sábado, 4 de julho de 2015

Sem despedidas - O último pedido
















Com as mãos trêmulas, Cristina percebia que chegava ao fim seu último cigarro. Sentada no chão do quarto, o longo cabelo desalinhado que não via um chuveiro havia dias, procurava uma posição confortável recostada na madeira da lateral da cama. Os pés descalços estavam anestesiados e não sentiam o frio do piso gelado. No corpo, além das roupas curtas de cores escuras, as marcas das lâminas sangrando e que ficariam marcadas na pele para sempre. Como tantas outras marcas de acontecimentos trágicos e cruéis de sua vida.
Ao redor, o caos de um quarto desarrumado, que não era limpo há semanas as quais perdera a conta, a cama desarrumada... Já nada importava. Uma taça, garrafas de vodka sabor framboesa e diversas cartelas de remédios de tarja preta e vermelha.
Havia também uma taça de vinho, fechada. Não parecia interessante. Bebia a vodka no gargalo, a taça e a garrafa de vinho serviam apenas como distração, a qual ela brincava girando com um dos pés, com uma vontade imensa de afundar a pele e estilhaçá-la junto ao objeto cortante.



"Eu gostaria de escrever tão bem (ou tão pessimamente mal) quanto os autores de livros de autoajuda como O Segredo conseguem escrever e vender milhares de exemplares. Só para dizer às pessoas que os problemas não existem.
Mas eles existem, lamento informar.
Lamento informar a mim mesma". - digitou um pouco antes estas palavras em seu computador.



Os fogos do lado de fora iluminavam a sua janela com seu brilho colorido anunciando o aniversário fake de Jesus. Aquele ano não teve festa, só uma reunião entre familiares (o qual não comparecera, sempre odiara fazer aniversário na véspera de Natal), não teve árvore de Natal e nem apreciou as luzes das casas como gostava de fazer. Que sentido teria fazer isso agora?

"Toda minha família está afoita com meu aniversário e o Natal, enquanto me remoo em solidão. O que é solidão, afinal? Solidão é estar rodeada de pessoas queridas e ainda assim, sentir-se só. Solidão é este estado de espírito clichê, um algoz".

Lembrou-se novamente dos livros de autoajuda e concluiu que só havia um jeito dos problemas deixarem de existir.
Não queria suspense, não queria drama. Queria tudo muito rápido, embora soubesse que não seria tão rápido assim como se tivesse uma arma. As lágrimas silenciosas rolavam enquanto esmigalhava uma parte do coquetel de uma letal combinação de comprimidos dentro de uma das garrafas de vodka.
Morbidez sabor framboesa...



"Se pudesse deixar uma mensagem a todos seria: não tenham medo de ser vocês mesmos, mas agora tudo o que eu disser soará hipócrita".

Limpou as lágrimas que insistiam em rolar copiosamente com as costas das mãos, levando a garrafa aos lábios carnudos.

"Nunca fui normal. Nunca me adaptei aos padrões do mundo. Eu tentei. Deus sabe o quanto eu tentei até a última gota. Mas sempre chega a gota d'água e ela se chama Hoje".

As lágrimas persistiam...

"Como dói meu coração, como dói tudo o que perdi de viver, do que ficou para ser vivido. Como dói ter sido omissa e como dói ter sido sincera.
Já falei mentiras e me arrependi profundamente.
Mas também me arrependi das verdades que ousei proferir.
Em ambas situações há punição. As pessoas simplesmente não querem saber e não importa o que você faça, elas nunca irão se importar. Porque cada um só se preocupa com sua própria vida, seu próprio umbigo, seu centro do mundo".



Sentindo a vertigem, mordeu os lábios e prosseguiu, agora esforçando-se para engolir alguns dos comprimidos soltos.

"Eu me perdi de todos, mas cometi o pior pecado, que foi o de perder-me de mim.
Sou apenas uma tempestade. 

Acho que sempre fui e agora, esta tempestade precisa desaguar".

Suas forças já se esvaíam, mas precisava terminar o que começou. Basta de deixar coisas inacabadas.

"Nada como a noite de Natal, que sempre me trouxe as melhores lembranças, para ir ao lugar onde preciso estar. E quanto ao meu aniversário, ninguém saberá qual foi o último pedido que fiz mesmo sem soprar as velas.
Boa noite.
Feliz Natal!
E parabéns para mim".




Não foram as garrafas de vodka, nem mesmo os comprimidos de tarja preta e vermelha que mataram Cristina.
O que matou Cristina foram as boas lembranças que não mais voltariam. O que matou Cristina foi a insensibilidade e crueldade do abandono por falta de compreensão. O que matou Cristina foi a saudade.


Mi F. Colmán



Está clareando lá fora
Ela ainda está ali, mas ninguém se importa
Eles cantaram Feliz Aniversário ontem
Sem ela

Você quer ver a si mesmo voando através da noite?

Este é o presente que você precisa
Você vai ficar bem
Feche os olhos e caia

A primeira vez dela no limite
As cicatrizes ficarão para sempre
Lado a lado com a morte
Um momento que se sente melhor

Escuridão e luz, estão cegando sua visão
Ela não voltará...

Está clareando lá fora
Ela não consegue dormir
Porque o tempo continua
As mãos de alguém a tocam
Ela não sente desejo algum
Cada vez que isso a machuca
Ela só se sente tão só
Para ela nada importa
Suas memórias se foram
Feche os olhos e cai

E chegando perto do limite
As cicatrizes permanecerão para sempre
Lado a lado com a morte
Esse momento parece até melhor que qualquer outro

Escuridão e luz, estão cegando sua visão
Ela não está voltando...

Ela fecha a porta, quer mais e mais... e mais
Ela fecha a porta
Ela quer mais e mais... e mais.
Só uma vez mais...
Um pouco mais...

Todos estão olhando seus braços
Estão tão doloridos
Mas para ela nada mais importa

E caindo do topo
As cicatrizes estarão ali para sempre
Lado a lado com a morte
Esse momento parece melhor que qualquer outro

Escuridão e luz, estão cegando sua visão
Ela não está voltando...
Não vai voltar

O céu está caindo
O seu último pedido
Continua sem ser dito...

Minha participação na BC com o tema Saudade organizada pela Ana Paula do blog Lado de Fora do Coração em parceira com a Tina Bau Couto do Meu Blog e Eu.

47 comentários:

  1. Boa tarde Mi.
    Bem intensa a sua participação com o tema saudade. A cristina é uma pessoa sensível, onde a vida foi cruel, recebeu de quem mais ama indiferença em frente a sua luta pela vida, onde infelismente buscou a mutilação [ como é chamado o ato de se ferir] para apagar a dor da existência, corajosos são os que quando chega a esse ponto busca a ajuda necessária para vencer a si mesma, a maior vitoria que podemos ter é quando vencemos a nós mesma, que vence a si mesma vence o mundo, ate porque é a pior luta que existe. Um lindo fds., Beijos.

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    1. Boa noite Mirtes.
      Na real, eu tinha visto o post da Pandora no meio da madrugada e me veio a inspiração para escrever este conto. Só que pela manhã, quando percebi que os demais participantes seguiam uma linha mais pessoal, vi que cometi "um erro". Mas foi muito bom, valeu pela inspiração. Adoro me sentir inspirada e quando a inspiração vem, geralmente de madrugada, chega arrombando a porta, tomando meu vinho sem pedir licença e invadindo a minha tela do computador (não escrevo manuscritos).
      E foi assim que a Cristina invadiu meu quarto, com cheiro de cigarro, gotas do seu sangue pingando no meu piso branco, garrafas de vodka e cartelas de remédio nas mãos. Perdida, totalmente perdida de si mesma, sensível, como bem percebeu, diante da indiferença de quem a deixou em meio à sua luta pela vida.
      Ela não foi vencedora, infelizmente. Deixou-se vencer. Porém, não a julgo. Não é meu papel julgar uma personagem, somente tranferi-la em palavras. Elas têm sua própria vida.
      Sim, meus personagens têm vida própria. São eles que me dominam e não o oposto. Lamento por Cristina que além de muitos vícios, sofria de depressão e automutilação (na verdade é "auto", pois apenas mutilação seria se causada a outros) e não soube controlar e tomar posse de sua vida. Acredito que ela também pensava como tu pensa, que essa seria a pior luta existente, mas que não a venceria de modo algum.
      Obrigada pela visita amiga Mirtes, volte mais vezes.
      Beijos e um ótimo fim de semana para ti.

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  2. Puxa,Mi! Que lindo teu conto e participação! Falaste em saudade daquelas que além de doer,m matam!!! Forte ! Muito bem escrito! beijos, tudo de bom,chica

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    1. Oi Chica! :)))))
      Poxa... Muito legal ler isto! Fico muito contente que tenha gostado e considerado bem escrito.
      Beijos e tudo de bom para ti.

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  3. Vale sim sua participação
    Não precisava ser pessoal
    Saudade de todo tipo vale

    Vale sim, valeu sua pontuação, o virtual para encurtar distâncias geográficas
    O que não vale é criar distâncias com todas as possibilidades de presença

    Beijos mil Mi

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    1. Obrigada Tina. :)
      Eu entendi sim o que quis dizer em tua postagem, apenas coloquei o lado positivo de tudo isso também.
      Quanto ao link, a Ana vai levar. ;)
      Obrigada.
      Beijos.

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    2. Valeu por colocar o lado positivo
      Sempre é bom lembrar dele

      Amanhã vc por lá
      Beijos

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    3. Olhar o lado positivo de tudo é preciso, questão de sobrevivência Tina!
      Está se referindo à tua BC com a Emily né?
      Vi a participação da Ana Paula e achei uma blogagem muito desafiadora.
      Amante das palavras que sou, escolher SÓ uma???? Prometo que tentarei! rsrsrs.
      Beijos.

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  5. Intenso, incômodo, porque a gente quer fazer algo por Cristina nessa noite de saudade e também abandono. Mas a gente deveria ter a mesma sensibilidade dela para perceber quando as pessoas precisam de colo.
    Estou levando a sua participação para lá sim! Porque não há um padrão nesta blogagem, aconteceu das pessoas serem mais pessoais! Mas teu conto se encaixa perfeitamente no tema.
    Beijo!

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    1. Oi Ana! :))))
      Meus contos costumam ser assim, acredito que com o tempo vocês vão acabar se acostumando à medida que eu for publicando-os junto às minhas crônicas, menos fortes e polêmicas. rs.
      Eu senti essa empatia descrita por ti no momento que me surgiu a personagem e fiquei imaginando quantas pessoas antes do suicídio não devem ter passado por isto, desejando apenas respeito e acima de tudo, ajuda.
      Muito obrigada por considerar minha participação! E é bom saber que não há um padrão para a BC, porque muitas vezes com um tema dado minha inspiração para contos vai longe. rs.
      Beijos.

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  6. Oi, Mi!
    A saudade realmente pode matar!
    Você foi muito feliz na sua postagem sobre um tema tão amplo.
    Beijos e bom fim de semana!
    Link Direto

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    1. Oi Vitor!
      Ah, muitíssimo obrigada!
      Fico feliz que tenha gostado do meu conto. Também gostei muito da tua participação!
      Beijos meu querido e um bom fim de semana para ti também. :))))

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    1. É assim que escrevo, Mari B.!
      Muito obrigada! :)))
      Beijos e um ótimo fim de semana!

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  8. Eu tenho uma extranha empatia com pessoas que se cortam, quando a gente sente uma pitada de dor físicas as outras coisas se extinguem... Adquirir na adolescencia uma inflamação estranha nos dedos da mão, eu gostava de passar a toalha entre os dedos, eles ficavam em carne viva... Minha mãe me arrastou para o dermatologista, ele disse que não era alergia, era sistema nervoso, estresse... as vezes volta, eu tento não me deixar seduzir pela coçadinha, não tenho mais tempo nem idade para deixar minhas mãos ficarem imprestáveis...

    E a parte isso, é engraçado como as pessoas exigem normalidade umas das outras... Ninguém é normal, cada ser humano é único... Sempre acho que devemos dizer a essas crianças que tem dificuldade com as hipocrisias das regras de convivencia para abraçarem sua extranheça, cantarem uma canção para ela e tornarem elas amigas intimas... Se enquadra em algo que não faz sentido só gera dor... Livros de autoajuda são a ultima atitude desesperada da sociedade para conter os estranhos e as mudanças que eles trazem consigo!

    Lamento pelo desfecho da personagem, compreendo que encarar o fato de que algumas pessoas e experiencias não vão voltar é terrível, mas sempre existe outras coisas para se viver outras coisas igualmente maravilhosas... O tempo não para... o problema é que as vezes nós esquecemos disso e não encontramos ninguém para lembrar, ai resta o desespero mesmo... Acho que por isso não bebo alcool sabe-se lá onde poderia ir em um momento de desamparo estando embriagada e sozinha.

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    1. Pandora, o Blogger deu um bug aqui que duplicou teu comentário e, como percebi se tratar do mesmo, excluí um. Às vezes o Blogger dá dessas loucuras. rs.
      Eu tive uma vizinha que teve esse mesmo problema seu nas mãos! Ela era recém casada e como não tinha em casa o hábito de lavar roupas, acreditou que fosse alguma alergia do sabão em pó ou de algum outro material de limpeza. A dermatologista deu o mesmo veredito: estresse. Acabou o casamento, acabou o problema dermatológico, hahahaha! Rir para não chorar, mas é verdade sim! História verídica.
      A automutilação realmente serve como um alívio para as dores internas. É um modo de exteriorizar uma dor que parece não caber em si!
      Acho que seja natural sua empatia porque essa sua vontade de coçar, não deixa de ser uma ação de autoagressão, só não é extrema com lâminas ou queimaduras. Mas já ouvi uma psicóloga dizer que roer unhas até sangrar ou ficar retirando aquela pelezinha que fica ao redor das unhas também é uma forma sutil de automutilação.
      Quando leio suas ideias sobre crianças e adolescentes (como li sobre o parque de diversões na tag do Neil) fico fascinada com a sua ligação forte na profissão. O que vemos hoje são em grande parte, professores com uma apatia muito grande para dar aulas, ao menos aqui em minha cidade é assim. Tipo, pessoas que não fazem por vocação, fazem porque não encontraram outra fonte de renda ou coisas do gênero.
      Você não. Você tem amor ao que faz e isso fica explícito no que escreve. Acho admirável.
      Encarar o fato de que certas coisas e pessoas não voltarão a acontecer na vida também é uma espécie de luto. E muitas pessoas mascaram também este luto fingindo estarem seguindo em frente, mas com o coração despedaçado. Claro que ninguém deve pensar no desfecho da Cristina, mas ir seguindo em frente ao seu ritmo, sem cobranças, todo luto deve ser vivido em todas as suas etapas. É o que eu penso.
      E concordo plenamente que há muitas coisas novas sempre para serem vividas, para serem batalhadas. Gosto da frase do livro Eu me chamo Antônio: há tantas histórias esperando para serem lidas, há tantas histórias esperando para serem lindas.
      E não é?
      Eu sou uma cristã que bebe, huahuahauahau! E não devia, porque faço uso de medicações psiquiátricas fortíssimas. Mas não consigo dispensar meu chopp ou cerveja de final de semana e nem um bom vinho no inverno. Ajuda a aquecer e a inspirar, espírito meio Edgar Allan Poe, #sqn hahahahaha!
      Beijos e um ótimo fim de semana para ti.

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  9. Olá MI vim te conhecer e quase morri ao te ler, sou pessoa super nostálgica e também gostaria de saber escrever como os grandes escritore para tentar falar sobre o grande amor que sinto e transparecer meus sentimentos, sou alguém que ama além da vida , que guarda saudades arrebatadoras, que nunca esquece um amor de verdade, que mesmo o tempo tendo passado e casado ainda assim sonha ser a princesa na torre, deve ser assim pq ouvi tanta história encantada que me tornei parte delas, sou poeta por dom , mas ai sim me faltam as palavras. Já estou te seguindo aqui e te convidoa seguir meu blog Poesia do Bem e trocarmos figuras e visitar-mos uma a outra e no facebook minha fanpage https://www.facebook.com/PoesiaDoBem?fref=ts

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    1. Oie! Bom dia e seja bem-vinda!
      Uau! Adorei teu comentário e o impacto que meu conto causou em ti. Amo quando isso acontece. E geralmente acontece com as pessoas que têm um olhar além mesmo, como certamente tens.
      Acho que grande parte dos blogueiros gostaria de escrever como os grandes escritores, mas a gente tenta né? rs.
      Eu quando entro em alguma estória também acabo me tornando parte dela, não sei ler e nem viver pela metade.
      Eu já sigo teu blog faz meses, hahahahaha! Tu que não se deu conta, só não o sigo pelo Google Plus ainda.
      Grata pelo convite e volte mais vezes.
      Beijos e bom domingo para ti.

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  10. Nossa Mi, me identifico muito com o teu conto!!!
    Então essa parte:
    "Eu me perdi de todos, mas cometi o pior pecado, que foi o de perder-me de mim.
    Sou apenas uma tempestade.
    Acho que sempre fui e agora, esta tempestade precisa desaguar."

    Sem palavras como me identifiquei com tudo em teu conto...
    Beijos Mi

    http://simplesmentelilly.blogspot.com.br/

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    1. Oi Lilly! Como está?
      Talvez eu seja das poucas autoras que quando escrevem e leem que alguém se identificou com seus personagens não pode se sentir feliz. Meus personagens costumam ser sempre assim, intensos, depressivos, até um pouco mórbidos, eu diria.
      Lamento que se identifique com Cristina (de certa forma me identifico um pouco também, é quase impossível criar personagens sem ter uma certa empatia) e peço apenas que não permita que sua tempestade desague.
      Como escrevi à Pandora, o que está escrito no livro Eu me chamo Antônio (que super recomendo): "Há tantas histórias esperando para serem lidas, há tantas histórias esperando para serem LINDAS!" :))))
      Beijos e te cuida. ;)

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  11. Oi, Mi!
    Festas de final de ano são depressivas para muitos e se a pessoa já tem problemas, pior ainda! Lembranças familiares nem sempre são boas...
    A automutilação é prova de que a pessoa não aprendeu a viver sozinha ou não amadureceu. Um escape para aliviar a tensão, tristeza represada, raiva de si mesmo, sensação de vazio.. Quem pratica o cutting, tem outros transtornos mentais como TOC, ansiedade, depressão e transtorno alimentar. Em geral quem pratica cria uma história de tristeza, mesmo não sendo uma pessoa triste. Esses surtos não são formas de chamar a atenção sobre si, mas para potencializar sentimentos.
    Bacana você ter feito a sua participação expondo na forma de crônica um problema que cresce entre os que estão vivenciando mudanças na vida em que exige mais responsabilidade, negando assim a própria vida e de certa forma querendo voltar aquele lugar do passado onde mora a saudade, onde a proteção era sentimento presente e palpável.
    Beijus,

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    1. Oi Luma!
      Eu observo isto também, até mesmo na minha família. Tenho familiares que simplesmente não suportam o Natal (ao contrário de mim, eu AMO, acho impossível ficar infeliz no Natal :-)))), mas enfim... ) e ficam aliviados quando todas as festas de final de ano acabam.
      Falou tudo, o cutting em si não é um transtorno, mas sim, o sintoma de algum transtorno, acomete principalmente os depressivos, anoréxicos e bulímicos. É também um dos sintomas principais do Transtorno de Personalidade Límitrofe (ou no inglês, Borderline), portanto, não arrisco afirmar que seja imaturidade. É uma válvula de escape, assim como drogas e álcool. Inclusive dei uma palestra sobre isso na clínica de reabilitação onde me descobri como uma trabalhadora voluntária. :)))
      Adorei o desfecho do teu comentário, realmente, as saudades não deixam de ser uma zona de conforto agradável para algumas pessoas que não conseguem lidar com o presente.
      Beijos.

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  12. Olá Mi, teu conto é forte, ele transmite uma energia incrível, mesmo com esse desfecho.
    Pelo que vejo, diferente de Cristina que sucumbiu às dores, você tem muito mais garra e vontade de viver do que ela.
    Continue escrevendo, faz um bem...
    Você já está participando do sorteio, obrigada!
    Seja sempre bem vinda
    Grande abraço

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    1. Oi Dra. Cristiane, seja bem-vinda de volta! :)
      Eu acredito que sim, apesar de várias situações na vida, tenho minha garra e mais vontade de viver do que ela. Tenho objetivos na vida e acho que isto faz toda a diferença.
      Gostei da maneira que descreveu, do meu conto transmitir uma energia incrível, fico muito contente ao ler isto, é gratificante demais.
      Muito obrigada!
      Beijos.

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  13. Que texto lindo, e ao mesmo tempo triste...
    Natal é a época que eu mais gosto do ano, não pelo significado, mas parece que nessa época, tudo fica mais feliz e as pessoas se aproximam mais umas das outras, é uma pena que, muitas vezes, tudo passa depois...

    -Consegui arrumar meu blog, segui seus conselhos e deu certo, obrigada!

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    1. Oi Gothic! Que notícia boa saber que conseguiu arrumar teu blog, sabia que tinha a ver com o Bad Request que está dando no Chrome. Espero que isso seja solucionado o mais breve possível, pois é meu navegador padrão.
      Eu também AMO o Natal, tenho uns tantos contos com esta temática. O significado que atribuem sequer é real, gosto mesmo do cenário e ambientação que esta data transmite. Sobre a aproximação das pessoas, já não vejo com os mesmos olhos que os teus. rs.
      Beijos.

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  14. Olá, querida Mi
    Já sofri de muita saudade e compreendo bem demais a sua introdução para o tema (os motivos que se acumulam), o desenvolvimento (com o passar dos anos) e o desfecho dele traumas, sombras, solidão, sofrimento sem fim ou sem 'causa' na atualidade...
    Enfim, sente-se saudosa quem vive intensamente e não maloca o jeito efusivo de ser...
    Bem VC... e eu...
    Hoje estou com duas saudades das muitas bem próximas a mim e até a postei no face...
    Seja feliz e abençoada!!!
    Bjm fraterno

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    1. Oi Roselia! Tudo bem?
      Amiga, ao contrário da Cristina, não acho que as dores da saudade valham a minha vida e não me refiro somente ao suicídio que é o desfecho do conto. Eu me refiro à morte em vida mesmo que algumas saudades possam causar, não vivo intensamente isto, seria me maltratar demais e lamento que tenha te maltratado desta forma que descreve.
      Não é nada bom ser uma pessoa saudosista.
      Eu não sei de que saudades se refere porque como meu Facebook tem muitos contatos, acabei cancelando o feed de notícias dos amigos e colegas e deixei apenas para receber atualizações de páginas e grupos que me interesso, do contrário, minha timeline estaria um caos.
      Seja muito feliz e abençoada também!
      Beijos! :)))))

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  15. Olá Mi, é um prazer estar aqui...não esperava este desfecho, cheguei a torcer por ela, mas quando ela falou mal da auto ajuda, confesso que me identifiquei, implicância da adolescência, onde vivi por muito tempo dentro de uma cápsula negra. Muito legal este projeto, já vi o resultado de um e ficou maneiro, agora aqui, quase perco o fôlego, começo a criar expectativa, a me envolver na história e tentado achar o que foi que a despedaçou, a saudade mais cruel dos últimos tempos rs. Teve um momento, acho que quando ela estava tomando vodka, colocaria Amy Winewhouse como trilha. Percebo que o que me faz falta, do que eu sinto saudade já não me move nem pra frente, nem pra trás, procuro boiar e respirar, me manter vivo. Gostei demais disso:"Toda minha família está afoita com meu aniversário e o Natal, enquanto me remoo em solidão. O que é solidão, afinal? Solidão é estar rodeada de pessoas queridas e ainda assim, sentir-se só. Solidão é este estado de espírito clichê, um algoz".
    Parabéns Mi, fizeste um ótimo trabalho.
    ps Carinho respeito e abraço.

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    1. Oi Jair! Seja muito bem-vindo!
      Aaaah... esses livrinhos de autoajuda! Também não simpatizo com eles e olha que nunca tive nenhum trauma a respeito. Só acho tão infantil, como bem descreveu a amiga Dri (Adriana Helena) logo abaixo. Mas tenho que respeitar que quem esteja no desespero precise deles, comigo não funciona qualquer papo, talvez por isso tenha passado por tantas psicólogas e elas não tiveram sucesso comigo. rsrsrs.
      Nooossa colega, tu viaja como eu e também introduz trilhas sonoras aos escritos! Amy Winehouse ficaria perfeita sim, tão perfeita quanto a música que optei por colocar. Sou uma pessoa extremamente musical! \0/
      Gostei do jeito que lida com a saudade. Acredito que foi a colega Luma que comentou em um dos blogs do projeto que as saudades devem ser lembranças, devem ser boas e não algo que nos faça mal.
      Muito obrigada, fico feliz que tenha gostado do meu trabalho. Volte sempre que quiser. :)
      Beijos.

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  16. Nossa Mi, você é uma escritora incrível!
    Que conto é esse, cheguei a arrepiar toda!
    É muito sentimento envolvido!
    Suas madrugadas são longas né amiga? Nossa!!! ( Boca aberta tipo estupefata)

    Sabe moça, fico aqui pensando como é que esses escritores de livros de auto ajuda vendem milhões de cópias escrevendo coisas tão banais, de forma até infantil e fazem um sucesso estúpido...Ou então, alguém que escreva a trilogia de "50 tons de cinza" consegue arrematar milhões de leitores com aquela literatura horrorosa, beirando ao ridículo.
    Bem Mi, não sei se é fã, mas creio não ser ou nem ter lido, mas aquele livro é muito mal escrito, barbaridade!! Mas como faz tanto sucesso? Realmente não entendo.
    E agora, vem você deslanchando em uma crônica, arrebatando os sentimentos, destruindo tudo e sucumbindo ao final! CARAMBA!!! APLAUSOS!!! CLAP /CLAP/CLAP

    Eu estava efetivamente torcendo pela Cristina, doida de vontade que tivesse um final legal, mesmo não sendo feliz, torcendo para que saísse do abismo em que estava inserida e que finalmente se encontrasse... Desculpe Mi, sou otimista mesmo ... talvez por opção... rsrs E não consigo aceitar certas coisas.. Puxa, uma menina tão inteligente e linda mergulhada na mais profunda solidão e ao mesmo tempo, cercada de gente.... Infelizmente não foi possível um final feliz, aliás, logo no início do conto percebi que o desfecho poderia ser triste, uma vez que tudo convergia para tal... Entretanto, o final foi apoteótico e não poderia ser diferente...

    E eu quase morri também ao ouvir a voz gostosa do vocalista do Tokio Hotel! Mi, que saudades desta banda maravilhosa! Eu sou uma apaixonada escondida...hahahaha ainda tentando me encontrar...rsrs
    A canção é linda mesmo e combinou com o conto de uma maneira tão forte devido à elevada densidade dramática! Menina, você bota mesmo prá quebrar tudo!!!!

    Sabe, saí de um ambiente festivo lá do meu blog ( sim, ainda estou comemorando o niver dele...kkkkkk ) para chegar em outro com uma história totalmente oposta...
    Quero oportunamente agradecer ao lindo comentário que deixou por lá amiga!
    Puxa, se era para emocionar, você não só conseguiu, mas me matou também sabia? rsrs
    Respondi e, para variar, excedi os tais 4.096 caracteres....kk Entrei em um fervor quase febril amiga! Comentários como os seus me provocam isso!! Nossa!!! rsrs
    São essas pequenas oportunidades e preciosidades que fazem a vida de blogueira valer a pena em todos os sentidos querida! Obrigada mesmo! Você é mesmo um esplendor :))))

    Agradeço de coração ♥♥ (eles não podem faltar jamais, importei-os da Coluna da Mi..hihihi) e desejo uma semana maravilhosa e linda!!!
    E ainda mais sucesso para você em tudo que fizer amiga!
    Beijinhos mil!!!!!

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    1. Dri!!! \0/\0/\0/
      Bom demais te ver por aqui guria! :))))
      E que coisa maravilhosa é receber um comentário como esse no meu blog: "escritora incrível" wooooooow!!!! \0/
      Minhas madrugadas são longas, algumas vezes fico inspirada para escrever contos e livros, outras para estudar, vai entender!
      Eu acredito que estes escritores de autoajuda façam todo este sucesso porque muitos leitores compram o livro pela capa. Se capa e título são chamativos e principalmente, se prometem algo sem esforço ou desespero aos aflitos, melhor ainda (para eles, lógico). Concordo totalmente contigo que muitos são infantis.
      Sobre 50 tons... Eu queria só ter visto o filme no cinema por conta do tal Christian Grey, porém, pela primeira vez fiquei feliz em receber um spoiler, evitei de gastar minha grana com ingresso e pipoquinhas e sair decepcionada. Tipo, o filme é dedicado às mulheres e não tem quase nu do Christian???? Como é isso produssaum? huahuahauahauhau!
      De boa, eu ia assistir o filme na zuera. Como Literatura, não consegui considerar sequer Literatura. Tentei ler o primeiro livro e já nas primeiras páginas me aborreci e não consegui seguir adiante. Mal escrito! Falou tudo! Dou até chances a autores que possam não ter muita coisa interessante a dizer e ir até o fim (alguns me surpreendem no meio ou desfecho), porém, coisa mal escrita não rola. E 50 tons comigo não rolou. Faz sucesso porque tudo o que envolve putaria faz. Fato.
      Não peça desculpas por seu otimismo, eu TAMBÉM queria outra atitude de Cristina, queria que reagisse, queria dizer a ela que há tantas coisas novas a serem vividas, tantas histórias esperando para serem lidas, esperando para serem lindas, meio que parafraseando Eu Me Chamo Antônio. Mas... meus personagens são mais fortes do que eu e possuem vida própria, amiga. Se é que dá para entender (nem eu entendo, na verdade).
      Saudades do Tokio Hotel? Mas o Bill Kaulitz e sua banda continuam ativos! E continuam incríveis como sempre. Ah... estas nossas paixões screamos e andróginas escondidas, hahahahaha! Um perigo isso!
      Imagino que tenha sido um "choque térmico" sair do ambiente de festividade maravilhoso que está em seu blog e ter entrado nessa depressão total aqueeee... rsrsrs.
      Eu já li tua resposta! Eu sou o tipo de leitora de blogs que quando sabe que a blogueira responde, fica na expectativa. Não entendo como leitores podem ficar desligados disso. Estou sempre vasculhando e pensando: "o que será que a fulana me respondeu? Será que já respondeu? O que será que achou do que comentei?" Ah, esta interação é muito gostosa, por mais que dê trabalho, não abro mão de responder aos comentários que são verdadeiros presentes para um blog.
      E ao contrário da ficção, sou uma pessoa que gosta de passar o melhor às outras, principalmente àquelas que gosto e tu sabe o quanto te adoro e te admiro! Eu que agradeço, fiquei me achando em ser uma das tops por lá junto a tantas veteranas de 4 anos atrás.
      Esses corações... >:(
      Tu é má! Sabe que no meu notebook não funciona de jeito nenhum! Rum!
      Hahahaha! Muito obrigada Dri, eu creio sim que tudo o que fizer terá sucesso, porque só assim podemos ter sucesso na vida. Confiando somente em nós mesmas.
      Desejo o mesmo e tudo de bom para ti!
      Beijos. :))))))

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  17. Que triste o fim de Cristina, estava torcendo pra que ela mudasse de ideia.Saudade: ou a gente mata ela ou ela nos mata!
    Feliz fim de quarta e boa quinta!
    Beijos*
    ^____________^
    Vana&Maki

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    1. Ou a gente mata ou ela nos mata! E não é, Vana? Se não mata literalmente, mata em vida, o que talvez possa ser até pior. Nada mais triste do que pessoas que não são suicidas, mas de algum jeito desistiram de viver. Escrevo muitos personagens assim, aliás. rs.
      Fico muito feliz ao ver leitores torcendo pelas minhas personagens, significa que consegui entreter, prender e convencer.
      Beijos e uma feliz semana para ti e a Maki. :))))

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  18. Olá Mi, vim conhecer seu blog e seu trabalho, que fôlego menina, apesar do triste desfecho seu conto ficou da hora. A Saudade age na vida das pessoas de forma positiva ou negativa, para os fracos resta um final trágico, para os fortes um flahs de luz na consciência, e aí chuta tudo pro alto e parte pra outra.

    Parabéns pelo trabalho. linda participação.

    Bjs!

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  19. Voltei pra deixar o selinho de seguidor do blog.
    Bjs!

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  20. http://3.bp.blogspot.com/-DYvSkoYOavc/VX17_jla4dI/AAAAAAAAATk/pLsChLgkfbg/s400/seloagradec.jpg

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    1. Oi Diná, seja bem-vinda!
      Fôlego para escrever é o que não me falta, ainda bem.
      Quanto à saudade e aos fatos da vida, cada um tem um jeito de lidar. Claro que torço para que tudo seja encarado da melhor forma possível, porém, evito julgar as pessoas e chamá-las de fracas e covardes dante de qualquer situação por saber que pessoas são diferentes e sendo assim, reagem de maneiras totalmente diferentes umas das outras. Isso não significa que sejam superiores ou inferiores. Apenas singulares.
      Grata pela lembrança, mas não posto selos no blog porque evito ao máximo deixar o layout pesado.
      Beijos.

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  21. MI querida, com tantos comentários nada mais preciso dizer, só vejo e quero lhe dizer que você passeia fácil com as palavras, com os sentimentos e com as emoções! Aliás, já lhe disse isso uma vez num conto seu, na antiga Coluna da Mi. Parabéns, amiga! Saudade, solidão, depressão e tanto abandono dão contos excepcionais! Li o conto faz dias e hoje deu pra comentar!
    Beijo, muitos beijos! Sou como a providência Divina, tardo mas não falho.

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    1. Taís, não importa quantos comentários venham, o teu é sempre muuuitíssimo precioso para mim! Quero que esteja super ciente disso minha amiga.
      E sim, lembro que me disse isso com o Flores Mortas que, by the way, quero trazer para cá muito em breve. ;)
      Estes acontecimentos e sentimentos mais profundos e obscuros da alma humana é que trazem à tona o melhor da Arte. Em minha opinião. E sei que concorda comigo, li tua resposta ao meu comentário no poema de Manuel Bandeira.
      A Providência Divina? hahahaha! Adorei a alusão, mas achei que fosse ateia. rs.
      Beijos e volte sempre amiga sempre muito querida. :)))))

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    2. rssss, eu nunca disse que era ateia, só disse várias vezes, em meu blog, que não tenho religião! Isso é diferente, até simpatizo com umas. E acho que todos os caminhos levam a um Deus apenas. Sou pela liberdade da fé. Mas, e que não seja por isso que não bato em teclas que não gosto, seja em que religião for.Por exemplo: acho que os padres deveriam casar! (tenho uma crônica sobre isso). Mais uma: adoro o papa Francisquinho, é humano, presente, e está colocando ordem onde falta. Que Deus o proteja!
      Beijo grande!

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    3. Eu sei que não, mas é a impressão que me passou. Tua forma de se expressar, teu jeito, sei lá, tua postura em si é muito semelhante a dos ateus. Por isso acabei precipitadamente concluindo que fosse.
      Ultimamente ando passando por metamorfoses espirituais também e estou me desligando de religiões.
      Li tua crônica sobre os padres e super concordo contigo que padres deveriam se casar (principalmente o Fabio de Melo, hehehe) e também tenho uma grande admiração pelo Papa Francisco, só não sei se com seu jeito subversivo vai ficar muito tempo no cargo, huahuahauahua!
      Beijos amiga, que Deus te proteja muito também! :)))))

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    4. Ah, tá...entendi tua dúvida. É que tem gente que faz parte de uma religião, seita, filosofia e parece que os olhos se fecham, não contestam, não discutem, não dizem nada, é o Amém pra tudo. Eu contesto desde criança para a infelicidade de muitos.. Não digo que isso seja mérito meu, não, mas sou assim!
      As religiões são feitas por homens, dirigidas por homens e portanto tem erros e interesses de sobra. Há de se separar a espiritualidade de outras coisas.
      Quanto ao meu blog sou eu totalmente e principalmente nas entrelinhas, onde as pessoas não percebem, passam a mil! Eu sei que as pessoas confundem isso em mim, mas não passa por mim qualquer mudança a respeito. Elas é que tem de pensar o que escrevi.
      bjus querida amiga! Gostei da tua sinceridade.

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    5. Parece não Taís, elas realmente se fecham mesmo e se negam a qualquer questionamento, por este motivo que tenho me afastado. Não posso discordar de Marx quando disse que era o ópio do povo, pois percebi que seja qual for a religião, é literalmente um ópio.
      O desespero é tão grande que se tu questiona ou não pensa da mesma forma, é atacado. Basta ver o último comentário apaixonado que recebi de um seguidor de Grigori Grabovoi na postagem com maior número de visualizações daqui do Rivotril "Os números de Grabovoi". Digo "apaixonado" porque o cara perdeu todo o senso de argumentação e me atacou sem argumentos, terminando com o que encaro como das expressões mais medíocres que é "cada uma viu..." rsrsrsrs.
      Foi exatamente pela tua postura sensata que a confundi com uma ateia, porque a maioria dos ateus que conheço são assim. Claro que há também os fanáticos, mas no geral, eles são bem centrados.
      Quanto à autenticidade de autoras de blogs, tenho uma nítida percepção e isto que admiro demais em ti. A mesma sinceridade que tu gosta quando vem aqui saiba que é recíproca quando vou até lá. Por isso muitas vezes me demoro, porque teus posts precisam de tempo para pensar, analisar... e eu amo muito tudo isso! rs.
      Consigo perceber blogueiras que pregam que tudo são flores e que no fundo, provavelmente guardam grandes amarguras ou estão em batalhas muito fortes na vida. Não as desmereço, embora textos assim não me atraiam, vejo que é uma forma que encontraram de lidar com a escuridão que algumas vezes surge em nossas vidas. No entanto, sou muito mais a favor de encarar tudo de frente e com realismo. Só que cada pessoa tem a seu jeito de ser e deve ser respeitado.
      Beijos amiga muito querida e breve estarei te visitando. :)))))

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  22. Menina você deu um Show de descrição do porão da saudade.
    Poetas buscam constantemente defini-la e cada vez elas se metamorfoseia.
    Aqui uma saudade que faz e desfaz lembranças,sonhos e coragem. Um desligamento gradativo da essência humana, que abre espaço para o corte final de toda forma de esperança.
    Muito bom mesmo que recebe meus aplausos.
    Desde quando tive os primeiros acessos às suas exteriorizações que gostei e sabia que tinha muito para nos agraciar. Eis um exemplo.
    Eu já trabalhei muito em contos(Recanto da Letras) e sou apaixonado por eles.
    Parabéns amiga, agradou em cheio.
    Bjus

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    Respostas
    1. Oi amigo! Como estás? :
      Bom demais te ver por aqui. :)))))
      Poxa... Fico até sem palavras diante do teu comentário. E muito, muito feliz mesmo que tenha apreciado meus escritos desde os primeiros acessos, ainda na Coluna né?
      Sinto-me totalmente lisonjeada.
      Sobre o Recanto das Letras, já me aconselharam a criar um perfil lá, mas já acho que Facebook e Blogger sejam redes sociais o suficiente, visto que até meu Twitter ficou de lado. rs.
      Beijos meu querido.

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"Não compartilho meus pensamentos achando que vou mudar a cabeça de pessoas que pensam diferente. Compartilho meus pensamentos para mostrar às pessoas que já pensam como eu que elas não estão sozinhas". Autor desconhecido

"Ser feliz é saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta". Augusto Cury

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"Enquanto eu estiver por aqui e me for possível, escrever continuará sendo a medicação mais forte e a terapia mais eficaz para a minha sobrevivência". Mi F. Colmán

Quem ri por último, Rivotril

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Mais um Rivotril. O restinho dos ratos gritando somem. O restinho das pombas macabras somem. O restinho dos corvos somem. Todos para longe. Lá vai a mulher que assusta. Tati Bernardi.