01/05/2015

"Você escreve MUITO" e das razões que eu quase desisto de blogar

"Eu te desafio porque você escreve MUITO. Você é autêntica e espontânea, não deixe isso morrer". Beatriz Ayala (Minha professora de Redação)















Não morreu. Mas confesso que sufocou, asfixiou, agonizou.
Isso mesmo. A minha escrita.
Não. Não foi bloqueio literário. 
Antes fosse, todo autor passa por isto. 
Foi a pior das piores coisas que podem acontecer com um ser humano: Falta de motivação.
Eu quase desisti de blogar.
Olha que coisa, logo a "blogueira alienígena", que nunca esteve nem aí com números, agora anda perdida entre eles. Tudo por causa de uns exames que NÃO definem (nada pode ser definido exatamente sob pressão) seu intelecto e quase mata uma das principais razões de sua existência: A Literatura.


















Escrever é o que sempre me manteve viva. Muito antes dos blogs acontecerem. Muito antes de eu me alfabetizar por completo, eu já amava e fazia parte do mundo literário
Minha alma precisa escrever tanto quanto meu organismo precisa de oxigênio para estar vivo.
Cenários, cenas, descrições, personagens...
Cemitérios, flores mortas, rosas negras, roupas pretas, drama, lágrimas, sorrisos, intensidade...
É isso que eu preciso de verdade (e isso não foi um eco gramatical e sim, proposital, por ter vindo do fundo da alma).
Como pessoa, voluntária, blogueira, colunista, estudante, autora... Sempre procurei e procuro oferecer o meu melhor. 
Talvez por isso eu quase tenha desistido daqui. Aprendi que um blog precisa de movimento para existir. Precisa de comentários, retribuição, visitas... 
E sou ré confessa de meu desleixo e negligência.
Não, não foi falta de tempo.
Já disse que foi de motivação.
Não esqueçam que a Literatura está no meu cronograma e também que sou uma pessoa notívaga. Este texto foi escrito pouco depois dos relógios marcarem meia-noite.


Então por quê? Não sei. Há coisas que não se explicam.
Há coisas que apenas acabamos deixando passar e outras que precisamos que aconteçam para acabar com o amortecimento.
E isto que a prof. Beatriz falou ontem era tudo o que eu precisava ouvir para continuar.

E este blog, no matter what...

...To be continued.

Que todos os blogueiros e blogueiras pouco visitados compreendam a profundidade do gênio que foi Virgina Woolf:


Escrever é que é o verdadeiro prazer; ser lido é um prazer superficial.


Nota: Hoje tenho três notas. Quatro com esta, a nota das notas, rá!


Nota II: Ainda vou ficar meio atrasadinha nas respostas aos comentários e nas visitas. Mas aos poucos tudo vai entrando nos eixos (vocês devem pedir para morrer quando leem isto). E gente... O perfil Coluna da Mi morreu, não excluí ainda o Google Plus porque tenho cadastros de estudos no email dele. Mas o perfil mesmo está morto, quem não migrar para cá, vai acabar deixando de ser meu colega. Aquele blog é passado. Este é o real início de uma nova era na minha vida literária.

Nota III: Quero deixar um agradecimento mega atrasado, mas sempre em tempo à uma blogueira muito querida, que me fez uma surpresa de Páscoa. Porém, lerda e perdida como ando ultimamente com tantos cálculos na cabeça, vou aos Correios de quase em nunca. Quando resolvi passar por lá, eis que me deparo com este belíssimo presente de Páscoa.


Roselia Bezerra, gratidão. Adorei o cartão e o poema.

Ando me sentindo a pessoa mais abençoada do mundo com tantas demonstrações de carinho que tenho recebido das pessoas. Pessoas de tantos lugares, tantos destinos diferentes... Temos que saber valorizar cada gesto, cada ato de bondade para conosco. SEMPRE. Porque depois pode ser tarde.

Nota IV: Hoje é um dia mais que especial. É o niver da minha amiga que já saiu da virtualidade há muito tempo e é uma das pessoas mais importantes da minha vida, a Ana. 
Como disse a ela no whatsapp (mas até agora não foi visualizado rs), não tenho nada a oferecer por tudo que já fez e tem feito por mim. No entanto, ofereço meu amor sincero. Porque amor de verdade é de mãe e de amiga.
E para ela (que sempre me lê, eu sei, mas não comenta aqui sei lá "porcausodique") vai uma música em sua homenagem. 
Feliz Niver! E que venham muitos e muitos anos ainda em tua companhia! ;)


E para todos os colegas, amigos e amigas blogueiras: estou de volta, para valer! 
Retorno oficialmente com dois fortes e importantíssimos sentimentos: Entusiasmo e gratidão.

Termino esta postagem compartilhando um dos poemas mais lindos que li da amiga poetisa Ádila Cabral. Ele descreve perfeitamente tais pessoas que me acompanham em minha jornada.































Nem todos os seres humanos são trevas.
Alguns são luzes.
Que brilham, sempre, nas neblinas.
Nos momentos de tristeza.
Mas não é uma luz, aparentemente, visível.
É algo que só se pode ver em meio
A mais densa escuridão.
São fachos de esperanças
Que orientam aqueles que já não tem direção.
Que já quase desistem de caminhar.

Nem todos os seres humanos
Destilam ódio e rancor.
Alguns são estrelas
São pássaros
São flores.
Alguns são amores.
Alguns são sorrisos.
São remédios para dor da alma
São alívios
São cuidados.
Enfim, são anjos que não perdem as asas.
Quando necessitam descer aos tenebrosos infernos .
De outros corações humanos.

Ádila Cabral

O post ficou muito pessoal e apaixonado? 
É assim mesmo quando se trata de Amizade e Literatura. ;)

Mi F. Colmán




I´m bleeding, quietly living I´m living, quietly bleeding - Dominik
 renata massa