuveiro havia dias, procurava uma posição confortável recostada na madeira da lateral da cama. Os pés descalços estavam anestesiados e não sentiam o frio do piso gelado. No corpo, além das roupas curtas de cores escuras, as marcas das lâminas sangrando e que ficariam marcadas na pele para sempre. Como tantas outras marcas de acontecimentos trágicos e cruéis de sua vida.
Ao redor, o caos de um quarto desarrumado, que não era limpo há semanas as quais perdera a conta, a cama desarrumada... Já nada importava. Uma taça, garrafas de vodka sabor framboesa e diversas cartelas de remédios de tarja preta e vermelha.
Havia também uma taça de vinho, fechada. Não parecia interessante. Bebia a vodka no gargalo, a taça e a garrafa de vinho serviam apenas como distração, a qual ela brincava girando com um dos pés, com uma vontade imensa de afundar a pele e estilhaçá-la junto ao objeto cortante.



"Eu gostaria de escrever tão bem (ou tão pessimamente mal) quanto os autores de livros de autoajuda como O Segredo conseguem escrever e vender milhares de exemplares. Só para dizer às pessoas que os problemas não existem.
Mas eles existem, lamento informar.
Lamento informar a mim mesma". - digitou um pouco antes estas palavras em seu computador.



Os fogos do lado de fora iluminavam a sua janela com seu brilho colorido anunciando o aniversário fake de Jesus. Aquele ano não teve festa, só uma reunião entre familiares (o qual não comparecera, sempre odiara fazer aniversário na véspera de Natal), não teve árvore de Natal e nem apreciou as luzes das casas como gostava de fazer. Que sentido teria fazer isso agora?

"Toda minha família está afoita com meu aniversário e o Natal, enquanto me remoo em solidão. O que é solidão, afinal? Solidão é estar rodeada de pessoas queridas e ainda assim, sentir-se só. Solidão é este estado de espírito clichê, um algoz".

Lembrou-se novamente dos livros de autoajuda e concluiu que só havia um jeito dos problemas deixarem de existir.
Não queria suspense, não queria drama. Queria tudo muito rápido, embora soubesse que não seria tão rápido assim como se tivesse uma arma. As lágrimas silenciosas rolavam enquanto esmigalhava uma parte do coquetel de uma letal combinação de comprimidos dentro de uma das garrafas de vodka.
Morbidez sabor framboesa...



"Se pudesse deixar uma mensagem a todos seria: não tenham medo de ser vocês mesmos, mas agora tudo o que eu disser soará hipócrita".

Limpou as lágrimas que insistiam em rolar copiosamente com as costas das mãos, levando a garrafa aos lábios carnudos.

"Nunca fui normal. Nunca me adaptei aos padrões do mundo. Eu tentei. Deus sabe o quanto eu tentei até a última gota. Mas sempre chega a gota d'água e ela se chama Hoje".

As lágrimas persistiam...

"Como dói meu coração, como dói tudo o que perdi de viver, do que ficou para ser vivido. Como dói ter sido omissa e como dói ter sido sincera.
Já falei mentiras e me arrependi profundamente.
Mas também me arrependi das verdades que ousei proferir.
Em ambas situações há punição. As pessoas simplesmente não querem saber e não importa o que você faça, elas nunca irão se importar. Porque cada um só se preocupa com sua própria vida, seu próprio umbigo, seu centro do mundo".



Sentindo a vertigem, mordeu os lábios e prosseguiu, agora esforçando-se para engolir alguns dos comprimidos soltos.

"Eu me perdi de todos, mas cometi o pior pecado, que foi o de perder-me de mim.
Sou apenas uma tempestade. 

Acho que sempre fui e agora, esta tempestade precisa desaguar".

Suas forças já se esvaíam, mas precisava terminar o que começou. Basta de deixar coisas inacabadas.

"Nada como a noite de Natal, que sempre me trouxe as melhores lembranças, para ir ao lugar onde preciso estar. E quanto ao meu aniversário, ninguém saberá qual foi o último pedido que fiz mesmo sem soprar as velas.
Boa noite.
Feliz Natal!
E parabéns para mim".




Não foram as garrafas de vodka, nem mesmo os comprimidos de tarja preta e vermelha que mataram Cristina.
O que matou Cristina foram as boas lembranças que não mais voltariam. O que matou Cristina foi a insensibilidade e crueldade do abandono por falta de compreensão. O que matou Cristina foi a saudade.


Mi F. Colmán



Está clareando lá fora
Ela ainda está ali, mas ninguém se importa
Eles cantaram Feliz Aniversário ontem
Sem ela

Você quer ver a si mesmo voando através da noite?

Este é o presente que você precisa
Você vai ficar bem
Feche os olhos e caia

A primeira vez dela no limite
As cicatrizes ficarão para sempre
Lado a lado com a morte
Um momento que se sente melhor

Escuridão e luz, estão cegando sua visão
Ela não voltará...

Está clareando lá fora
Ela não consegue dormir
Porque o tempo continua
As mãos de alguém a tocam
Ela não sente desejo algum
Cada vez que isso a machuca
Ela só se sente tão só
Para ela nada importa
Suas memórias se foram
Feche os olhos e cai

E chegando perto do limite
As cicatrizes permanecerão para sempre
Lado a lado com a morte
Esse momento parece até melhor que qualquer outro

Escuridão e luz, estão cegando sua visão
Ela não está voltando...

Ela fecha a porta, quer mais e mais... e mais
Ela fecha a porta
Ela quer mais e mais... e mais.
Só uma vez mais...
Um pouco mais...

Todos estão olhando seus braços
Estão tão doloridos
Mas para ela nada mais importa

E caindo do topo
As cicatrizes estarão ali para sempre
Lado a lado com a morte
Esse momento parece melhor que qualquer outro

Escuridão e luz, estão cegando sua visão
Ela não está voltando...
Não vai voltar

O céu está caindo
O seu último pedido
Continua sem ser dito...

Minha participação na BC com o tema Saudade organizada pela Ana Paula do blog Lado de Fora do Coração em parceira com a Tina Bau Couto do Meu Blog e Eu.

30/06/2015

BC Junina - Música Internacional + Um Segredo


Encerrando a BC Junina da Alê e da Silvana que pede uma música internacional e um segredo, deixo com vocês uma de minhas bandas e música favoritas: Bring Me The Horizon - Go to Hell, for Heaven´s Sake. Screamo na veia para vocês! Yeah!


Pelo amor de Deus morda sua língua
Antes de fazermos você engoli-la
São momentos como este
Onde o silencio é precioso

E então você fala...

Ninguém quer te ouvir
Ninguém quer te ver
Tão desesperada e patética
Estou te implorando 
Para me poupar do prazer de sua companhia

Quando foi que os diamantes 
Deixaram seus ossos?

Estou queimando todas as pontes que fizemos
Vou te ver engasgar 
Com os corações que parte
Estou abandonando 
Cada palavra que você disse
Vá para o inferno
Pelo amor de Deus!

Estou queimando todas as pontes que fizemos
Vou te ver engasgar 
Com os corações que parte
Estou abandonando 
Cada palavra que você disse
Vá para o inferno
Pelo amor de Deus!

Vá para o inferno, pelo amor de Deus...

Ninguém quer te ouvir
Poupe sua respiração
Ninguém quer te ver
Tão desesperada e patética
Você acha que ninguém vê isso
Eu acho que é hora
De você saber a verdade

Estou queimando todas as pontes que fizemos
Vou te ver engasgar 
Com os corações que parte
Estou abandonando 
Cada palavra que você disse
Vá para o inferno
Pelo amor de Deus!

Estou queimando todas as pontes que fizemos
Vou te ver engasgar 
Com os corações que parte
Estou abandonando 
Cada palavra que você disse
Vá para o inferno
Pelo amor de Deus!

Quando foi que os diamantes
Deixaram seus ossos?
Deixaram seus ossos...

Você não é um pastor
Você é apenas uma ovelha
Vou cortar minhas intimidades
Com todos que você conhece
Você é somente carne sem ossos
Alimente os tubarões com ela
E os jogue nas paredes

Estou queimando todas as pontes que fizemos
Vou te ver engasgar 
Com os corações que parte
Estou abandonando 
Cada palavra que você disse
Vá para o inferno
Pelo amor de Deus!

Vá para o inferno
Pelo amor de Deus!

Vá para o inferno
Pelo amor de Deus!

E o segredo...

É que tenho muitos segredos. Tantos que pessoas que tiveram ou ainda têm contato comigo sequer podem imaginar! 


É isso minha gente! Mais uma BC concluída com sucesso. ;)

23/06/2015

BC Junina - Música Nacional + 1 Passatempo


Super atrasada (oooh que novidade) participando da BC Junina criada em parceria entre a Alê e a Silvana Haddad.
Escolher uma música nacional... Esta foi difícil.
Foi difícil por dois motivos: Eu não costumo ouvir música nacional e acredito que tenham poucas de qualidade. Fazer o quê? Acredito que a melhor época da nossa música se foi há muitos anos atrás com o rock nacional de Raul Seixas, Legião Urbana, Capital Inicial, Kid Abelha, Cazuza, Frejat, Jay Vaquer... Ainda tem uns que resistem no rock aqui no Brasil, entre os que mais admiro são os Detonautas e o Rappa. E foi da última banda citada que escolhi uma de minhas músicas preferidas, que tem uma letra megapower e um vídeo sensacional. Recomendo a quem não conhecer que assista. 




Felizes, de uma maneira geral, geral
Estamos vivos
Aqui agora brilhando como um cristal
Somos luzes
Que faíscam no caos
E vozes abrindo um grande canal

Nós estamos na linha do tiro
Caçando os dias em horas vazias
Vizinhos do cão
Mas sempre rindo e cantando
Nunca em vão

Uma doce família
Que tem a mania
De achar alegria
Motivo e razão
Onde dizem que não
Aí que tá a mágica, meu irmão

Tá aqui e agora
No ar que rodeia
No som que nos cerca
No olho que vê
E não consegue tocar
Aí que tá o segredo, meu irmão

Que pulsa no peito
Que sente e não julga
Que tira do sério
E ascende um na cidade
E não dá pra explicar
Aí que tá o mistério, meu irmão

Eh
Descobrir o que liberta o sol
Que faz buraco
Furação do escuro, escuro, escura
Esquecer ao menos uma noite
O medo, o mal real
Que te segura

Nós estamos na linha do tiro
Caçando os dias em horas vazias
Vizinhos do cão
Mas sempre rindo e cantando
Nunca em vão

Uma doce família
Que tem a mania
De achar alegria
Motivo e razão
Onde dizem que não
Aí que tá a mágica, meu irmão

Leve e auto-reverse
Plugado no peito
Mostrando outro jeito
Batendo de frente
Com o bicho feroz, com o bicho feroz

Leve e auto-reverse
Plugado no peito
Mostrando outro jeito
Batendo de frente
Com o bicho feroz, com o bicho feroz

Pense quanto impulso
Vem de tudo ao seu redor, seu redor
Pense tudo quanto

Pode ser melhor, ser melhor

Um passatempo















Curto os jogos da Blizzard desde que me conheço por gente, porém, Diablo II continua sendo o meu jogo favorito ever! Comecei a ficar fascinada por Diablo a partir da parte I, a parte III como o jogo é bem mais funcional online, sem comentários com a minha conexão, mas do pouco que joguei, continuei perdidamente apaixonada pelo II. Para mim o dois é insuperável!
E este é meu passatempo preferido, quando estou em casa, lógico. Não sou o tipo de nerd que deixa de sair com amigos, tomar um belo de um chopp ou rejeitar um convite para um show ou balada para ficar trancafiada no quarto jogando. Mas que é um passatempo que realmente passa o tempo (certa vez passei quase dez horas seguidas jogando essa bagaça), isso é!


Quero deixar um recado a vocês. Meu final de semana e a semana passada em si foram super corridos, por isso não visitei os blogs de vocês e nem moderei os comentários. Consequência: respostas aos comentários e visitas atrasadas.
Eu agradeço a compreensão e acredito que todos entendam meu ritmo lento porque não sou o tipo de blogueira que responde ou comenta com duas linhas ou monossílabos. Se for para fazer isso, nem faço. Blogar (direito) exige tempo. Então eu entendo o porquê e sou muito grata pela paciência que todos têm comigo. Os que acompanham verdadeiramente o Rivotril com Coca-Cola sabem que levo muito a sério cada comentário e cada post. Sou blogueira como todxs vocês e sei o quanto é chato receber respostas e comentários lacônicos.

E é isso minha gente!

Mi F. Colmán

31/05/2015

O filme que me marcou - BC Maratona de Maio

Acredito que todos nós tenhamos uma lista básica de filmes que nos marcaram e, portanto, não nos parece fácil escolher apenas um deles.
Porém, acredito que quem curte a subcultura gótica, O Corvo seja um ícone eterno em nossas vidas.


"Se as pessoas que amamos são tiradas de nós... O jeito de mantê-las vivas é continuar amando-as. Prédios queimam, pessoas morrem... Mas o amor verdadeiro, é para sempre."
















A grande maioria possui um preconceito ou uma visão muito deturpada da subcultura gótica. Imaginam que são apenas pessoas sombrias que se limitam a vagar pelos cemitérios. Desconhecem a vasta cultura literária e musical que nós possuímos. E também, o lado da sensibilidade que é pouco divulgado.
Este filme quebrou bastante este estigma de que gótico é ser trevoso. Góticos possuem imensa admiração pela poesia maldita, mas também, inclusive aqui no Brasil, cultuam como ídolos os poetas da Segunda Fase do Romantismo, em especial, Álvares de Azevedo.
E para demonstrar que gótico não é sinônimo de baixo-astral ilimitado, há frases motivadoras como a do personagem Eric Draven interpretado pelo saudoso Brandon Lee.

"Não pode chover o tempo todo..."

Para este filme que tem o dom de me marcar até hoje, deixo para vocês dois vídeos. O primeiro é o tema principal da trilha sonora (que inclusive tem como título a frase de Eric Draven) da cantora Jane Siberry. Prestem atenção à letra (é linda!), o vídeo está legendado em espanhol e por isto repasso a tradução logo abaixo.


"Nós andamos por um caminho estreito, abaixo das fumaças dos céus.
Às vezes você mal pode dizer a diferença entre a escuridão e a luz! 
Você tem fé no que você acredita?
O teste verdadeiro vêm quando nós não podemos,
Não podemos ver!"

Eu escuto os pés esmagadores nas,
Nas ruas abaixo, e a,
E a mulher chorando e as,
E as crianças sabem que há,
Que há algo errado,
E é difícil de acreditar que
O amor irá prevalecer!

Oh, Não pode chover o tempo todo,
Os céus não cairão para sempre!
E mesmo que a noite pareça longa,
Suas lágrimas não cairão para sempre!

Oh, quando eu estou sozinha, deito acordada à noite 
E desejando que você estivesse aqui! 
Sinto sua falta.
Você pode me dizer se há algo a mais para eu acreditar?
Ou isso é tudo o que há?

Sobre os pés esmagadores, nas,
Nas ruas abaixo, e a,
E a janela se quebra e,
E uma mulher cai, há...
Há algo errado, é...
É tão difícil de acreditar que o amor prevalecerá!

Oh, Não pode chover o tempo todo,
Os céus não cairão para sempre!
E mesmo que a noite pareça longa,
Suas lágrimas não cairão, suas lágrimas não cairão, suas lágrimas não cairão...
Para sempre!

"Na última noite eu tive um sonho.
Você veio em meu quarto, me pegou em seus braços.
Sussurrando e me beijando, e me falando para ainda acreditar.
Dentro do vazio da cidade em chamas,
De que nos defendemos do mais obscuro do que nós mesmos.

Até que eu me senti segura e aquecida,
Eu sinto como se dormisse em seus braços!
Quando eu acordo, eu choro novamente por você ter partido!
Oh, você pode me escutar?"

Oh, Não pode chover o tempo todo,
Os céus não cairão para sempre!
E mesmo que a noite pareça longa,
Suas lágrimas não cairão para sempre!
Oh, Não pode chover o tempo todo,
Os céus não cairão para sempre!
E mesmo que a noite pareça longa,
Suas lágrimas não cairão, suas lágrimas não cairão, suas lágrimas não cairão...
Para sempre! 


O próximo vídeo é um Tributo a Brandon Lee que faleceu em circunstâncias misteriosas durante a filmagem aos 28 anos de idade. O vídeo reúne as melhores cenas do filme e tem como fundo musical a canção Close to the flame, da minha banda finlandesa do coração HIM.


"No passado, as pessoas acreditavam que, quando alguém morria, um corvo carregava sua alma para a terra dos mortos. Mas às vezes, acontece algo tão ruim que uma tristeza terrível é levada junto com a alma, e a alma não consegue descansar. Então, às vezes, somente à vezes, o corvo consegue trazer a alma de volta para resolver o que está errado... 
Se duas pessoas realmente se amam, nada pode mantê-las separadas. Nada."















Mi F. Colmán

Encerro com um pouco de atraso, (mas a tempo!) a BC Maratona de Maio de Alê - Bordados e Crochê e Meus Devaneios Escritos.

Uma música que me faz seguir adiante - BC Maratona de Maio

Como maio ainda não acabou, está no finalzinho, minha maratona muito menos. De modo algum iria deixá-la para trás. Foi uma ideia fenomenal das colegas Alê do blog Alê - Bordados e Crochê e Silvana Haddad do blog Meus Devaneios Escritos  para movimentar a blogosfera. E tenho certeza que o intuito deve ter dado muito certo, visto que estive ausente uns dias por motivos de força maior (o verdadeirp inferno para efetuar inscrição no ENEM e simulados no cursinho). 
Resolvi fazer um post para cada tema, como solicitado nas regras delas.

Seguindo o cronograma: A música que me faz seguir adiante.



Admito que esta temática me pegou, porque geralmente escuto músicas com letras profundas, depressivas (coisa de gótica / screamo, nem liguem) que me servem de catarse. Porém, lembrando de um show que fui, uma música que curti demais a letra e achei super forte foi O Sol de Jota Quest
Eu nem era fã da banda (para ser honesta, tinha até uma certa birra), assisti "acidentalmente" o show em um encontro de motoqueiros, no entanto, como tenho uma mania incorrigível de valorizar demais as bandas pelo conteúdo de suas composições, esta composição me atingiu em cheio ao ser tocada.
Ela é um convite ao desapego e à superação. Confiram por si mesmos:



Hey dor!
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Hey medo!
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada

E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou

E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou

Hey dor!
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Hey medo!
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada

E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou

E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou

Yeah! Han!
Caminho do Sol, eh!
Lá lararará!
Caminho do Sol, eh!

E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou

E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou

Lá lararará, lararará
É pra lá
É pra lá que eu vou
Lá lararará, lararará
Aonde eu vou?
Aonde tenha Sol
É pra lá que eu vou
Lá lararará, lararará
É pra lá
É pra lá que eu vou
Lá lararará, lararará
É pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou
Lá lararará, lararará

Dor e medo: dois inimigos principais que não devemos escutar para seguir adiante em nossas vidas.


Mi F. Colmán


19/05/2015

Paisagem que me inspira
























Se eu disser a vocês que não sou uma pessoa muito chegada a paisagens, pensarão que sou um ET?
Pois bem, não sou o tipo que se concentra em paisagens. Claro que gosto de estar em lugares bonitos, porém, não é isso que afetará meu humor. Ele depende muito mais de dentro para fora do que o oposto. Posso estar em um lugar onde todos considerem péssimo e estar bem comigo mesma.
Não tenho a urgência de ir ao campo ou à uma praia deserta quando preciso relaxar. Assim como posso me divertir tanto em uma balada cheia quanto em uma mesa de pizzaria com poucos amigos.
O que curto contemplar são cemitérios. Cemitérios são inspiradores, na verdade, as maiores inspirações que tive das minhas estórias já escritas foram inspiradas em visitas a eles. Ou simplesmente visitando-os em minha imaginação. Esta última sim, me leva longe.
Caminhar pelo cemitério pode ser uma excelente terapia. Embora seja um local de tristeza, é de reflexão, onde o orgulho, a vaidade e todos os sentimentos mesquinhos se resumem ali. Todos vamos, inevitavelmente, dar de cara com a morte um dia.
Fico também fascinada com a arte dos cemitérios. Um dos meus sonhos turísticos é conhecer o Père Lachaise em Paris, onde Jim Morrison e outros nomes conhecidos foram sepultados.
Mega atrasada na BC Maratona de Maio da Alê e da Silvana, declaro que a paisagem que me inspira é a que fica entre as lápides e túmulos. Entre a vida e a morte. 
Ou a outra vida, ainda desconhecida.


Mi F. Colmán




I´m bleeding, quietly living I´m living, quietly bleeding - Dominik
 renata massa