sábado, 12 de novembro de 2016

Sobre mim...


Contrariando quase todos não sou o tipo de pessoa que tem a necessidade de ficar simulando fortaleza e irredutibilidade só no intuito de me preocupar com o que poderão pensar. 
Eu realmente desabo quando preciso e não estou nem aí. Podem pensar que é drama, vitimismo, o caralho. Não vejo honra nenhuma na mentira só para provar aos outros estar bem. Danem-se os outros! 
Se precisar gritar, eu grito. Se precisar chorar, eu choro. Nada como a liberdade de não precisar reprimir nada ao invés de viver um triste e paralelo mundo oculto. A autenticidade não tem preço, tem valor. 

Mi F. Colmán

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Lágrimas


O que são as lágrimas?
Como fica o vazio em meu coração?
Embriagando-me afogo mágoas e
lembranças de momentos especiais.
Hoje decepcionado me declaro,
na Honra não fale de mim.
Eu sei, o coió não sou eu.
Colinear seus olhos já não me extasia mais.
Demorando em acreditar que possa ser verdade.
Você já não me procura mais.
Colendo, me aproveito todo tempo do mundo.
O seu gajeiro sentirá a minha falta
Mirando um horizonte cinzento 
Com cheiro de amor partido.
Esse nosso momento pitoresco
Aprofunda-se a profligar o que há de bom.
Confusão e propensão
Fortes tendências 
A propina em grandes proporções suplicantes de devaneios 
E desvios clichês.
Depreciante aqui estou.
À deriva, deploravelmente, 
Detonado em dizer que me tranco em meu mundo
hermético,
Te impedindo de entrar novamente.
Imortal é o sentimento do homem
Já no escopo de sua virtuosa
Escravocracia exclusa 
A desalinhar o meu ser.
Suas palavras antiquadas
Não me adjungiam
Gabarolices tolas
Primordialmente eu existo!
E já nem sofro mais.
Seu tato agora é lembrança 
De uma escolha que não farei novamente.
Em meu lúgubre reluto o meu remanso.
Reinvento-me de novos focos.
Libertando novas escolhas.
Assim deixo lídimo o que eu digo.
Baseado em minha história grotesca 
Em tentar ser feliz.

João Henrique

Este poema foi recitado em voz alta para mim em uma casa vazia na madrugada fria do dia 07 de setembro. Entre uma conversa sobre livros, blogs e poemas, o poeta resolveu mostrar um de seus escritos para mim. Só nós que escrevemos temos a ideia da dimensão que isso tem, a de mostrar nossos escritos a outra pessoa.
A cada palavra proferida, percebia não somente um grande talento ali, mas um artista carismático e impressionante expondo parte de sua alma, afinal, tudo o que escrevemos traz um pouco (para não dizer muito) de nós. E não posso descrever em palavras o que senti ao ouvir, apenas senti. Remeteu a um pouco de Byron, misturado com Nick Traina, passando a Dominik de Sala Samobójców e inteiramente a ele mesmo.


"Você tem que voltar a escrever".

Este foi o conselho recebido. Por mim.
Se hoje estou aqui, de volta à blogosfera, é graças a este poeta, a esta pessoa que, além de ter salvo literalmente minha vida numa certa ocasião, tornou-se uma pessoa muito especial para mim. E com a sua permissão, tenho a honra de reabrir o Rivotril com Coca-Cola dividindo com vocês uns 30% do que foi aquela madrugada, nosso sarau poético particular. Quem sabe eu ainda não o convença de recitá-lo para todos? Ou crie um blog de poemas? 

A todos que permaneceram aqui, minha admiração e gratidão pela lealdade.




Mi F. Colmán

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Dia dos Namorados: Hey, senta aqui, vamos conversar!














E mais um 12 de junho se foi.
Era assim que eu me referia até um tempinho atrás com um complexo gravíssimo de vira-lata o qual me fazia negar veemente e aceitar que Dia dos Namorados que "valia mesmo" era 14 de fevereiro - Valentine´s Day. E ai do indivíduo que ousasse me contrariar! Hahaha!
Brincadeiras (e passado vergonhoso à parte), como todos os anos, atravessamos novamente esta data comemorativa que alegra a uns e deprime a outros.
Não, eu não vim aqui falar para os solteiros o quanto o amor próprio é importante, quando muitos que querem um relacionamento sério, para valer, estão cansados de estar sozinhos e de ouvir esta teoria óbvia.
Não, não vim problematizar e dizer que esta é uma data capitalista quando só vi gente solteira reclamando disso. E, embora seja sim uma data capitalista, qual não é? O Dia das Mães também é uma data comercial e vejo muito mais naturalidade em comemorá-la sem muita preocupação em se ter empatia com aqueles cujas mães não estão mais entre nós. Ou que nunca tiveram mães.
Não, muito menos vou criticar os românticos (principalmente os que não estão solteiros e a felicidade incomodou muita gente, vão se benzer galera!) pelo fato de eu ser arromântica. Ser arromântica não me torna um ser pedra de gelo que não tem capacidade de ficar feliz com a felicidade dos outros.
Aliás, em dias como este é que percebemos o quanto as pessoas possuem uma dificuldade TERRÍVEL em se sentirem bem com a felicidade alheia. O que se leu de comentários maldosos sobre chifres, não gastar dinheiro (e consequentemente ficar sem presente também né mané?) e comentários de incríveis desconfortos sobre fotos de casais unidos foram incontáveis.
Sei lá, eu não consigo ser assim, ficar tão revoltada e infeliz por alguém ter algo que eu quero muito ter e ainda não posso, como por exemplo, viagens. Sigo gente no Twitter, Instagram, Facebook, Periscope que muito do que fazem da vida é viajar e ao invés de ficar me lamentando por ultimamente não ter tempo e muito menos grana para viver na ponte aérea, adoro ver as fotos e pensar como será legal quando chegar a minha vez.
Se existe falsidade em relacionamentos, principalmente aqueles postados virtualmente? Óbvio que sim. Acredito que há muita coisa linda em fotos que ocultam relacionamentos abusivos, porém não sou vidente para saber qual é. Do mesmo modo que sei muito bem que estes mochileiros que acompanho passam por perrengues tenebrosos que nem puderam curtir um terço da viagem e, é claro, isso eles tampouco irão registrar em fotos.
Estranho que nesta data pouca gente se lembra da dor de quem recebe o título de viúvo (a) e que certamente na maior parte sofre uma dor muito maior do que quem "não tem um mozão para chamar de seu".
























E este foi um Dia dos Namorados marcado também pelo sangue daqueles que, apesar de em seu país não estarem comemorando a data, comoveram nossas almas por serem brutalmente assassinados apenas pelo fato de amarem de forma "diferente". Como se somente o amor "convencional" valesse e houvesse diferença.
mensagem mostrada por uma mãe que conversava com o filho pelo celular, no momento que ele contava estar preso no banheiro da boate LGBT onde o atirador invadiu, avisando que seria uma das estatísticas.

Até quando?

ISTO é o verdadeiro desamor!


Meu desejo sincero mesmo que atrasado de um Feliz Dia dos Namorados para todos os namorados, casados, ficantes da blogosfera.
E aos solteiros revoltados ou tristes, meu desejo sincero de que compreendam que há outras prioridades na vida e do quanto vocês são pessoas completas e boas o suficiente para pararem de ficar se colocando para baixo assim.
Mas me contem... Independente do seu estado civil...


Como foi o dia de ontem para você?























                                              Mi F. Colmán

#FightForOrlando



Nota: Ah! Para quem ficou em dúvida se no último post era meu aniversário. Não, rs. Era o meu primeiro dia na universidade e, por isso, o fim de umas férias intermináveis. Daí a sensação do novo ano ter começado só recentemente para mim. E fiquei MUITO feliz em ler o comentário de cada um e, principalmente, em saber que a Taís Araújo não esqueceu de mim. Obrigada amiga querida por me considerar talentosa e pelas palavras de carinho. Agora meu pc tá okay e vou matar as saudades de cada um. 


segunda-feira, 16 de maio de 2016

O início do começo


O dia de hoje parece que amanheceu exclusivamente para mim. São por estes momentos de pretensão que sinto valer a pena viver. A camisola leve permitindo que o friozinho de 11 graus arrepiasse cada poro do meu corpo e os pés descalços no chão gelado me fizeram acordar que a vida a partir de agora é isso, os pés no chão.


Mas os pés no chão não são impedimento de voo ou, no mínimo, de imaginar borboletas voando ao meu redor e se emaranhando em meus cabelos. Ora, elas são o símbolo maior de metamorfose, transformação.


Aquilo que colhemos, plantamos. E eu abençoo infinitamente o dia que decidi meter medo no meu medo e abraçar essa coragem que surgiu de qualquer jeito, trazendo-me para o dia de hoje. Dia de novos rostos, novas descobertas, novas decepções (sim, elas também fazem parte da vida e é preciso ter consciência disso) e acima de tudo, novas perspectivas.
Só por hoje...
Não, mentira... Só daqui para diante permitam-me que a vida estenda seu tapete vermelho para passar com meus pés desnudos porque será com eles que darei um passo de cada vez para viver de maneiras diferentes cada desafio.

Eu sei que poderia dizer que no conhecimento ainda estou engatinhando, porém, desculpem-me, mas prefiro mesmo é estar de pé.


Meu desejo é que apesar de receios e ansiedades, todos possam um dia experimentar a sensação maravilhosa de sentir o início de um começo.
Meu ano começa oficialmente hoje.
Feliz 2016 para mim.

E para vocês também.


Mi F. Colmán



quarta-feira, 4 de maio de 2016

Onde você estiver, não se esqueça de mim...🎶🎶🎶


Genteeee, eu ainda estou viva viu?!!!
Passando rápido aqui pela blogosfera para avisar que os pcs da minha casa resolveram fazer uma conspiração contra nós e tretarem tudo ao mesmo tempo.
Tenho amigos e amigas onde mantenho contato pelo Instagram, Facebook e Twitter, porém, sei que há aqueles que são apenas daqui do Blogger (ou não me tem nas demais redes sociais por alguma razão) e nada mais justo que com tanto apoio recebido neste um ano de blog tenham uma explicação para o meu "sumiço".
Pessoal, recebo e acolho com todo meu carinho cada visita, cada comentário recebido, porém, responder a cada um no momento está inviável. Odeio digitar no smartphone, quem me tem no Whatsapp sabe bem como sou. rs.
Mas este post não é nenhuma desculpa não! Continuo firme e forte por aqui, inclusive postando! É algo que está mais do que decidido e, óbvio, darei retorno a todos, exceto responder comentários, porque é muita coisa fazer isso via celular.
Um beijo grande e a gente se vê.




segunda-feira, 18 de abril de 2016

Passando em branco (só por hoje)


Só por hoje fiquemos em paz, tranquilos.
Só por hoje como aqueles que prometem 
Apenas "hoje" batalhar contra seus vícios
Sem esmorecer.
Mesmo que os preconceitos e os obstáculos,
Tentem impor barreiras aos nossos objetivos
E tentar fazer-nos deixar de acreditar
O quanto vale a pena viver a vida no agora.
Não o agora do tempo do verbo
O agora exato, deste momento, desta hora
Destas batidas de nossos corações
Dos sorrisos espontâneos esperançosos que se abrem 
Como perfeitas orações.
Só por hoje, sem preocupações;
Sem ficar decifrando quem agora ou no dia vindouro
Serão em nossas vidas
Heróis ou vilões.
Só por hoje, deixemos a madrugada e o dia valer ouro.
Passar em branco.
Não o branco da falta, do vazio.
Mas o branco como se fosse visto
Através das expectativas felizes
De uma noiva rumando em direção a um altar
A completa entrega ao branco
Sabendo que se pode 
Sem medo a ele se entregar.
Vamos passar este dia em branco, sem temor?
O branco da paz
Entre nós, mas acima de tudo
A paz interior.
Passemos em branco
Isso há de se ter valor.

Mi F. Colmán


  A canção e o vídeo são lindos, vale a pena assistir.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Resultado do 1º Concurso Cultural Rivotril com Coca-Cola

SAIUUUUUUUUUU!!!















Gente, este resultado era para ter saído na virada do dia 31 mas por motivos de... eu capotei! Resolvi fazê-lo agora, excepcionalmente, às 6:00, horário de Brasília.
Quis comemorar o niver (esquecidinho por mim mesma, vamos combinar, rs) de uma forma diferente e, não teria como se vocês não tivessem dado suas contribuições.
Antes de tudo, é importante fazer um breve esclarecimento. O título da BC coloquei como Concurso Cultural, porém, não é um concurso exatamente, ou seja, quem sou eu para avaliar os textos de vocês? Coloquei assim porque em uma das minhas pesquisas de como fazer sorteio via blog, caí em um blog de uma moça (que agora não recordo o nome, nem da moça, nem do blog) dizendo que essa palavrinha que começa com "s" e termina com "o" não é mais legal usar porque tem que ter registro na Caixa. Sei lá, não entendi muito bem, só entendi o que não podia. rs. Então só por isso o nome é Concurso, okay?
Quero agradecer imensamente a todos que dispuseram de seus tempos (que sei, andam cada vez mais curtos quando se trata de blogar), minha joaninha querida Chica, minha amada Rosélia, a amiga com a qual tanto me identifico Ana Paula, meu amigo queridíssimo de Minas Gerais Toninho que me agrega cultura a cada visita que faço em seu blog e sua participação, óbvio, não foi diferente, a linda Pandora! Outra pessoa que digo, é um achado por tamanho conhecimento que possui, a Silvana, blogueira super ativa e cheia de novos projetos em mente, para nossa sorte, ao Alberto Valença, um novo amigo que surgiu como um presente nesse niver de um ano de Rivotril e claro, como não poderia deixar de ser, a companheira de sempre, grande amiga Lu (Lucia Haddad) que sem querer, acho que meu sono a deixou no vácuo, aff! 

"Mas Mi, para de enrolar e divulga logo esse resultado."

















Okay, okay pessoal... que rufem os tambores!
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And the book goes to...


Ana Paula do blog Lado de fora do coração!

Uhuuuul!!!!


Aeeeeeeee! Parabéns Aninha! Você é a ganhadora do livro físico O Livro da Loucura e Das Curas da autora Regina O ́Melveny.
Outro esclarecimento, usei este site que foi indicado pela própria blogueira de onde tirei as informações por motivos de estou sem câmera e mesmo se tivesse, por enquanto ainda não me sinto psicologicamente preparada para isso! hahahahaha!
Ana, entre em contato comigo através de qualquer rede social (pode ser em comentário aqui no blog mesmo, eles são moderados e não publicarei nada) para me passar seu endereço para que eu possa enviar seu presente! :))))
Mais uma vez, muito obrigada mesmo gente pelo apoio, sei que essa blogueira aqui tá parecendo meio relapsa, mas com o tempo tudo volta ao lugar.
Beijo grande e uma quinta-feira fantástica para todos!

Mi F. Colmán


segunda-feira, 21 de março de 2016

Dia do Blogueiro e Um ano de Rivotril com Coca-Cola!


Quem esquece do aniversário do próprio blog?
Siiim! EU MESMA!
Dias atrás me dei conta disso enquanto navegava pelo Twitter e tipo... OI? Meu blog fez niver em fevereiro e eu nem me dei conta??? #ComuAçim????
Não pude evitar de ficar chocada e dar risadas da minha própria lerdeza. 
Óbvio que não deveria estar surpresa, visto que sou uma pessoa "meio ruim" com datas, só que né? Meu blog!
Como não dou muita moral para datas mesmo, para mim o importante são SEMPRE as comemorações...
E como hoje é o Dia do Blogueiro, aeeeeeeeeeee PARABÉNS PARA NÓS! Achei a data bem propícia para comemorar o niver do Rivotril com Coca-Cola.
Então... Bora comemorar?



Na real eu queria juntar todo mundo que me acompanha aqui num pub e amanhecermos todos juntos cantando bêbados, mas... como isso é "um pouquinho" impossível, a comemoração vai ter que ser um pouco mais modesta.



Resolvi criar então: "Eu e meu blog - 1º Concurso Cultural Rivotril com Coca-Cola" \0/

Para participar não vai ter muitas regras não, só utilizar o banner abaixo, curtir a fan page do blog para dar uma força clicando aqui (para quem tem Facebook, quem não tem, relax) criar um texto ou minitexto comentando sobre a sua história com seu blog (ou com seus blogs, se tiver mais de um) e linkar no atalho do Inlinz no final do post. 



Fácil não? 
Confesso que sempre tive um pouco de curiosidade em saber como meus colegas, amigos e amigas da blogosfera se motivaram a criar um blog e o que os motiva a continuar.
E para não excluir ninguém, quem me acompanha e não tiver blog, pode fazer um minitexto aqui mesmo nos comentários dizendo o que faria se tivesse um blog, sobre o que seria, enfim... Criatividade fica por conta de vocês!

E claro, como todo aniversário tem presente, TODOS os participantes estarão concorrendo a um livro. O livro é O Livro da Loucura e das Curas de Regina O´Melveny.


Este está lacradinho, mas já tenho meu exemplar e super recomendo a obra.


E então? Bem... O concurso começa AGORA e as participações serão recebidas até o dia 30 deste mês, o resultado do concurso será dia 31.

Aguardo ansiosa pelas leituras e deixo aqui o meu muito obrigada a todas as pessoas, participantes ou não, que me acompanham neste blog que já fez um aninho de vida! Aeeeeeeeeeeeee! 



E se ele chegou até aqui, foi graças a vocês. 




Beijo grande e a gente se vê! ;) 

Mi F. Colmán


terça-feira, 15 de março de 2016

Em tempo: Dia Nacional da Poesia - Homenagem


Ser Poeta


Ser Poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos os esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Florbela Espanca

Ser poeta para mim sempre foi muito mais do que se prender à técnicas (e falo isso como apreciadora, visto que não tenho lá muito talento para poetizar, poucas vezes arrisquei), deixemos estes detalhes aos críticos de plantão que em grande maioria, pouco conseguem absorver o poder de uma forte poesia. 
Ser poeta é ser livre de todos os grilhões que possam impedir de desnudar-se com furor e calma. 
Ser poeta é, enfim, trazer o lirismo na alma.


Eis a minha singela homenagem a todos os poetas e poetisas que trazem vida (ou não, afinal, há os poemas malditos e necessários) à blogosfera. Sem vocês, o mundo seria totalmente apático e sem vida.

Mi F. Colmán 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

O verdadeiro valor de um pedido de desculpas


Dando umas voltas por algumas memórias, me recordei da minha professora do 3º ano do Ensino Fundamental relatando uma reação dos seus dois únicos filhos. Segundo ela, o caçula, aproveitando-se da distração do irmão jogando videogame esparramado no tapete da sala, insistia em passar por cima de suas pernas e dar-lhe um chute. Diante dos protestos do mais velho, a mãe (no caso, ela) exigia imediatamente que ele pedisse desculpas. E, zoando, olhava com cara de sacana para o garoto dizendo: "Desculpinha, desculpinha..."
A moral que ela nos quis passar é: se você não tem a intenção de se redimir, não há razão para pedir desculpas, ou soaria como os "desculpinhas" do seu filho caçula.
Tratavam-se de crianças, porém, quantos adultos não cruzam por nossas vidas com estas mesmas "desculpinhas?" Por quais motivos supostos amigos que saem de nossas vidas e voltam com um pedido de desculpas como este, todo pedante e às vezes, na defensiva, se suas atitudes deixam muito claro que "não sentem muito?" Diante de tais fatos, é justo que questionemos que interesses hajam por trás de uma desculpa que não é real, claramente não é sentida.


Não sei vocês, mas eu reconheço, sou uma pessoa difícil. Para que ganhem minha confiança e lealdade precisa ser para mim muito especial. Ou que eu tenha acreditado que seja. E, sendo assim, amizades para mim são sagradas. Amizade, e não o romance, é a entrega total em minha vida. Pessoas que a conquistam ganham uma companheira, confidente, excelente ouvinte, que compartilha praticamente tudo, mais que uma irmã... uma pessoa por inteiro.


No entanto, ser uma verdadeira amiga, saber perdoar, não guardar rancores, aceitar as pessoas de volta não nos torna gente que se pode fazer de trouxa. Não nos torna pessoas que acham que "precisam de autorização" para dar um direito de resposta que é nosso por natureza! 
Magoar aos outros, todos magoamos. Problemas, todos temos. E nada, absolutamente nada justifica atitudes como o tipo de desculpa enfatizado pela minha saudosa prof. 
Por mais que fiquemos chateados, magoados, o melhor é seguir adiante com a única opção do afastamento. Não guardar mágoas é uma dádiva que precisamos nos dar, mas voltar ao convívio com alguém que não tomou consciência do mal que fez e volta deste jeito não compensa. 
Porque quando alguém toma realmente consciência, até o tão valoroso pedido de desculpas se torna desnecessário.
O que não podemos é nos arrepender do bem que fizemos (ou tentamos fazer), da nossa entrega por completo, mas muito menos nos esquecermos de nosso próprio valor.

Ao contrário de Cazuza, mentiras sinceras nunca, NUNCA deveriam nos interessar.


Mi F. Colmán


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Coerência pra quê?


















Coerência pra quê? 
Esta tem sido a frase que mais ouço / leio por aí, basta alguém demonstrar qualquer mudança de atitude ou opinião. A "coerência" para mim parece muito mais uma prisão ou desculpa para se alienar e não evoluir.

"Nossa, mas fulana era tãããão católica, como pode de repente 'ter virado' pagã?"; "Hum... Fulana 'se dizia' tãããão evangélica e agora está 'bancando' a ateia", "Você vai deixar a bruxaria para 'virar' crente, como pode isso?" (acabei de ver isso em um grupo de bruxaria), "Ué... Fulano não gostava tanto daquele curso, resolveu mudar por quê?" "Eles se separaram? Não acredito! Parecia um casal tão feliz..."; "Como? Fulano agora é de esquerda ou 'virou' coxinha?" Estes são só alguns exemplos das frases com que me deparo e muitas acompanhadas de um sarcástico "Quem diria..."



O mais estranho da cobrança da coerência é perceber que as pessoas que a exigem são as primeiras a apontarem o dedo impetuosamente, cobrando que as demais reconheçam seus erros. Ué... Se alguém errou, se arrependeu e resolve mudar, torna-se, nesta lógica, uma pessoa totalmente incoerente! Afinal, "coerência é tudo" e ser coerente é significado de ser irredutível.
Quem defende a teoria da coerência automaticamente não admite que pessoas e situações possam mudar. E automaticamente, não pode crer no perdão e no progresso. Muito menos cobrar que lhe perdoe ou o que quer que seja de alguém.
Aliviada e com orgulho, afirmo: Não tenho o menor compromisso com essa tal coerência aí. Nunca fomos íntimas. Sou tão descompromissada com a mesma que já cheguei a detestar legumes e verduras e hoje não vivo sem brócolis. Só para vocês terem ridiculamente uma vaga ideia, porque claro, quem me conhece sabe que vou muito mais além do além que alguém possa imaginar.
Nada que eu decido mudar, me arrependo. Quando surgem as experiências, sejam elas boas ou ruins, cotidianas ou marcantes, sem exceção me trazem sabedoria. Aprendo com tudo e todos a cada dia que acordo neste planeta. Não me envergonho nem um pouco de mudar de estilo, de crença, de ideia, ideais... 
Mudo muito, mudo tudo. Mudo muito e tudo mesmo! 
Não existe nada mais fantástico do que viver cada dia de uma vez e não saber o que esperar por ele! 
Nada como viver eternamente no imprevisível.




E diante dos fatos, deixo o questionamento para a vida: 

Coerência pra quê?



Mi F. Colmán


Algumas notas


- Sou e continuarei por tempo indeterminado sendo a blogueira que responde a cada comentário. Mas... no atual momento, alguns comentários já ficaram obsoletos e certamente seria uma grande perda de tempo respondê-los. Sem contar que isso atrasaria (ainda mais!) minha presença aos vossos espaços. Por este motivo, resolvi dar prosseguimento ao hábito a partir do post anterior.

- Tenho recebido sugestões inbox para as mudanças que pretendo fazer em relação ao conteúdo do Rivotril com Coca-Cola. Todas as sugestões estão sendo lidas com muito carinho e, se acatadas, podem resultar em um segundo blog. Não que o Rivotril tenha compromisso com a coerência, mas mudaria totalmente sua proposta com o que algumas meninas tem me pedido.

- Muito obrigada de coração a todos vocês que acompanharam minha trajetória estudantil de 2015 e me apoiaram! É com muita alegria e orgulho que anuncio minha 3º posição no curso de Pedagogia pela Federal! Uhuuuul! \0/ 

- Finalizando as notas, fica registrado meu agradecimento especial à querida colega e amiga Roselia Bezerra, que me presenteou com um belíssimo cartão de Natal, o qual só pude agradecer agora por motivos de... Sou uma preguiçosa para abrir caixa postal. Valeu Roselia! Te adoro muitão!

E vamo que vamo! A gente se vê! ;) 



terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Feliz Ano Velho

Começando o ano com a primeira atitude de passar vergonha com estes rabiscos coragem e desejar um Feliz 2016 mostrando a minha própria letra.

Oi genteeeee!!! 
Depois de um tempão com a placa mãe dentro de uma estufa, eis que meu laptop ressuscitou ao 4º dia e me trouxe de volta à blogosfera, junto de vocês. Uhuuuuullll!!! \0/


Respirando fundo... Contendo a empolgação.



Como perceberam pela primeira imagem (espero que não tenha chocado muito), resolvi entrar 2016 sem medo de pagar micão ser feliz! hahahaha!

Bom... Eu prometi a mim mesma e decidi que não ia fazer textão (sei que maioria da galera da internet DETESTA textão), mas como eu sou eu e quem conhece a Mi sabe como isso é dificílimo de acontecer, portanto esta decisão foi...



Sem enrolação e tentando sinceramente fazer com que este post não se torne imenso, usei o título do livro do Marcelo Rubens Paiva (super recomendo para quem ainda não leu) para lacrar o ano de 2015 e inicar o de 2016.
Felizmente, é impossível entrar em 2016 sem relembrar tudo o que aconteceu em 2015. O ano que passou foi para mim de tantas mudanças, superações e transformações que posso dizer com total propriedade que foi o ano mais dureza, mas também o mais gratificante e agitado que já tive em minha vida.
Em 2015 EU NÃO CONSEGUI SENTIR TÉDIO! (a cor atual do meu cabelo reflete isso, eu tinha que colocá-la aqui, rs). E para quem me conhece, sabe o quão difícil é esta proeza!
Ultrapassei obstáculos que em 2014 nem sonharia ultrapassar, venci barreiras em meu cotidano que considerava antes impossíveis e sei que ao contrário de muita gente que prefere ouvir falar do capeta do que de 2015, seria injusto dizer que tenho sérias reclamações dele e que não ficará marcado para o resto de minha vida.
Conheci tantas pessoas interessantes no ano que passou, tanto real quanto virtualmente (não posso deixar de lembrar que 2015 foi o ano do Rivotril com Coca-Cola!!! Aeeeeeee!) e que já se tornaram parte bem importante da minha vida. Tenho certeza que uma boa parte dessas pessoas estão lendo esse texto agora (que sei, já virou textão! Fail!). E tive tantas experiências, algumas extremamente malucas e corajosas, que fecho 2015 com um enoooorme orgulho de mim mesma. Claro que como todos tive meus problemas (alguns bem sérios) e continuo tendo, porém, sem querer bancar a good vibes, não vejo muito sentido em contabilizar só coisas difíceis e ruins, até porque comparado a tudo de bom e transformador que me aconteceu, saem perdendo e perdendo feio!

O que será de 2016? 



Não sou uma pessoa de traçar metas de virada de ano e nem estou agoniada em querer apressá-lo. Vou deixar acontecer. Tenho, por hora, apenas refletido sobre algumas mudanças no meu blog. 
Não, ainda não será o ano que pagarei por domínio ou layout (francamente acho que isso nunca vai acontecer), até porque, geral está me incentivando a um canal no Youtube do que continuar investindo aqui, que "já era". A questão é... geral não tem noção do quanto ainda, por enquanto, me é desconfortável gravar vídeos. Nem Snapchat eu tenho! E do quanto de $$$ precisaria investir em um bom equipamento para oferecer a vocês bons vídeos. Na boa gente, cês num tem noção das câmeras podres que possuo, aliás, acho que dá para ter uma certa noção pelas imagens de arquivo pessoal. :P 
Sem pretensão de me alongar (mais), espero que 2015 tenha sido um ano tão proveitoso para todos quanto foi para mim e se a recíproca não for verdadeira, tem 2016 aí adiante. Afinal, mudanças ocorrem em nossas vidas quando a gente menos espera e principalmente, quando batalhamos hard por elas.
Meus mais sinceros votos personalizados de 2016, sabendo que corro o risco de ser zuada por essa letra horrível, a qual tenho absoluta certeza que pode ferrar comigo nas notas de redação por aí afora. rs.
Falando sério, de coração, eu pensei em como iniciar 2016 de um jeito diferente e honesto e lembrei da hashtag #ALetraDasPessoas. Portanto, meus votos a que tenham um ano incrível são tão verdadeiros quanto estas letras são minhas. E elas vieram de uma tarde TODA de trabalho árduo para ficarem "apresentáveis" (detalhe para a folha amassada de tanto treino).
Apesar de geral falando contra, não via a hora de retornar.
E retornei no segundo dia útil do ano, em plenas férias e em tempo para colocar tudo em dia e atualizar aqui, mesmo com muitos mais contras do que prós da geral. Mas geral não viu que já atingi 100 pessoas! E isso me deixa muuuito feliz! Vejo que estamos indo muito bem, obrigada. :)))))
Grata pela consideração das pessoas que me leem e me seguem, pretendo a partir de agora ser mais presente e ativa na blogosfera. Um de meus planos (que nem faço, mas não quer dizer que não me vem alguns na cabeça) para 2016 é investir pesado na Literatura e o blog não pode ficar de fora.

Tudo de bom para vocês. Saudades infinitas. Fiquem bem!




Mi F. Colmán

Para finalizar, na verdade começar, com chave de ouro, deixo uma das músicas que não saem dos meus fones.

"Eu vou viver como se não houvesse amanhã, como se não houvesse amanhã..." ♫♫♫

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"Enquanto eu estiver por aqui e me for possível, escrever continuará sendo a medicação mais forte e a terapia mais eficaz para a minha sobrevivência". Mi F. Colmán

Quem ri por último, Rivotril

Quem ri por último, Rivotril
Mais um Rivotril. O restinho dos ratos gritando somem. O restinho das pombas macabras somem. O restinho dos corvos somem. Todos para longe. Lá vai a mulher que assusta. Tati Bernardi.