19/05/2015

Paisagem que me inspira
























Se eu disser a vocês que não sou uma pessoa muito chegada a paisagens, pensarão que sou um ET?
Pois bem, não sou o tipo que se concentra em paisagens. Claro que gosto de estar em lugares bonitos, porém, não é isso que afetará meu humor. Ele depende muito mais de dentro para fora do que o oposto. Posso estar em um lugar onde todos considerem péssimo e estar bem comigo mesma.
Não tenho a urgência de ir ao campo ou à uma praia deserta quando preciso relaxar. Assim como posso me divertir tanto em uma balada cheia quanto em uma mesa de pizzaria com poucos amigos.
O que curto contemplar são cemitérios. Cemitérios são inspiradores, na verdade, as maiores inspirações que tive das minhas estórias já escritas foram inspiradas em visitas a eles. Ou simplesmente visitando-os em minha imaginação. Esta última sim, me leva longe.
Caminhar pelo cemitério pode ser uma excelente terapia. Embora seja um local de tristeza, é de reflexão, onde o orgulho, a vaidade e todos os sentimentos mesquinhos se resumem ali. Todos vamos, inevitavelmente, dar de cara com a morte um dia.
Fico também fascinada com a arte dos cemitérios. Um dos meus sonhos turísticos é conhecer o Père Lachaise em Paris, onde Jim Morrison e outros nomes conhecidos foram sepultados.
Mega atrasada na BC Maratona de Maio da Alê e da Silvana, declaro que a paisagem que me inspira é a que fica entre as lápides e túmulos. Entre a vida e a morte. 
Ou a outra vida, ainda desconhecida.


Mi F. Colmán




I´m bleeding, quietly living I´m living, quietly bleeding - Dominik
 renata massa